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A história de Formosa

Informações sobre o autor

ESCOLA MUNICIPAL TOUFFIA TANUS BOUCHABIK
Nível
Especializado
Estudo seguido
LICENCIATUR...

Informações do trabalho

ROSA MARIA B.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
16 páginas
Nível
Especializado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. A história de Formosa

Houve, no meado do século XVIII, na margem esquerda do Ribeirão Paranã, um povoado, situado por baixo da barra do ribeirão Itiquira, afluente da margem esquerda daquele.
Esse povoado, que tinha a denominação de arraial de Santo Antonio (dele existem taperas de casas e uma capela)¹ (v. citação), foi edificado em local inabitável: entre várzeas paludosas e o mal afamado ribeirão Paranã, que depois de receber inúmeros afluentes, é um dos maiores tributários do rio Tocantins.
Os habitantes desse povoado, vendo-se dizimados, todos os anos, pelas febres intermitentes, transferiram-se para a localidade, onde se acha a cidade de Formosa, distante oito léguas dali, por ser salubre e porque nela se estacionavam os negociantes ambulantes das fazendas, ferragens, sal e café, que vinham, sobretudo de Minas Gerais, e, receosos das febres do Paranã, ali esperavam que os paranistas viessem lhes trazer gado, couros, sola e salitre, para permutarem por suas mercadorias.
Segundo Olympio Jacinto (1979), ? Corografia de Goiás, escrita por Cunha Mattos, dá a transferência do povoado do Itiquira para o local de Couros. O ilustre historiógrafo escreveu Itiquira e não Paranã, por julgar que aquele ribeirão conservasse o nome, ao entrar neste, que tem o mesmo volume d'água, na barra que ambos fazem?.
A tradição confirma essa transferência do povoado, porque diz: ?A povoação de Couros foi criada por crioulos, que vieram do Paranã, acossados pelas febres?.²(v. citação).
Quanto à época da fundação de Couros, isto é, do estabelecimento dos crioulos no local, onde está assentada a cidade de Formosa, é ela encontrada na descrição daquela povoação, feita no ?Dicionário Geográfico, Histórico e Descritivo do Império do Brasil?, repertório precioso de informações históricos sobre a Terra de Santa Cruz, com referências a tudo quanto ocorreu para a sua elevação ao grau de civilização alcançada até o ano de 1845, ano em que foi publicado o aludido Dicionário, cujo o autor foi o ilustre francês J.C.R. Milliet de Saint Adolphe.
A transferência do arraial de Santo Antonio para o local que tomou a denominação de Couros, no meado do século XVIII, está de acordo com a tradição, segundo Jacinto, que diz: ?Quando os crioulos do Paranã se mudaram para o lugar que se denominou Couros já existiam de anos, o registro da Lagoa Feia?.

A ocupação do território municipal data do período da mineração, com a vinda de aventureiros às minas do Guayazes em busca de ouro, através de duas picadas existentes, que cortavam o Município, ligando o sertão com a Bahia e Minas Gerais.
A descoberta de novas minas, pelos Bandeirantes levou a Capitania de São Paulo, á qual pertencia o território goiano a estabelecer, em 1733, dois registros: um na parte norte da Lagoa Feia (ainda hoje é conhecida pelo nome do Registro) e outro nos Arrependidos. Ambos se firmaram como rotas pioneiras de penetração no Município, para a cobrança de impostos e proteção dos carregamentos de ouro.
Nos meados do Século XVIII surgiu o Arraial de Santo Antonio, logo abaixo da embocadura do Rio Itiquira com o Rio Paranã. O povoado não prosperou devido à insalubridade do local, além de não constituir-se em ponto de intercâmbio dos comerciantes vindos de Minas Gerais e da Bahia. O Arraial foi atingido por epidemia de febre e os habitantes, que escaparam, transferiram-se para um novo ponto de transações comerciais, criando a primitiva povoação de Formosa, denominada Arraial de Couros (1736-1750). Diz a tradição, que esse nome de Arraial de Couros era devido ao revestimento das casas feitas de couro. O povoado prosperou devido à sua localização em vale, com clima saudável, terras férteis e apropriadas à agropecuária, além de se situar nas rotas comerciais, de tropeiros já existentes.
Em 1º de agosto de 1843 o território foi desmembrado de Luziânia, antiga Santa Luzia e foi criado o Município, com o nome de Vila Formosa da Imperatriz. Em 21 de julko de 1877 passou à categoria de cidade.
Vimos, assim, que é desconhecido o nome de quem teve a iniciativa de transferência do Arraial de Santo Antonio, para o local, onde hoje, está a cidade de Formosa.

[...] Somente em 1843, o arraial foi elevado à categoria de vila, recebendo a denominação de Vila Formosa da Imperatriz. Alguns dados mostram, também, que em 20 de abril de 1778 já existia o Distrito de Couros. O Registro da Lagoa Feia, foi instalado, por ordem do Rei de Portugal, na época do Brasil-Colônia com o propósito de evitar que o ouro da região fosse evadido e que os tributos deixassem de ser recolhidos. A repartição fiscal ficou distante do Arraial aproximadamente seis quilômetros, se destinando a arrecadar fundos para a Coroa. [...]


[...] Vimos, assim, que é desconhecido o nome de quem teve a iniciativa de transferência do Arraial de Santo Antonio, para o local, onde hoje, está a cidade de Formosa. A data mais remota e certa da existência do Arraial de Couros é o dia 04 de outubro de 1762, quando foi rezada a primeira missa na Casa de Oração de Couros, pelo Padre Antonio Francisco de Melo. Também é certo, que nas primeiras habitações erguidas no Arraial de Couros estavam na dos Crioulos?, hoje, Rua Anhanguera Origem dos Primeiros Habitantes: Os primeiros habitantes do território de Formosa foram os habitantes da região com os aventureiros, que vinham em busca de ouro das Minas dos Guayazes situadas na Fazenda Araras. [...]


[...] A transferência do arraial de Santo Antonio para o local que tomou a denominação de Couros, no meado do século XVIII, está de acordo com a tradição, segundo Jacinto, que diz: ?Quando os crioulos do Paranã se mudaram para o lugar que se denominou Couros já existiam de anos, o registro da Lagoa Feia?. Esse registro foi estabelecido em 1736, por Bernardo Fernandes Guimarães; foi, por este tempo, que se formaram as povoações de Santa Rosa, Flores, Cavalcante e outras, no vale do Paranã, no número destas deve estar o arraial de Santo Antonio, que foi transferido para o lugar de Couros; essa transferência deve ter sido depois de 1736, porque os habitantes do arraial abandonado deviam ter permanecido nele, por alguns anos, apesar de serem dizimados por febres; deve ter sido mesmo no meado do século XVIII que esses habitantes se estabeleceram em Couros, onde levantou as suas cabanas, cobertas de peles de animais, o que deu origem ao nome do novo povoado, que criaram. [...]

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