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As formas clínicas da toxoplasmose

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
outros
Faculdade
CASTELO BRANCO

Informações do trabalho

Armênio C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
23 páginas
Nível
Para todos
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Revisão Literária
    1. Antígenos específicos
    2. Prevalência e transmissão
    3. Formas clínicas
    4. Toxoplasmose em indivíduos imunocompetentes
    5. Toxoplasmose ocular
    6. Toxoplasmose em indivíduos imunodeprimidos
    7. Toxoplasmose congênita
    8. Tratamento
    9. Prevenção
    10. Diagnóstico
    11. Avidez dos anticorpos IgG
  3. Discussão
  4. Conclusão
  5. Referências Bibliográficas

No Brasil, a Toxoplasmose é uma zoonose altamente prevalente. É causada pelo Toxoplasma gondii. Esse protozoário pode infectar tanto o homem quanto animais domésticos e selvagens, embora os felinos sejam os únicos hospedeiros definitivos (FRENKEL et al., 1970; AMADO NETO et al., 1995).
A contaminação humana, ocorre normalmente através da ingestão de alimentos ou água contaminada com oocistos, excretados em fezes de gatos, ou cistos, em carnes cruas ou mal cozidas, porém dificilmente provoca doença clínica aguda (AMADO NETO et al., 1995).
Quando a infecção é adquirida durante a gestação, pode ocorrer a transmissão transplacentária, pois os taquizoítos atingem a placenta infectando o feto, que, por ter menos defesas que a mãe para o combate do agente, normalmente apresenta doença grave e disseminada, com comprometimento do sistema nervoso central e do olho (REMINGTON et al., 1995).
As características dos quadros mais graves desta infecção é denominada de tétrade de Sabin, no entanto, a infecção congênita não se manifesta imediatamente em âmbito intrauterino. No entanto, mesmo em casos assintomáticos, pode-se observar seqüelas graves ao longo da vida do indivíduo. Após diagnosticada, a doença é tratável por antifolatos ou antibióticos, reduzindo, desta maneira, as seqüelas. Por isso, é importante o diagnóstico correto da infecção fetal (DEROUIN, 2001).
Devido à dificuldade de se isolar o agente e baixa freqüência nas lesões, a infecção materna confirma-se baseada no perfil sorológico com determinação da resposta humoral, através da pesquisa de anticorpos específicos e suas classes (CAMARGO et al., 1991).
O diagnóstico da toxoplasmose aguda deveria basear-se na soroconversão materna, porém é feito rotineiramente durante o pré-natal em uma amostra única, selecionando mães IgM positivas para T. gondii como um índice de infecção aguda (PONS et al., 1997).
Em âmbito sanitário, o aprimoramento da sensibilidade das técnicas utilizadas na detecção de IgM, o número de pacientes com esta classe de anticorpo passou a incluir uma alta proporção de mães com infecção não recente, e em consequência houve a introdução dispendiosa e desnecessária da Espiramicina em muitas pacientes, pois a alta sensibilidade a IgM pode permanecer positiva por alguns anos após a infecção aguda (PONS et al., 1997).
Após o advento dos testes de avidez de anticorpos IgG, as perspectivas com relação ao diagnóstico mudaram. No que diz respeito à resposta imune, existe seleção progressiva de clones de células B específicos, cuja afinidade pelo antígeno é alta, em substituição aos clones inicialmente ativados e de afinidade menor, o que resulta em aumento da proporção de anticorpos de maior afinidade com a evolução da infecção (BOES, 2000).
A determinação baseia-se no tratamento dos anticorpos associados ao antígeno, em um suporte sólido, com um agente caotrópico que é capaz de retirar os anticorpos de menor afinidade. Os anticorpos de alta avidez permanecem ligados ao antígeno após o tratamento da amostra, e a proporção entre os anticorpos de baixa e alta avidez é um indicador do período de infecção da amostra estudada (HEDMAN et al., 1993).
Este teste tem sido de grande utilidade para estudos epidemiológicos, inclusive para estudos vacinais, porém os métodos utilizados em sua determinação são muito variáveis e dependem de cada laboratório que o executa, além da padronização ser completa (SOUZA et al., 1997).
A rede pública não disponibiliza teste de avidez, e apesar de bom indicador de infecção recente em estudos epidemiológicos, esta técnica requer uma boa padronização para permitir uma definição individual em gestantes suspeitas que deveriam sofrer procedimentos invasivos ou terapia agressiva. As condições de determinação dependem de inúmeros fatores como pH, temperatura ambiental, diluição do soro e preparações de antígenos, além dos sistemas de revelação do anticorpo. Normalmente, não encontra-se na literatura estudos que abordem a definição prospectiva multicêntrica deste teste, reportado como auxiliar e associado retrospectivamente a determinação da época da infecção (BERTOZZI et al., 1999; CAMARGO et al., 1991).

[...] O estudo se justifica pois as seqüelas da toxoplasmose congênita podem ser graves, podendo conduzir à morte fetal ou a atraso mental severo. O presente estudo será dividido em 10 etapas, a saber: histórico da doença; biologia do agente; antígenos específicos; prevalência e transmissão epidemiologia, formas clínicas; tratamento; prevenção; diagnóstico avidez dos anticorpos IgG REVISÃO LITERÁRIA O Toxoplasma gondii foi descoberto em 1908 por Splendore no Brasil, e por Nicole e Manceaux no Instituto Pasteur na Tunísia. A primeira doença humana descrita foi a causada pelo T. [...]


[...] Nos Estados Unidos na primeira década da epidemia de AIDS a 40.000 pacientes infectados com HIV apresentaram as formas clínicas da toxoplasmose (PARK et al., 1993) Ciclo O agente apresenta um ciclo vital complexo com múltiplos hospedeiros (Figura 1). Os felinos normalmente são os hospedeiros definitivos de T.gondii, podendo contaminar-se pelas três formas infectantes do parasita: taquizoítos, presentes nas células infectadas; bradizoítos, presentes em cistos teciduais; e esporozoítos, liberados pelos oocistos. Os parasitas se reproduzem sexuadamente nas células epiteliais do intestino dos felinos, liberando oocistos em suas fezes, estrutura essa que é muito resistente as condições ambientais e a agentes químicos (DUBEY et al, 1998). [...]


[...] A prevenção da toxoplasmose congênita é de fundamental importância para um melhor controle da infecção evitando as graves seqüelas que podem ocorrer no feto e no RN (DINIZ et al, 1991). Apesar do tratamento conseguir controlar as formas de rápida proliferação, não sabe-se de nenhuma droga capaz de eliminar os cistos teciduais latentes em humanos e animais, que se mantêm viáveis por longo período, podendo reativar a infecção (BEAMAN et al., 1992). Os vários autores são unânimes na recomendação de que se inicie o respectivo tratamento o mais precocemente possível. [...]

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