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Padrões de consumo de medicamentos

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado
Estudo seguido
comunicação
Faculdade
Unicenp

Informações do trabalho

Thiago André R.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
15 páginas
Nível
avançado
Consultado
188 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. RESUMO
  2. INTRODUÇÃO
  3. MATERIAL E MÉTODO
  4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
    1. Tratamento Farmacêutico
    2. A Racionalidade Biomédica da Automedicação
    3. Custos da Compra de Medicamentos Modernos
    4. Percepção dos medicamentos modernos
  5. COMENTÁRIOS FINAIS
  6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

O uso de medicamentos modernos1 no Brasil, está longe de ser adequado. A conclusão de Barros1, no seu estudo junto a assegurados da Previdência Social em Recife, é de que não havia relação racional entre os remédios prescritos e os diagnósticos estabelecidos. Revelou-se um uso desnecessário de remédios, tanto na automedicação como entre os prescritos por médicos. Nitschke e col. 18, em pesquisa realizada junto a quatro bairros de Porto Alegre-RS, concluíram que o uso de medicamentos era inadequado não só quantitativa mas, sobretudo, qualitativamente. A percentagem de automedicação ficou estabelecida em 29%, considerada alta por aqueles autores, que afirmaram ser a automedicação a principal causa do uso inadequado de medicamentos, embora o médico tenha grande influência nesse quadro. Em Pelotas-RS, Béria e col. 5 constataram o uso de medicamentos mal indicados, mesmo entre aqueles prescritos por médicos. O funcionamento das farmácias no Brasil é severamente criticado em diversas publicações. É freqüente nas farmácias brasileiras a venda de medicamentos sem receita médica, sendo a mesma efetuada por vendedores mal instruídos e raramente precedida de exame físico. Os equívocos na "prescrição" de medicamentos são comuns e, além disso, concluiu-se que os gastos financeiros com medicamentos são excessivos (Barros 1, Barros e col. 2, Bestane e col. 6, 7). Giovanni 10 analisou o uso de medicamentos entre diferentes categorias sociais da população. Neste estudo, associa-se o uso de medicamento à ideologia das classes mais favorecidas, segundo a qual os medicamentos garantiriam o acesso à "saúde", componente indispensável a uma vida de fartura. Por outro lado, as classes menos favorecidas usariam os medicamentos com a finalidade de preservar ou aprimorar a única fonte de renda de que dispõem, a saber, sua capacidade de trabalho. As conclusões da pesquisa de Barros 3, em Ribeirão Preto-SP, vão ainda mais longe, declarando, entre outros pontos, que o uso de medicamentos no Brasil dissimula padrões de morbidade desiguais entre as diferentes classes sociais.

[...] Na Tabela 3 mostra-se as categorias de medicamentos administrados e a freqüência com que foram receitados pelos "prescribentes". A categoria em que se enquadra cada medicamento foi estabelecida com base na bula a ele anexada e à descrição correspondente encontrada no Dicionário de Especialidades Farmacêuticas 1985/198617. Os três grupos de medicamentos mais utilizados nas localidades em questão são o grupo de antibióticos / antihelmínticos / antimicóticos, os analgésicos e os preparados de vitaminas. Este padrão de comportamento também ficou estabelecido em outras pesquisas (Barros col Nitschke e col 18). [...]


[...] O presente estudo deve ser visto como exemplo de tal pesquisa, cujos resultados objetivam abrir novas perspectivas na pesquisa de consumo e percepção dos medicamentos modernos em escala local no Brasil. MATERIAL E MÉTODO Foi relizada pesquisa no período de janeiro a abril de 1986, nos povoados de Santa Rosa e Salinópolis4, Municipio de Itanhandu, situado no extremo sul do Estado da Bahia. Participaram da pesquisa 62 famílias selecionadas ao acaso, totalizando 378 pessoas. Em Santa Rosa, anotou-se por família, todos os problemas de saúde ocorridos no espaço de uma das semanas do mês de janeiro e uma do mês de março. [...]


[...] Em vista do caráter comercial das farmácias, não é de se estranhar o uso excessivo de medicamentos, bem como a indicação de medicamentos desnecessariamente caros. O número de problemas tratados farmaceuticamente em Salinópolis foi apenas 1,4 vezes mais alto que em Santa Rosa (98 e 72, respectivamente), e a quantidade de medicamentos aplicados foi 1,5 maior em Salinópolis (135 e 91 medicações, respectivamente), enquanto que os gastos em Salinópolis foram 3 vezes maiores! Bestane 6 também considera que as farmácias em geral receitam medicamentos muito mais caros que o necessário. [...]

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