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Brasil - anos 1980: tentativas ortodoxas de combate à inflação

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado
Estudo seguido
administração
Faculdade
Unioeste

Informações do trabalho

Fabio O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
21 páginas
Nível
avançado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Desenvolvimento
    1. Abordagem sobre a década de 90
    2. Reforma monetária
    3. Reforma administrativa e fiscal
    4. Abertura comercial e econômica
  3. Plano real
  4. PAI ? Programa de ação imediata
  5. URV ? Unidade real de valor
  6. A nova moeda ? real
  7. Plano real
    1. Política cambial brasileira no período Gustavo Franco ? Plano Real (94-98)
    2. Política giscal Inflacionária - plano real (94-2002)
    3. Déficit público/PIB (em %)
    4. A crise
  8. Análise crítica

Em 1979, iniciou-se o governo do general Figueiredo, tendo como ministro da Fazenda Karlos Rischbiter, como ministro da agricultura Delfim Netto e como ministro do planejamento Mario Henrique Simonsen. Este defendia um rigoroso ajuste fiscal, corte nos gastos e nos investimentos que não tinham prioridade, visando a melhoria das contas em transações correntes e o controle do processo de endividamento externo, optando por seguir uma política ortodoxa.
Por outro lado, figurava a oposição composta por Delfim, do Planejamento e por Andreazza, do Interior. Estes defendiam uma política heterodoxa, que era baseada no crescimento econômico a qualquer custo, tendo em vista um rápido desenvolvimento da economia no país. Logo, traçou-se uma disputa política relacionada aos rumos da economia brasileira, assim Delfim Netto acabou substituindo Simonsen no Ministério do Planejamento. Delfim queria reeditar o milagre econômico, mesmo sabendo que a situação externa estava desfavorável. Com o segundo choque do petróleo e a alta dos juros externos, ele não teve outra saída a não ser mudar a condução da politica econômica.
Dentre essas razões, este período ficou conhecido como a "década perdida", caracterizada pela queda nos investimentos e no crescimento do PIB, pelo aumento do déficit publico, pelo crescimento da divida externa e interna e pela ascensão inflacionaria.

[...] Enquanto isso, o Brasil dependeria do financiamento externo e das políticas de ajuste fiscal. Rigorosamente falando, o Plano Real estava concluído ao final de 1996 quando a inflação brasileira, na margem, atingiu "níveis internacionais". Em cerca de dois anos, a inflação foi reduzida de 50% mensais para zero, sem congelamento ou controle de preços, sem pré-fixações, truques, mágicas, confiscos e interferências em contratos, e principalmente, sem recessão. (Franco, 2002). Em julho de 1994, havia dentro da equipe econômica uma argumentação muito bem construída pró-taxas de câmbio fixas, portanto, para sustentar o regime todo qualquer sacrifício teria que ser feito. [...]


[...] PLANO REAL Política Cambial Brasileira no período Gustavo Franco Plano Real (94-98) O Plano Real instituído no Brasil teve por objetivo pôr fim a mais de uma década de crise inflacionária. Baseava-se de um lado, na tentativa de cortar a inflação inercial de outro, no estabelecimento de uma âncora cambial. A introdução da URV (unidade real de valor) como um "indexador universal" visava criar condições para tornar neutra a inflação no tocante à repartição da renda à medida que todos os preços tenderiam a ser corrigidos pelo mesmo indexador em um determinado intervalo de tempo. [...]


[...] Em quatro anos uma redução qualitativa das tarifas de importação de uma média de 40% para menos de 20%. Em janeiro de 1991 o Plano Collor II surgiu como uma medida heterodoxa e imediatista devido à reaceleração da inflação. A ministra Zélia Cardoso de Mello saiu e o novo ministro Marcílio Marques Moreira promoveu o "Plano Nada" com medidas como: congelamento de preços e salários, unificação das datas-base de reajustes salariais e outras como a negociação da dívida externa, alta de juros e abertura financeira promovendo uma grande entrada de capital externo no país e elevação de reservas. [...]

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