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Construções na fala popular

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado
Estudo seguido
comunicação
Faculdade
Unicenp

Informações do trabalho

Thiago André R.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
221 páginas
Nível
avançado
Consultado
199 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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0
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  1. Pontos de partida
    1. O tópico na tradição gramatical
    2. Construções de tópico no português brasileiro culto e no português europeu culto
  2. Fundamentação teórica
    1. Uma tipologia das línguas
    2. Construções de tópico no estudo linguístico no Brasil
    3. Construções de tópico no estudo linguístico português
    4. Fenômenos de mudança no PB
    5. Hipóteses de trabalho
  3. Metodologia
    1. Amostras analisadas
    2. Aspectos gramaticais observados
  4. Análise dos dados
    1. Distribuição geral
    2. Fatores sociais
    3. Fators linguísticos
    4. PB: língua de tópico?
  5. Conclusão
  6. Referências bibliográficas

Embora as construções de tópico (CTs) sejam tão freqüentes no português brasileiro (PB), são ignoradas por gramáticas de orientação tradicional ou consideradas recursos de estilo ou vícios que devem ser evitados. Com base em Vasco (1999), que comparou as CTs na fala culta do PB e do português europeu (PE), o objetivo principal deste trabalho será o estudo de uma amostra da fala popular. A tipologia proposta por Vasco inclui quatro construções: anacoluto, deslocamento à esquerda, topicalização e tópico-sujeito, uma estrutura na qual o tópico é reanalisado como sujeito. Além da comparação objetivada, pretendemos (a) relacionar o crescimento no uso dessas estruturas a mudanças no sistema pronominal do PB; (b) reavaliar as topicalizações de complementos oblíquos sem preposição como estruturas que não resultam de movimento, inspirados por Orsini (2003); c) discutir o status do PB como língua com proeminência de tópico. Os resultados permitem concluir que (a) as CTs na fala popular são muito similares às encontradas na fala culta; (b) as CTs no PB apresentam diferenças quantitativas e qualitativas em relação às CTs no PE; (c) o PB deve ser considerado língua com proeminência de sujeito e de tópico, segundo a tipologia de Li e Thompson (1976).

[...] Este paradigma, restrito hoje à língua escrita e à fala de uma geração situada numa faixa etária mais alta, coexiste com um terceiro, em que se vêem apenas três formas, em conseqüência da perda do pronome de primeira pessoa do plural nós, substituído na fala dos jovens e cada vez mais popular entre os falantes de faixas etárias mais altas, pela expressão a gente, que se combina com formas verbais de terceira pessoa do singular (Paradigma 3). Utilizando um corpus constituído por peças de teatro de cunho popular cujo texto mais se aproximaria do português oral Duarte mostra o percurso do sujeito no PB, da omissão licenciada ao preenchimento. [...]


[...] O objetivo de ordem mais geral será o estudo das CTs na fala popular carioca, por já ter a fala culta sido abordada em trabalho anterior (VASCO, op.cit.) e por ser a modalidade popular, teoricamente, menos sujeita a restrições de caráter normativo, embora estudos apontem semelhanças qualitativas entre o PB culto e o popular. Busca-se, face aos dados e conclusões apresentados naquele trabalho, relacionar as CTs observadas na fala popular às observadas nas modalidades cultas do PB e do PE e às mudanças que distanciam uma e outra variedade. [...]


[...] Poderia, então, esse fato explicar por que o PB culto apresenta 45% de casos com retomada do tópico por SN idêntico em DEObl contra 26% no PB popular: se considerarmos que o português culto apresenta determinadas restrições que a variedade popular não apresenta (como, por exemplo, ao uso de pronomes retos em função acusativa, conforme citado acima), é lícito supor que em construções caracterizadas por ausência de movimento (conseqüentemente, reduzindo a perfeita identificação de vínculo sintático entre tópico e comentário), haveria na fala de uma camada mais escolarizada a necessidade maior de repetição do elemento inicial por um SN idêntico para manutenção do vínculo entre eles; não havendo tal monitoração no PB popular, cresce nesta variedade o número de estruturas com retomada por SNs anafóricos e pronomes demonstrativos. [...]

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