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O búfalo

Informações sobre o autor

autônoma
Nível
Especializado
Estudo seguido
Letras

Informações do trabalho

Montserrat C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
9 páginas
Nível
Especializado
Consultado
54 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Elementos de descrição e narração
    1. Descrição
    2. Narração
    3. O conto: O Búfalo
    4. Análise Crítica
  2. Ponto de vista

A rapidez com que as mudanças sociais estão se processando e alterando a nossa vida cotidiana impõe como prioridade o ensino da Língua Portuguesa em todos os graus de ensino.
O processo de comunicação e seus mecanismos, a prática da leitura, da reflexão e da produção de textos é, reconhecidamente, a maneira de desenvolver competências para que os discentes possam assimilar informações e utiliza-las em contextos variados.
Neste trabalho apresento um conto de Clarice Linspector com sua respectiva análise.

[...] Abaixou de novo a cabeça e ficou olhando o búfalo ao longe. Dentro de um casaco marrom, respirando sem interesse, ninguém interessado nela, ela não interessada em ninguém. Certa paz enfim. A brisa mexendo nos cabelos da testa como nos de pessoa recém-morta, de testa ainda suada. Olhando com isenção aquele grande terreno seco rodeado de grades altas, o terreno do búfalo. O búfalo negro estava imóvel no fundo do terreno. Depois passeou ao longe com os quadris estreitos, os quadris concentrados. [...]


[...] Nunca poderia odiar o quati que no silêncio de um corpo indagante a olhava. Perturbada, desviou os olhos da ingenuidade do quati. O quati curioso lhe fazendo uma pergunta como uma criança pergunta. E ela desviando os olhos, escondendo dele a sua missão mortal. A testa estava tão encostada às grades que por um instante lhe pareceu que ela estava enjaulada e que um quati livre a examinava. A jaula era sempre do lado onde ela estava: deu um gemido que pareceu vir da sola dos pés. [...]


[...] O primeiro instante foi de dor. Como se para que escorresse este sangue se tivesse contraído o mundo. Ficou parada, ouvindo pingar como numa grota aquele primeiro óleo amargo, a fêmea desprezada. Sua força ainda estava presa entre barras, mas uma coisa incompreensível e quente, enfim incompreensível, acontecia, uma coisa como uma alegria sentida na boca. Então o búfalo voltou-se para ela. O búfalo voltou-se, imobilizou-se, e à distância encarou-a. Eu te amo, disse ela então com ódio para o homem cujo grande crime impunível era o de não querê-la. [...]

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