Search icone
Permuta de Trabalhos Acadêmicos
Garantias
Leia mais sobre as nossas garantias.

Multimistura

Informações sobre o autor

autônoma
Nível
Especializado
Estudo seguido
Letras

Informações do trabalho

Montserrat C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
22 páginas
Nível
Especializado
Consultado
277 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
0 Avaliaçao cliente
0
escrever um comentário
  1. Histórico da multimistura
    1. Composição da multimistura
  2. Autores a favor
  3. Autores contra
  4. O governo e a multimistura
  5. Considerações finais

No Brasil, poucos assuntos têm gerado tantas controvérsias nos últimos anos como a hipótese de associação entre a alimentação alternativa e a recuperação da desnutrição energético-protéica, anemia e hipovitaminose entre crianças.
De acordo com Azeredo et al (2003), alguns profissionais da saúde e de áreas correlatas buscam alternativas alimentares capazes de melhorar o conteúdo de proteínas e de micronutrientes da dieta habitualmente consumida, de forma a melhorar o estado nutricional da população. Nesse sentido, a multimistura vem sendo amplamente utilizada com o objetivo de eliminar os problemas nutricionais em crianças e adultos.
A presente pesquisa procura condensar as discussões de alguns pontos considerados chaves no âmbito da proposta da alimentação alternativa. Aborda a análise do tema e abrange questões sobre a composição química dos alimentos utilizados pela alimentação alternativa, mostra alguns resultados de experimentos em laboratórios com animais O tema aqui apresentado é ?A multimistura: os pós e os contras dessa alternativa nutricional?
Segundo Bittencourt (1998), entende-se por alimentação alternativa ou multimistura os nomes utilizados para designar a proposta de enriquecer alimentos da dieta habitual da população brasileira com a combinação de alimentos não convencionais, entre eles: farelo de arroz, farelo de trigo, casca de ovo, pó e sementes de vegetais e casca de frutas e verduras.
Segundo dados da Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde (PNDS) de 1996, 5,7% das crianças brasileiras menores de cinco anos de idade são desnutridas. A desnutrição energético-protéica constitui uma das principais carências nutricionais no Brasil, com elevada prevalência na população de baixa renda. De acordo com o Ministério da Saúde (2003) apud Vizeu, Feijó & Campos (2005), os indivíduos mais vulneráveis por suas exigências nutricionais são as crianças, cujo desenvolvimento físico e mental está condicionado ao estado de nutrição dos primeiros anos de vida.
Segundo esses autores, a desnutrição é a principal responsável pela alta taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos no Brasil e os índices de mortalidade infantil, apesar de virem reduzindo nas últimas décadas, ainda são altos.
Segundo Carlson (1990) apud Boaventura et al (2003), as deficiências nutricionais de maior importância epidemiológica, como a desnutrição energético-protéica (DEP), as anemias, a hipovitaminose A e o bócio, acham-se estreitamente associadas ao quadro estrutural da pobreza. A erradicação completa, definitiva e legítima, encontra-se na dependência da própria extinção dos grandes contrastes econômicos e sociais gerados e mantidos pelo processo de produção e distribuição dos bens e serviços. Urge, portanto, uma vigorosa ação de, respaldada pelo consenso da sociedade, como meio de reverter, a médio e longo prazo, o contexto político e social que condiciona as diferentes manifestações das carências alimentares e nutricionais.

[...] Assim, eles criaram uma linha de pesquisa com o objetivo de conhecer o valor nutritivo 'real' do Fa. A composição química do farelo de arroz indica que este resíduo é, no mínimo, uma potencial fonte de proteínas, de alguns elementos minerais como Zn, Cu, Fe e Mn, e particularmente fibras alimentares, (embora) o elevado conteúdo de ácido fítico (seja) um fator que compro-mete a biodisponibilidade dos minerais presentes no farelo de arroz.Velho & Velho (2002) Velho & Velho (2002) concluíam também que o farelo de arroz "possui um certo poder recuperativo em ratos em crescimento, previamente submetidos a um estresse nutricional com arroz branco", embora "essa capacidade (seja) muito baixa experimentalmente quando comparada com o próprio farelo enriquecido com vitaminas e minerais", e observava, a despeito de algumas observações positivas sobre o valor nutritivo do farelo de arroz, que farelo de arroz industrial torrado não é recomendado como substituto de suplementos vitamínicos e/ou mineral completos, nem em casos de alimentação normal nem deficiente. [...]


[...] (1999) apud Vizeu, Feijó & Campos (2005), que avaliaram, durante dois meses, o impacto da complementação da dieta com uma multimistura sobre o estado nutricional de crianças em fase pré-escolar de duas creches. Observaram que não houve alteração do estado nutricional das crianças em relação à antropometria e dosagens bioquímicas, concluindo que os resultados obtidos não mostraram alteração significativa com o uso da multimistura. Ribeiro et al. (1996) apud Vizeu, Feijó & Campos (2005), determinaram o teor de tiocianato urinário em crianças de 0 a 4 anos que utilizavam a multimistura como complemento nutricional. [...]


[...] Mesmo concordando com a utilização integral, "dentro das práticas culinárias tradicionais e regionais, dos vegetais como contribuição para a melhoria do aporte vitamínico, mineral e de fibra vegetal", o CFN (1996) questionava o ajuntamento de "farelos, folhas e sementes, torrando-os para se transformarem num pó miraculoso, chamado de multimistura (para matar) a fome e a desnutrição de nossas crianças". Ele recomendava aos "nutricionistas de todo o Brasil que se mantenham alerta para os trabalhos científicos sobre o assunto 'alimentação alternativa' ou 'multimisturas', a fim de que possam, sempre que necessário, se posicionar corretamente sobre o assunto, não infringindo, assim, o seu próprio código de ética". [...]

Últimos trabalhos nutrição

Hipovitaminose A

 Biologia e medicina   |  Nutrição   |  Estudo   |  19/03/2012   |  BR   |   .doc   |   17 páginas

Toxicologia de alimentos

 Biologia e medicina   |  Nutrição   |  Estudo   |  03/01/2010   |  BR   |   .doc   |   5 páginas