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Novo paradigma brasileiro no setor de bebidas: o caso AmBev

Informações sobre o autor

autônoma
Nível
Especializado
Estudo seguido
Letras

Informações do trabalho

Montserrat C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
22 páginas
Nível
Especializado
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Método de pesquisa
  3. Contextualização da AMBEV no mercado de bebidas
    1. Descrição do mercado de bebidas
    2. Carteira de produtos
    3. Fatores básicos para o estabelecimento das empresas no mercado de cervejas
  4. Remodelamento da cadeia de suprimentos
    1. Aquisição de matérias-primas
    2. Manufatura
    3. Critérios para seleção das unidades pertencentes à rede AmBev
    4. Software para redesenho da cadeia de suprimentos
    5. Produção de xarope composto para fabricação de refrigerantes
    6. Qualidade, pesquisa e desenvolvimento
    7. Distribuição
    8. Software para gestão
    9. Recursos humanos
    10. Ganhos já obtidos com a criação da AmBev

O objetivo do presente trabalho é comparar as antigas cadeias de suprimentos da Brahma e Antarctica com a estrutura da atual da AmBev. Para isso são explorados os aspectos que fizeram com que, apesar da desmobilização de ativos, essa nova empresa aumentasse sua participação no mercado e ganhasse eficiência produtiva e econômica.
Em 1 de julho de 1999, foi anunciada a criação da AmBev, a maior empresa de bebidas do Brasil e a quarta maior cervejaria do mundo. A empresa foi resultado da criação de Holding nacionais: Companhia Antarctica Paulista ? Indústria de Bebidas e Conexos (Antarctica) e Companhia Cervejaria Brahma (Brahma).
O caso suscitou interesse da mídia e debates acalorados em razão da concentração de poder de mercado de bebida na mão de uma só empresa, que representava 70% do mercado de cervejas e 17% do mercado de refrigerantes.
A negociação com a Brahma surgiu como uma oportunidade de negócio, pois havia o risco das empresas virem a ter seus ativos desvalorizados se não fosse criada a Holding. Embora as duas empresas fossem de capital aberto, a Brahma tinha estrutura mais aberta que Antarctica, o que gerou a necessidade de ?negociar? ações com acionistas. De acordo com Edson Carlos de Marchi, atual diretor de Planejamento da AmBev, em entrevista concedida à equipe de pesquisa, pretendia-se ?Criar uma empresa substancialmente cara para não ser assediada no futuro por uma empresa internacional?.
O processo de criação da Holding foi sigiloso e durou vinte e dois dias. A rapidez do processo é explicada pelo fato dos documentos terem sido preparados para o processo anterior com a Miller, com a qual a Antarctica também tentou se associar.
De acordo com declarações da AmBev, dentre os principais motivadores para a sua criação, destacam-se: criar uma das maiores empresas de bebidas do mundo;criar empresa brasileira capaz de ser competitiva, inclusive líder, no mercado global; reduzir custos e preços através de economias conjuntas de escala e das sinergias das duas empresas; obter ganhos em produtividade, logística e administração; ter maior capacidade de investimentos em tecnologia no desenvolvimento de novos produtos.
Para aprovação do ato de criação da AmBev, esse caso foi submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Um dos principais argumentos para justificar a criação da Holding dessas empresas foi que haveria ganhos operacionais da ordem de 14% com a criação da AmBev e, conseqüente, aumento de bem estar econômico da população. O órgão impôs algumas restrições à nova empresa, como o fechamento de unidades e também exigiu que a nova empresa consolidasse sua estratégia de multinacional brasileira no setor de bebidas. A criação da Holding foi anunciada em 1 julho 1999, o CADE autorizou-a oficialmente no primeiro semestre de 2000 e promulgou o seu parecer final em 30 de março de 2001.
Um dos primeiros e grandes desafios da nova empresa foi a reestruturação interna a fim de eliminar a grande sobreposição de cargos, de atividades e de mercados que havia entre as antigas concorrentes. Além disso, também pretendia garantir o menor custo de produção; capturar ganhos de sinergia com a criação da Holding das duas empresas; aprimorar constantemente a distribuição, mantendo inclusive estruturas independentes de distribuição, competindo entre si e buscando alcançar o equilíbrio entre distribuição direta e revenda; crescer em ?share de valor?, que está relacionado à participação das marcas no faturamento do setor.

[...] Quadro 2 - Brasil: Market Share das Embalagens de Cerveja 1990 a 2000 Localizaçã Número de locais, Posicionamento de Roteirização, o Tamanho e estoques aceleração e despacho localização Transporte Seleção de modais Sazonalidade do Quantidades e tempo de s mix de serviço reabastecimento Compras Políticas Contratação, Liberação de pedidos seleção de fornecedor Armazena-g Layout, seleção de Escolha sazonal em local de espaço Serviços Estabelecimento de Preenchimento de ao cliente padrões pedidos Fonte: Ballou (2001) No remodelamento da AmBev buscou-se a minimização de custos, o que está em linha com Fisher (1997), pois como se trata de produtos funcionais o ideal é que a cadeia de suprimentos seja eficiente, com custos baixos (ver Quadro 4). [...]


[...] O restante dos rótulos é adquirido de uma empresa com sede na cidade do Rio de Janeiro Manufatura Antes de 30 de março de 2000, a Antarctica tinha 18 estruturas de manufatura e a Brahma Ao fim do processo de consolidação, restaram 34 unidades em função ou de venda de ativos junto com a marca Bavária, ou encerramento de atividades por sobreposição de áreas de influência (exposto com mais detalhes no item 4.3 sendo que a decisão de quais fábricas deveriam ser fechadas foi uma das primeiras e maiores providências após a criação da AmBev[vii] Critérios para Seleção das Unidades Pertencentes à Rede AmBev Após o processo de criação da Holding foi realizado planejamento para otimização das fábricas, a fim de estabelecer a localização e escala de produção ótima de cada uma delas e descartar as que não estivessem dentro das metas da nova empresa AmBev. [...]


[...] As projeções feitas pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE, 1999) indicam que a demanda por cerveja em 2001 é inferior à capacidade instalada de produção, indicando ociosidade no setor em 1999), segundo Banco Nacional de Desenvolvimento - BNDES Mercado de refrigerantes O mercado de refrigerantes, diferentemente do de cervejas, é bastante segmentado e com grandes expressões regionais. A empresa de maior atuação no Brasil é a Coca Cola, que detém 50% do mercado e comercializa as marcas Coca Cola, Fanta, Sprite e Taí. [...]

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