Search icone
Permuta de Trabalhos Acadêmicos
Garantias
Leia mais sobre as nossas garantias.

O processo de reestruturação produtiva do Brasil

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
administração
Faculdade
FACECA/FADIVA

Informações do trabalho

José Antônio P.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
19 páginas
Nível
Para todos
Consultado
3 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
0 Avaliaçao cliente
0
escrever um comentário
  1. Introdução
  2. O processo de reestruturação produtiva do Brasil
    1. O inicio do processo: a difusão dos CCQs
    2. A reestruturação "defensiva"
  3. A abertura do mercado e a "epidemia" da competitividade
  4. O caminho rumo a uma modernização sistêmica
  5. Conclusão
  6. Referências bibliográficas

O processo de reestruturação do processo produtivo que o Brasil está atravessando atualmente irrompe de maneira efetiva a partir do começo dos anos 1990. Sua análise e sua compreensão exigem, contudo, que se leve em conta um conjunto de políticas de ajuste e de modernização tecnológica das empresas que se iniciam no país desde o final dos anos 1970, quando entra em crise o modelo de substituição de importações sob o qual se estruturou a fase anterior de nosso desenvolvimento econômico.
O processo se inicia alavancado ao mesmo tempo pelos novos padrões de competitividade internacional e por um conjunto de mudanças econômicas, políticas e sociais que ocorrem simultaneamente no país. Entre elas, vale destacar a abertura de um processo recessivo que se abate duramente sobre a economia brasileira, o processo de democratização política e a crise do padrão de relações industriais vigente durante o período do ?milagre? econômico.
A década de 1970 significou para o país um período de grande expansão industrial, marcado não só por um significativo crescimento da produção e do emprego industrial, como pelo desenvolvimento de uma estrutura industrial integrada que se apoiou no processo de industrialização pesada que se instaurara a partir de 1956, quando a economia assistiu a um crescimento acelerado da capacidade produtiva do setor de bens de produção e de bens de consumo duráveis.
Conforme destacam Gitahy, Leite e Rabelo (1993: 13), este processo se dá no marco de um padrão de concorrência basicamente dirigido a um mercado interno em expansão e protegido pela política de controle de importações. O setor de bens de capital se desenvolve para atender, por um lado, à demanda do setor público (grandes projetos governamentais em diversas áreas) e, por outro, à do setor de bens de consumo duráveis, também em expansão.

[...] Na verdade, talvez a principal conclusão que esse recorrido histórico nos fornece é de que, ao contrário da expectativa que os estudos anteriores pareciam carregar, de que os efeitos sociais do processo se tornariam socialmente mais desejáveis na medida em que ele fosse se aprofundando, a realidade tem revelado exatamente o oposto, ou seja, quanto mais o processo se desenvolve, menos virtuosas parecem ser suas implicações sociais. Convém notar, contudo, que essas tendências não são inexoráveis. Pelo contrário, há estudos que vêm evidenciando que as relações industriais têm se mostrado um elemento importante na definição das estratégias de reestruturação das empresas. [...]


[...] Seria importante destacar, entretanto, que não foram poucos os estudos que apontaram os limites e o caráter ?defensivo? desse processo no período, apesar do alerta levantado por Fleury (1988) para o fato de que as empresas líderes estavam tendendo à adoção de estratégias mais sistêmicas de modernização. Conforme será visto a seguir, muitos autores chamaram a atenção para as diferenças entre a maneira como as novas formas de organização do trabalho eram empregadas no Japão ou em outros países industrializados e o modo como estavam sendo utilizadas no Brasil. [...]


[...] Convém ressaltar desde logo duas características importantes do processo brasileiro que despontam a partir dessa análise: em primeiro lugar, embora as estratégias seguidas pelas empresas em cada um desses momentos sejam bastante diferenciadas, um elemento comum a elas é seu caráter limitado e reativo, ainda que não se possa deixar de considerar que alguns setores mais competitivos, como o automobilístico, venham apontando para um processo mais sistêmico; em segundo, ao contrário das expectativas dos estudos iniciais, quanto mais o processo se aprofunda, mais nocivos se mostram seus efeitos sociais O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DO BRASIL 2.1 O início do processo: a difusão dos CCQs O primeiro período pode ser identificado entre o final dos anos 1970 e o início da década de 1980, quando as propostas inovadoras se concentraram na adoção dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQs), sem que as empresas se preocupassem em alterar de modo significativo as formas de organização do trabalho ou em investir mais efetivamente em novos equipamentos microeletrônicos. [...]

Estes documentos podem interessar a você

A podreza e as suas questões metodológicas

 Economia e finanças   |  Economia   |  Estudo dirigido   |  10/07/2007   |  BR   |   .doc   |   13 páginas

Novo paradigma brasileiro no setor de bebidas: o caso AmBev

 Administração e marketing   |  Marketing   |  Estudo dirigido   |  13/08/2007   |  BR   |   .doc   |   22 páginas

Mais Vendidos administração

Administração de Suprimentos e Logística

 Administração e marketing   |  Administração   |  Projeto   |  30/08/2006   |  BR   |   .doc   |   13 páginas

A importância dos níveis hierárquicos na organização

 Administração e marketing   |  Administração   |  Estudo de caso   |  19/09/2007   |  BR   |   .ppt   |   12 páginas