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Considerações sobre democracia e estado no mundo contemporâneo

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
14 páginas
Nível
Especializado
Consultado
44 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Definição

As transformações que vêm ocorrendo ao longo das três últimas décadas nos Estados capitalistas e socialistas trouxeram à discussão a importância da democracia como fator determinante das alterações introduzidas em larga medida nas sociedades contemporâneas.
A relação entre Estado e democracia passa a ser um rico instrumento de análise para compreender e analisar os avanços e recuos ocorridos nos últimos anos nas sociedades contemporâneas.
Como temos presenciado ao longo das duas últimas décadas, o ideário neoliberal processa a desvinculação entre o processo de democratização e a reforma do Estado. O que estamos vendo é a tentativa de fazer prevalecer a idéia de uma modernização do Estado através da melhoria de sua funcionalidade econômica sem muita preocupação com a democratização do Estado. Esse é um dos fatores fundamentais por onde perpassa a reestruturação econômica e política, tanto nos países da América Latina e Leste Europeu como na Europa Ocidental e nos Estados Unidos. Naturalmente este desencadeamento das reformas não se dá de uma maneira linear e unívoca. As reformas nos países latino-americanos e no Leste europeu são tão distintas entre si como aquelas que ocorrem na Europa Ocidental e nos Estados Unidos da América.
Apenas como uma forma de demonstrar as diferentes maneiras de se ter uma atuação ativa e efetiva do Estado em tempos de reformas, basta voltarmos os olhos para o que ocorreu na Espanha a partir de 1975. A situação econômica da Espanha, assim como a dos outros países europeus meridionais que se democratizaram - Grécia e Portugal - era melhor que a dos países da América Latina e do Leste Europeu quando se completou a transição para a democracia.

[...] No limite, até mesmo o Estado pode vir a ser o condutor e o organizador de formas variadas de organização social e política, mesmo porque a modernização internacionalizada distribui desigualmente os recursos nos mercados nacional e internacional sendo assim, ao Estado compete regular e coordenar de forma razoável as transformações econômicas e a integração social. CONCLUSÃO A democracia, como um processo dual, deve preocupar-se com a reformulação do Estado, não apenas balizando-se por fundamentos econômicos e administrativos, mas também orientando-se no sentido de sua democratização, proporcionando sempre maior engajamento e participação da sociedade. [...]


[...] Na medida em que se avança no escopo político democrático na construção de instituições democráticas, a exclusão social divide e marginaliza um significativo segmento da sociedade latino-americana. Essa acentuada exclusão é um fator constante de insegurança e incerteza quanto ao aspecto da evolução político democrático institucional, uma vez que ele não se vem refletindo em substantivas transformações na esfera econômica e social. O exemplo da Espanha talvez não sirva como referência para os países latino-americanos, pois nela o avanço político democrático está intimamente relacionado com mudanças distributivas no campo econômico-social. [...]


[...] A relevância prestada ao mercado pelos neoclássicos, com uma visão estritamente economicista do processo, não visualiza a interação da economia e da política como fator de conflito e de procura do equilíbrio por intermédio do Estado a fim de possibilitar uma melhor distribuição de recursos no mercado. Os neoliberais defendem que as inclinações e os interesses dos indivíduos expressados através do voto por exemplo e referendados pelo Estado de Bem-Estar, que através de seus instrumentos, procura viabilizar as políticas manifestamente urdidas do processo eleitoral e de compromisso democrático, são necessariamente menos eficientes que as soluções de mercado. [...]

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