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A necessidade de uma abordagem multicultural Na gravidez e nascimento

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado
Estudo seguido
enfermagem
Faculdade
centro...

Informações do trabalho

Maurycio J.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
12 páginas
Nível
avançado
Consultado
274 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Cultura vs etnia vs raça
  2. A grávida e a família como objeto de cuidados de enfermagem transculturais
  3. Os enfermeiros e a multiculturalidade da família grávida
  4. Gravidez e nascimento vs atitudes e práticas dos profissionais de saúde
  5. Competência do enfermeiro face à diversidade cultural

Cultura, segundo Helman (1990) é um ?conjunto de directrizes que os indivíduos herdam como membros de uma sociedade particular, que orientam as pessoas na sua visão do mundo e no seu relacionamento com os outros ()?Possui normas de comportamento e expectativas, para cada estádio do ciclo de vida, que se relacionam com a visão que cada uma das culturas tem, em relação à forma como as pessoas promovem e mantêm a sua saúde e previnem a doença. É, assim, um conjunto de valores, crenças, normas de comportamento e práticas relativas ao estilo de vida, aprendidos, compartilhados e transmitidos por um grupo específico, que orientam o pensamento, as decisões e as acções dos elementos pertencentes ao grupo.
Dentro de cada cultura podem ser ainda encontrados vários grupos ? as sub-culturas ? por exemplo, um grupo étnico, que diz respeito a um conjunto de indivíduos que partilham valores, ideais, crenças e padrões de uma cultura, que, ao longo do tempo, ajudaram a criar uma história em comum entre os seus membros. Uma etnia pode, inclusivé, incluir pessoas de nações ou raças diferentes. As raças definem-se em função de características hereditárias semelhantes e, geralmente, com marcas físicas idênticas, como a cor da pele, que permitem identificar a pertença a essa raça. Essas sub-culturas caracterizam-se por preservarem as suas próprias características, mantendo certas tradições, nomeadamente em termos de práticas de saúde. As sub-culturas podem influenciar-se mutuamente, através de processos de aculturação ou assimilação. Isto é, as culturas não são rígidas nem fechadas : procuram preservar o que as identifica como tal, e ao mesmo tempo relacionam e reinterpretam o seu sistema, no contacto com culturas diferentes.
Assim, a aculturação diz respeito ao processo pelo qual os indivíduos trocam e adoptam práticas culturais da sociedade dominante, podendo reter alguma da sua própria cultura, mas integrando aspectos culturais de outro grupo. Por outras palavras, ?designa os processos complexos de contacto cultural através dos quais as sociedades ou os grupos sociais assimilam, ou são-lhes impostos, hábitos e valores culturais de outras sociedades? (Monteiro et al, 1998, p. 121). A assimilação, por sua vez, implica uma perda da identidade do grupo cultural, que se torna parte da cultura dominante.

[...] Os enfermeiros, devem, pois, reconhecer que existe uma grande diversidade cultural na sociedade e apreciar as crenças e práticas de cada grupo, e dos seus membros, a fim de providenciarem cuidados de saúde culturalmente apropriados, ou seja, a existência desta multiculturalidade exige uma sensibilização dos enfermeiros para as variações culturais das percepções dos acontecimentos da vida e da utilização dos sistemas de cuidados de saúde. Devem igualmente ter presente os direitos dos utentes relativamente à satisfação das suas necessidades, quer fisiológicas, quer psicológicas, e ao respeito pelas suas crenças culturais. [...]


[...] Desde o diagnóstico da gravidez que a família grávida é submetida a todo um conjunto de procedimentos: consultas mensais e semanais, controlo de peso, pressão arterial, exames laboratoriais ao sangue e urina, ensino específico sobre práticas alimentares, vestuário, repouso e actividade, práticas sexuais, respostas emocionais, preparação para o parto São cuidados pré-natais que visam o bem estar da grávida e do feto mas que revelam uma tendência para a estandardização, que nem sempre considera as necessidades da grávida e sua família em todas as suas dimensões, nomeadamente, na sua vertente cultural, podendo ser interpretado por algumas famílias como um esquema pouco familiar, estranho, desencadeado num ambiente desconhecido, hostil e pouco natural (hospital, centro de saúde), aumentando a ansiedade e o stress. [...]


[...] CONCLUSÃO Ainda no primeiro capítulo, foi definida pessoa, como um ser bio-psico- sócio-cultural, espiritual e ecológico, e abordada a necessidade de uma actuação de enfermagem, baseada numa relação de ajuda eficaz e de acordo com a definição do que é cuidar, que tenha em conta o indivíduo e todo o contexto cultural em que se insere. Foi ainda referida, no seguimento do trabalho, a principal finalidade da Enfermagem Transcultural, profundamente ligada à visão holística do ser humano, em todas as suas dimensões, para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos utentes. [...]

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