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Erro Médico

Informações sobre o autor

 
Nível
Especializado
Estudo seguido
medicina
Faculdade
UFPE

Informações do trabalho

DIEGO H.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
50 páginas
Nível
Especializado
Consultado
3 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. O erro médico
  2. O perfil epidemiológico
  3. A doutrina
  4. O controle social
  5. A responsabilidade médica
  6. A prevenção

O presente trabalho tem como preocupação central estudar a natureza do erro médico, estimar seus determinantes essenciais e buscar os meios de conjura-los, se não reduzi-los ?a expressão mínima. Em segundo lugar, pretende avaliar a atividade médica no sentido de averiguar a sua tolerância na fiscalização e punição do erro médico, sobretudo, aferir-se os Conselhos de Medicina punem com rigor os desvios de conduta do médico com resultados danosos para o paciente. E em que medida isto contribui para a profilaxia do erro médico (MONTALVÃO, 1998).
O último desafio enseja um natural aprofundamento das reflexões oferecidas com base em estatísticas extraídas dos Conselhos de Medicina e, ainda, numa recente pesquisa de cunho científico sobre o perfil do médico no Brasil, a qual oferece elementos técnicos consistentes para uma análise rigorosa e desapaixonada do erro médico, do próprio médico como agente exclusivo do ato médico, do seu universo de trabalho e da sua eventual propensão para erros e acertos no exercício de sua profissão (JARAMILLO, 2001).
A segunda questão, em princípio, parece mal situada quando considera a formulação sobre o maior ou menor rigor das punições. Essa formulação oferece nuanças da suspeição pela tolerância, ou seja, que os Conselhos não atuariam com rigor máximo e ungidos de um espírito repressivo marcial. Rigor, no presente caso, deve ser considerado como severidade máxima ou sentença proporcional à infração. Esse tipo de indagação advém quase sempre da imprensa leiga, isto é, da mídia, traduz uma provocação e oferece a presunção da culpa médica sem pena, pouco apenada ou não apenada (BRANDÃO, 1997).
Desta forma, o encaminhamento da questão constitui um eufemismo que denota, a priori, o mau exercício da justiça dos Conselhos e supõe acobertamento de desvios profissionais ou senão " vista grossa" dessas entidades diante do erro médico. Feita a ressalvam, percebe-se na maioria das vezes um atrativo capcioso da mídia interessada na "chamada" de matéria ou na formulação de impacto com o propósito comercial, sensacionalista. Assim, todo cuidado é pouco, pois nem todo resultado danoso tem por responsável médico. Daí a presunção de que o espírito corporativo e a tolerância conselhal diante do erro médico contribuem de forma para sua incidência (MACHADO,1997).
O erro médico é o ágio da infortunística que recai sobre o universo dos atos médicos. Nosso dever ético, consoante o compromisso de meios da medicina, é reduzi-lo à expressão mais insignificante (SEGRE, 1985).
Como uma das estratégias de marketing da indústria farmacêutica consiste no anúncio de medicamentos em revistas especializadas, de cunho científico, editada pelas mais diversas sociedades especializadas, o Conselho Federal de Medicina entendeu que no caso dos órgãos de fiscalização profissional estes não deveriam aceitar qualquer inserção publicitárias em suas publicações, sob pena da devida suspeição quanto à neutralidade de suas decisões como órgãos julgadores da ética profissional (ROMANELLO NETO, 1998).

[...] CONCLUSÃO É empreitada humanamente possível estabelecer um roteiro completo pelo qual os médicos poderiam se assegurar da impossibilidade do não cometimento de um erro profissional. No entanto, é importante ressaltar que os médicos precisam ter consciência de que o erro é indesejável, porém presente na profissão. É por demais grave verificar que a formação médica brasileira prescindiu, até o momento, de um reflexão constante sobre o erro profissional, de modo que, uma vez admitido conscientemente, possamos, cada qual e todos, trabalharmos para a sua erradicação, mesmo que seja, repito, uma tarefa quase utópica. [...]


[...] A possibilidade do discernimento técnico sobre a atividade médica nos oferece a convicção do erro ou não-erro médico, de difícil acesso ao leigo que julga sempre sob o escopo dos resultados obtidos ou malogros aparentes e despreza a reflexão sobre os meios empregados e o compromisso tácito de empenho . Afinal, os Conselhos de Medicina criados por uma lei editada em 1957 e ativados a partir de 1960 estão ainda dentro do prazo de validade do ponto de vista da utilidade profissional e social? [...]


[...] Ou que se deixe abater sobre a vítima todo o peso do seu infortúneo (REIS, 1991) Erro Médico ou Erro do Médico? Dentre todas profissões estabelecidas pelas necessidades sociais, a medicina parece ser a mais difícil de ser exercida do ponto de vista legal, dada a responsabilidade que se requer daqueles que atuam nessa área, cujo objetivo maior é a preservação da vida e da saúde do ser humano (SILVA, 1974). O diploma do médico e uma prova oficial do conhecimento técnico, ou seja, do domínio de um conteúdo e de suas respectivas habilidades. [...]

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