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Hanseníase

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
direito...
Faculdade
CESPA

Informações do trabalho

ESMERALDO M.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
21 páginas
Nível
Para todos
Consultado
4 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Considerações teóricas
    1. O que é a Hanseníase?
    2. Que significados tem a hanseníase?
    3. A hanseníase e as relações conjugais de seus portadores
  3. Percurso metodológico
    1. Tipo de estudo
    2. Tipos de dados
    3. O campo do estudo
    4. Sujeitos do estudo
    5. A coleta dos dados???? Instrumentos de coleta de dados
    6. Análise dos dados
    7. Aspectos Éticos da Pesquisa
  4. Análise e interpretação dos dados
    1. Características dos sujeitos do estudo
    2. Significado da hanseníase
    3. A Hanseníase com geradora de mudanças na relação conjugal de seus portadores
    4. Causas das modificações geradas pela Hanseníase na relação conjugal de seu portador
  5. Considerações finais
  6. Referências


No Brasil, a Hanseníase atinge números expressivos ocupando o segundo lugar em número de casos no mundo, constituindo, portanto, um importante problema de saúde pública (ARAÚJO, 2003).
Estes números podem ocasionar uma preocupação ainda maior se pensarmos que o sofrimento causado pela hanseníase não se limita aos sintomas físicos. Oliveira e Romanelli (1998) afirmam que esta doença é altamente estigmatizante, atingindo seu portador também no âmbito psicossocial, desde seu reconhecimento como doença, descrito já no Antigo Testamento como resultante de um castigo divino.
Como explica Araújo (2003) a Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae, cuja transmissão se dá principalmente através das vias aéreas superiores.
Esta doença se manifesta principalmente por sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos, no entanto, é curável, e quanto mais precocemente diagnosticada e tratada, mais rápido se cura o cliente e limita-se o surgimento das deformidades e incapacidades (BRASIL, 2002).
O interesse em abordar este assunto surgiu da experiência durante a prática da disciplina Saúde do Adulto e do Idoso I, do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana, na qual foi possível observar que o problema da Hanseníase vai muito além dos prejuízos físicos causados, interferindo no cotidiano dos indivíduos portadores, inclusive em suas relações com seus parceiros, o que gerou nossa inquietação.
Esta interferência nos parece resultante do estigma, construído historicamente, o que pode ser compreendido se nos reportarmos à antiga denomição desta doença ? a Lepra, como afirma Claro (1995).
Os registros mais antigos a respeito da Hanseníase provêm da Índia, tendo data referente a 600 anos a.C. Claro (1995) conta que desde tempos remotos era prática afastar os indivíduos acometidos pela hanseníase do convívio social e da em família, confinando-os em locais afastados, chamados denominados leprosários.
Em 1970 foi iniciada uma campanha em São Paulo defendendo a mudança da nomenclatura de lepra para hanseníase, buscando minimizar o estigma ligado a este termo.

[...] campanha em São Paulo defendendo a mudança da nomenclatura de lepra para hanseníase, buscando minimizar o estigma ligado a este termo. Apesar desta mudança de nomenclatura a hanseníase não pôde ficar completamente livre dos significados negativos que cercam sua antiga denominação. Nos estudos de Claro (1995) isto é demonstrado através de alguns significados atribuídos à hanseníase como uma doença suja, um ?castigo divino?, fruto da impureza. Este estigma pode influenciar negativamente as relações sociais como um todo, incluindo as relações conjugais. [...]


[...] ] (E2). A mudança de atitude por parte dos cônjuges também foi atribuída, sobretudo, ao receio de contrair esta doença. Este temor é alimentado pela falta de informações sobre o modo de transmissão da hanseníase: [ . ] Eu acho que é pela pele, né? Até porque foi descoberto através de umas mancha que eu tinha, né? [ . ] (E1). E eu me contaminei foi na praia! Foi depois que eu vim da praia, com o tempo, é que começou a sair esse negoço. [...]


[...] No Brasil, os primeiros casos de Hanseníase ocorreram em 1600, no Rio de Janeiro, no entanto mas as primeiras iniciativas do Governo Colonial, no sentido de tratar os doentes, só foram tomadas dois séculos depois, limitando-se à construção de leprosários e a uma assistência considerada precária aos doentes. Posteriormente Emílio Ribas, Oswaldo Cruz e Alfredo da Mata denunciaram o descaso das pelas autoridades sanitárias, no combate à endemia, trazendo o reconhecimento do problema e propondo medidas legais para implementar o isolamento compulsórios dos doentes (QUEIROZ E PUNTEL, 1997). [...]

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