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Contracepção

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado

Informações do trabalho

Adriana S.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
18 páginas
Nível
avançado
Consultado
1000 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
1 Avaliaçao cliente
5
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  1. Uso e efetividade da contracepção
  2. Espermicidas e barreiras físicas
  3. Contraceptivos orais
  4. A pílula combinada
  5. A pílula com progestogênio somente

Define-se contraceptivo por toda droga ou dispositivo que evita a fertilização do óvulo (SILVA, 2002).
A contracepção consiste na prevenção da gravidez mediante o uso de medicamentos dispositivos ou técnicos que impeçam a fecundação do óvulo (REY, 1999).
A primeira pílula de escolha anticoncepcional, surgida em 1959, permitiu as mulheres se prevenirem contra a gravidez indesejada, já que antes, o uso de preservativos era uma das únicas alternativas possíveis. Os efeitos dos primeiros anticoncepcionais, porém, eram bastante indesejáveis e provocam aumento do peso a enjôos fortíssimos, já que a dosagem de hormônios eram altas. Hoje em dia, dispõe-se, para uso clínico, de inúmeros anticoncepcionais contendo estrógenos ou progestinas. Essas preparações variam quimicamente e, como era de esperar, exibem muitas propriedades em comum, embora existam diferenças bem definidas. São utilizados dois tipos de contracepção oral: combinação de estrogênios e progestinas e terapia contínua com progestina sem administração concomitante de estrogênios. Atualmente, há no mercado diversas pílulas que aliam benefícios como o controle do ciclo menstrual, a melhora do cabelo e da pele, alívio dos sintomas de TPM e cólicas menstruais. Uma das pílulas mais modernas é feita a base de drospirenona, hormônio de baixa dosagem, que, alem de prevenir a gravidez, tem ação antimineralocorticóide, isto é, age contra a retenção de líquidos e auxilia no combate ao ganho de peso. A indústria farmacêutica busca a menor dose hormonal possível como forma de administração a longo prazo. O objetivo é aliar segurança e eficácia. Existem pacientes que não se adaptam a pílula, para isso o mercado oferece outros contraceptivos como: preservativos, dispositivos ou sistemas intra-uterinos (DIU ou SIU), adesivos, injeções e anéis vaginais (KATZUNG, 2003).
O DIU tradicional libera sais de cobre por meio do filamento que reveste a haste principal ou lateral. Esses sais matam os espermatozóides e impedem a fecundação do óvulo. Em geral, podem durar até 10 anos no organismo. O novo DIU (SIU) tem um reservatório com hormônio levonogestrel, utilizado para impedir a ovulação. Dura cerca de 5 anos no organismo e é indicado para mulheres que tem menstruações que ocorrem muito sangramento. O anel vaginal é feito de silicone e tem cerca de 5 cm de diâmetro. Pode ser inserido na vagina, perto do colo do útero, sendo que em contato com a vagina libera pouco a pouco os hormônios estrogênio e progesterona. Como tem dose hormonal menor que o da pílula também tem menos efeitos colaterais. Mesmo com as pílulas, SIU e anéis vaginais, o preservativo continua sendo o método mais simples para se evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (KATZUNG, 2003).
Segundo Katzung (2003), no mercado, é possível encontrar também anticoncepcionais em forma de injeção e adesivos. As injeções contém progesterona ou associação de estrogênio em doses de longa duração. Existem injeções que valem para um mês e três meses. Os adesivos podem ser colocados em diversas partes do corpo e devem ser aplicados apenas uma vez por semana. São usados três semanas seguidas, e na quarta semana, na qual a mulher menstrua, deve-se fazer uma pausa. Mesmo com todos esses métodos, ainda existe o diafragma, a tabelinha e o coito interrompido. O diafragma é uma cúpula de borracha ou silicone que é colocado no fundo da vagina antes da relação sexual e deve ser retirado após 8 horas. A tabelinha atua como base no início e no fim do período fértil da mulher, e só tem maior índice de efetividade para aquelas com ciclo menstrual regular. O coito interrompido é quando o homem ao pressentir que vai ejacular, retira o pênis da vagina. Tanto a tabelinha quanto o coito interrompido são opções de baixa efetividade (KATZUNG, 2003).

[...] Os efeitos adversos menores são frequentes, porém a maioria é discreta, e muitos são transitórios. Os problemas persistentes podem responder a uma simples mudança na formulação da pílula. Embora nem sempre seja necessário suspender a medicação por esses motivos (KATZUNG, 2003) Efeitos Adversos Leves: A náusea, a mastalgia, o sangramento inesperado e o edema estão relacionados à quantidade de estrogênio existente na preparação. Com frequência, esses efeitos podem ser aliviados através da mudança para uma preparação contendo menores quantidades de estrogênios, ou agentes que contenham progestinas com mais efeitos androgênicos. [...]


[...] O reconhecimento de que esses efeitos eram dependentes da dose e a observação de que os estrógenos e progesterona inibiam cinergicamente a ovulação levaram à redução das doses e ao desenvolvimento dos chamados contraceptivos de segunda geração ou doses baixas. Em 1980 o uso crescente de preparações bifásicas e trifásicas reduziu ainda mais as doses de estrógenos; logo depois na década de 1990, surgiram os anticoncepcionais de terceira geração contendo progestogênios com atividade androgenia reduzida (GIMAEL, 2005) Em 2000, o FDA aprovou uma preparação injetável aplicada uma vez por mês contendo ciprionato de estradiol e acetato de medroxiprogesterona. [...]


[...] Como a maioria das preparações de esteróides de longa ação contém apenas uma progestina, sem um estrogênio, a integridade endometrial não é mantida, e ocorre sangramento uterino em intervalos irregulares e imprevisíveis. Por isso, as mulheres que desejam utilizar esses métodos precisam ser aconselhadas sobre o desenvolvimento de sangramento irregular antes do seu uso, para acentuar a continuidade do uso. Vários tipos de preparações de esteróides injetáveis estão sendo utilizadas para contracepção em todo o mundo, tais como acetato de depomedroxiprogesterona (DMPA), numa dose de 150 mg a cada três meses; enantato de noretindrona, numa dose de 200 mg a cada dois meses; e várias injeções mensais de combinações de estrogênios e progestinas diferentes. [...]

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