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O mal da anorexia nervosa

Informações sobre o autor

 
Nível
Especializado
Estudo seguido
outros
Faculdade
fumesc

Informações do trabalho

Elisa S.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
11 páginas
Nível
Especializado
Consultado
224 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. INTRODUÇÃO
  2. EPIDEMIOLOGIA
  3. ETIOLOGIA
  4. DIAGNÓSTICO
  5. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
  6. CONCLUSÃO
  7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

É um distúrbio do comportamento alimentar caracterizado por limitações dietéticas auto-impostas, padrões bizarros de alimentação com acentuada perda de peso (15% ou mais), intenso medo de ganhar peso e amenorréia nas mulheres.
A palavra anorexia origina-se do grego (an = sem; orexis = desejo ou apetite), ou seja designa inapetência.
Na Idade Média encontra-se os primeiros relatos de uma enfermidade que transforma a pessoa que a padece, caracterizada por grande perda de peso, a partir de uma dieta de fome auto-imposta. Diz-se que Liduina de Shiedam, uma santa católica do século XIV, viveu durante anos alimentando-se "apenas com pedacinhos de maçã do tamanho de uma hóstia". Existe ainda uma lenda medieval de Santa Wilgefortis, contada por Lacey (1982), onde dizia que ela era filha do rei de Portugal, portanto, de alta posição social, e, sendo, uma donzela, jejuou e rezou a Deus, rogando-lhe que lhe arrebatasse sua beleza, para assim afugentar a atenção dos homens. Depois de um tempo de adotar um regime de preces e dieta de inanição, seu rosto e corpo começaram a cobrir-se de penugem. Conta-se que em alguns países da Europa ela foi adotada como santa padroeira por aquelas mulheres que desejavam ver-se livres da atenção masculina.
A primeira descrição clínica data de 1694, e foi feita por um médico inglês, Richard Morton. Descreve uma jovem de 18 anos, da seguinte maneira:
No mês de julho, caiu vítima da supressão total de suas menstruações, por causa de uma multiplicidade de Inquietudes e Paixões de sua MenteA partir do que seu apetite começou a diminuir e sua digestão passou a ser má; também suas carnes começaram a ficar flácidas e seu rosto começou a empalidecer Passou a estudar à noite, continuamente dedicada aos livros e a expor-se, tanto de dia como à noite, às Lesões do Ar Em toda a minha prática, não recordo Ter visto alguém tão conversador com os seres vivos, apesar de estar tão dilapidada, ao grau máximo de Extenuação (igualando-se a um Esqueleto, coberto apenas pela pele); entretanto, não tinha febre, mas, pelo contrário uma frialdade em todo o corpo apenas seu apetite tinha diminuído e sua digestão tinha-se intranqüilizado com episódicos desmaios, que se repetiam com freqüência.
A paciente de Richard Morton negou-se a seguir o tratamento indicado e faleceu três meses mais tarde.

[...] Os anoréxicos em sua luta diuturna para perderem peso, permanecem com ausência dos caracteres sexuais secundários, não assumindo desta forma o papel sexual adulto. Em relação a fatores predisponentes de patologia familiar, diversas correntes coincidem em descrever uma patologia inter-relacional típica. Bruch (1982) fala de pais superprotetores, muito ambiciosos, preocupados com o êxito e a aparência externa. As figuras parentais são extremamente negativas para os anoréxicos: a mãe uma figura austera, dominadora; o pai ausente, de personalidade frágil, normalmente envolvido em aventuras amorosas, como enfatiza Bleuler, Graham e Figueiroa (datas?). [...]


[...] ETIOLOGIA A etiologia não é bem conhecida, Garner e Garfinkel (1982) qualificam a anorexia nervosa como síndrome psiquiátrica discreta, ou seja diferenciada, que tem uma patogênese complexa. Suas manifestações clínicas são a resultante da destilação de múltiplos fatores predisponentes e desencadeantes, e sua interação com a capacidade do indivíduo para fazer frente às demandas em um dado momento. Fatores Predisponentes: Alguns trabalhos, procurando determinar as possíveis causas genéticas, mostraram resultados surpreendentes. Holland (1988) realizou estudo em 25 mulheres gêmeas monozigóticas e 20 mulheres, gêmeas dizigóticas ou parentes de 1 grau e encontrou uma concordância de 56% para gêmeas monozigóticas, sendo apenas de para as dizigóticas. [...]


[...] Estes, asseguravam que a anorexia nervosa simbolizava o repúdio da sexualidade, com predominância de fantasias de gravidez oral. Nos últimos quarenta anos, a anorexia nervosa adquiriu entidade própria e diferenciada, com ramificações biológicas e psicológicas. Bruch (1975) postula que os anoréxicos seriam psicóticos, em função dos distúrbios do esquema corpóreo. Contwell e colaboradores (1977) postulam que a Anorexia seja uma Doença Afetiva; em seu estudo de uma série de 26 anoréxicos mostram humor disfórico. Mais recentemente, Holten procura correlacionar a Anorexia com Distúrbios Obsessivos-Compulsivos, encontrando inclusive fortes evidências genéticas para tal. [...]

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