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A pesquisa em educação e a metodologia de história

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
11 páginas
Nível
Especializado
Consultado
56 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Definição

Freqüentemente os pesquisadores da área educacional defrontam-se com a necessidade de lidar com informações, fontes e conceitos históricos. Em particular aqueles que se dedicam à pesquisa em história da educação rapidamente percebem que além de dominar o aparato conceitual educacional precisam, ainda, conhecer métodos, conceitos, categorias e tratamento de fontes primárias e secundárias, específicos do ofício do historiador.

Aproveitando para esclarecer, este trabalho não pretende apresentar como um estudo exaustivo ou definitivo do tema, acentuamos que nosso objetivo é bem mais modesto: tentaremos aqui ilustrar alguns aspectos aos quais o pesquisador da área de educação deve estar atento quando sua pesquisa exige que recorra às interpretações de historiadores ou quando esta o obriga a se defrontar com fontes, métodos, conceitos e categorias históricas.

A concepção atual de pesquisa histórica e a própria constituição da história como ciência teve origem no processo de consolidação dos métodos das ciências modernas. Hoje um historiador escreve para historiadores ou outros profissionais das ciências, especialistas, eruditos, isto é, um público crítico e especializado, que exige um tratamento rigoroso das fontes, métodos e conceitos históricos. Nos estudos de caráter histórico são exigidas distinções claras entre fontes primárias e secundárias bem como uma interpretação crítica dos eventos que o historiador fornece ao leitor.

[...] O historiador atual não pretende que a própria verdade se exprima pelas suas palavras: apresenta fontes e interpretações e deixa ao leitor o papel de criticar e avaliar a validade de suas conclusões. Os historiadores antigos, por sua vez, pretendiam escrever sobre o que viam e constatavam, transmitindo informações aos seus leitores. Pretendiam relatar o que viam diante de seus olhos para que fosse também visto por seus leitores. Veyne observa: Heródoto se compraz em relatar as diferentes tradições contraditórias que pôde coletar; quanto a Tucídides ( . [...]


[...] O historiador, por maior que seja sua competência, não é capaz de registrar em todos os seus pormenores e a partir de todos os ângulos possíveis um evento histórico em toda a sua complexidade e totalidade. na verdade, este nem é o objetivo do historiador. Os historiadores, ao registrar uma situação, procuram os aspectos que lhes parecem mais característicos, de acordo com o fim a que se propõem, escolhem e organizam os aspectos que lhe parecem mais relevantes e excluem aqueles que lhes parecem insignificantes. [...]


[...] Permanece, entretanto, na escrita, a idéia de que o que merece ser narrado é aquilo que é digno de nota, o fantástico, o maravilhoso e o diferente. Cita fontes que muitas vezes são díspares entre si, enumera suas fontes e parte de relatos de pessoas que discorrem sobre fatos que conheceram a partir da tradição. Embora desconfiasse das narrativas contraditórias, que mudam de acordo com quem as conta, ele as registra. Contrapõe dois tipos de narrativa: a mítica, lendária, sem cronologia, que remete a um tempo afastado dos homens, a uma narrativa pesquisável, verificável, com referências passíveis de serem encontradas. [...]

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