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As duas faces de Winston Churchill

Informações sobre o autor

Gavioli & Gavioli Ltda - Gavioli Processamento de Dados -...
Nível
Especializado
Estudo seguido
História...

Informações do trabalho

Ivan G.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
fichamento
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
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  1. Winston Churchill

INTRODUÇÃO

Como a História não é estática, seu entendimento muda constantemente variando de acordo com a visão do historiador, o qual, infelizmente, não consegue ser completamente imparcial. Isso acontece em toda a história, quando o mesmo fato é considerado de forma diferente. E, a importância de Winston Spencer Churchill ? o político britânico que assumiu o cargo de Primeiro Ministro em 10/05/1940, durante a Segunda Guerra Mundial ? não é diferente.
Porém, enquanto as histórias oficiais da própria guerra e de Adolf Hitler são constantemente contestadas, a visão sobre Churchill não vem sendo ?julgada? constantemente. Mas, isso não significa que nenhum autor tenha feito uma obra com a pretensão de apresentar a ?outra? história do ?Velho Bulldog? inglês. Isso já ocorreu e um destes foi Louis C. Kilzer em seu livro ?A Farsa de Churchill?. Contudo, a ?honra? de Churchill e sua influência na construção de um mundo sem o ?mal nazista? é fortemente defendida ? o que ocorre na maioria das vezes ? por diversos historiadores. Um destes é o afamado John Lukacs.
A importância de Churchill está extremamente ligada ao fato de sua insistência em manter a Inglaterra ? mesmo que sozinha ? na guerra contra o Reich Alemão de Hitler. Desta forma, creio que sua figura será melhor estudada ? já que não pretendo julgá-lo, mas julgar a imparcialidade dos dois autores há pouco citados ? em comparação com a figura de Adolf Hitler, mas sem cair nas velhas e divergentes concepções psicológicas sobre o Führer. Sendo assim, escolhi o livro ?O Duelo: Churchill x Hitler? de Lukacs para ?duelar? com o livro de Kilzer.
Para poder apontar ?erros? e ?acertos? achei importantíssimo analisar os livros dos dois personagens principais deste trabalho: ?A Segunda Guerra Mundial? de Winston Churchill e ?Mein Kampf " de Adolf Hitler; além de alguns outros livros.
Creio, ainda, ser fundamental exaltar o evidente. Apesar de visões diferentes sobre Winston Churchill e Adolf Hitler, muitas opiniões dos dois autores são iguais ou, o que é muito mais comum, se complementam. Além disso, todos os livros apresentam fatos relevantes para compreensão dos acontecimentos da Segunda Guerra, conseqüentemente, sendo uma leitura válida desde que feita em consciência de que as opiniões são ? consciente ou inconscientemente ? parciais.

AS DUAS FACES DE CHURCHILL

A Alemanha além de instituir o serviço militar obrigatório, vinha fabricando submarinos, tanques e outras armas proibidas pelo Tratado de Versalhes . Isso vinha ocorrendo com certo protesto francês e nenhuma preocupação inglesa, já que o Estado Alemão de Adolf Hitler era uma barreira fascista para o bolchevismo proveniente do ?demônio vermelho?: a União Soviética. Foi nesta conjuntura que em 1936 a Alemanha ocupa a Renânia, em 1937 fornece equipamentos e recursos para os fascistas espanhóis durante a Guerra Civil Espanhola, e em 1938 invade a Áustria, anexando-a através de um plebiscito fraudulento.
Após tantas regras quebradas, finalmente, as democracias do ocidente decidem mover-se diplomaticamente, mas em 1939 a chamada Crise de Munique é esfriada pela política inglesa de apaziguamento, já que uma nova guerra envolvendo potências européias não era bem vinda pela maioria da população desta e das outras nações, devido às horríveis lembranças de menos de um quarto de século atrás. É neste mesmo ano que Hitler ordena a invasão da Tchecoslováquia e prepara a invasão da Polônia. Nesta, porém, antes mesmo de ocorrer, a Grã-Bretanha oferece proteção militar e avisa que qualquer ataque à Polônia, será considerado como um ataque à própria Inglaterra. Esta seria a primeira e última vez que o Império Britânico assim se portaria. A França ? principal adversária da Alemanha ? também se declara protetora polonesa.
Hitler apesar de não acreditar em uma real intervenção inglesa em uma guerra contra a Polônia acaba por adiar a invasão. Enquanto isso a Grã-Bretanha e a França buscavam um acordo com a Rússia Soviética ? a qual era inimiga declarada de Hitler e cuja conquista e destruição haviam sido propostas por este em Mein Kampf. Porém esta aliança não se efetuou já que ocorrera o impossível. Hitler fez um pacto com Stálin, chamado Pacto de Ferro, sobre uma não-agressão e com uma cláusula secreta de ?divisão? da Polônia.
Este pacto por mais contraditório que possa parecer foi, simplesmente, perfeito para ambas as nações. Enquanto Hitler (que sempre criticara o Comunismo) estava em uma situação diplomática dificílima para continuar suas obras ruma à criação do Terceiro Reich, Joseph Stálin encontrava-se em situação ainda mais delicada. Odiado e temido pelas democracias ocidentais e pelos fascistas europeus, via-se sem amigos poderosos no cenário mundial e, piorando a situação, situava-se entre a Alemanha Nazista e o Japão que, assim como Hitler, necessitava de recursos naturais presentes na grande extensão territorial russa. Portanto, por mais que tal pacto entre inimigos ideológicos parecesse impossível, a sobrevivência de ambos estava em jogo.
Com tal pacto firmado, Hitler, segundo Lukacs, ?tentou cavar uma cunha entre a Grã-Bretanha e a Polônia. () Houve um rebuliço de negociações confusas, mensagens, intermediários e intrigas. () Em 27 de agosto () Hitler falou com sir Nevile Henderson, o embaixador britânico, não só sobre um acordo mas sobre uma aliança com a Grã-Bretanha.? (LUKACS, 2002: 25). Desta forma Hitler conseguiria algo que mudaria completamente a história mundial do século XX, pois aliaria Grã-Bretanha, Alemanha e União Soviética. Isto não ocorreu, pois o governo britânico não respondeu e apenas 56 horas depois as forças alemãs invadiam a Polônia. As declarações de guerra francesas e inglesas vieram, mas o auxílio militar nunca chegou! Durante este período ? a chamada ?guerra fajuta? ? poucos tiros foram disparados e estes eram contra a Polônia. Esta que enquanto sofria ataques alemães pelo Oeste, passou a sofrer, assim como previa o pacto de ferro, investidas da URSS pelo Leste. Nesta situação, a Grã-Bretanha e França que alegaram defesa militar à Polônia ignoraram o ataque de Stálin. Segundo Winston Churchill diria em suas memórias, ?era claramente necessário que os exércitos russo ficassem nessa linha para a segurança da Rússia contra a ameaça nazista.? (KILZER, 1997: 183). Mas para Kilzer isso não passava de uma consciência de incapacidade militar por parte das democracias européias ocidentais, que precisariam da URSS para derrotar o Reich.
A Polônia havia sido destruída por Hitler e Stálin. Este nem sofrera declarações de guerra. Aquele acreditava que com a Polônia dizimada não haveriam razões para a Inglaterra e a França continuarem ?apesar de ainda não terem começado ? uma guerra infelizmente, para Kilzer, e felizmente, para Lukacs, Adolf Hitler estava errado.
Esta ?guerra fajuta? duraria até março/abril de 1940, quando apesar de não haver confrontos diretos, Inglaterra, França e Alemanha trocam ofensas nos mares da Noruega. Como Inglaterra e Alemanha perceberam a importância do controle destes mares, a Inglaterra passa a miná-los. Porém, com uma jogada, segundo Lukacs e Kilzer, genial, Adolf Hitler toma até mesmo os portos mais distantes que nem mesmo Churchill imaginara, e obtém o domínio da Noruega para ?defender-se? de investidas externas, como Hitler explicaria mundialmente. Apesar de toda a genialidade de Hitler, Kilzer lembra, enquanto Lukacs ignora, que tal genialidade foi tão importante quanto a incapacidade de Churchill, no comando da questão desde Abril. As divergências dos autores aumentam logo em seguida, quando Chamberlaim (Primeiro Ministro no momento) é culpado pela falha na Noruega e Churchill (o verdadeiro culpado para Kilzer, e um bom companheiro que assume parte da culpa, para Lukacs) assume o poder em 10 de Maio de 1940, apesar do povo achá-lo impulsivo, excêntrico, prolixo, excessivamente combativo e também o fato do próprio rei inglês Jorge VI confiar mais em Chamberlain do que em Churchill. (LUKACS, 2002: 14,29).
Este período entre o momento em que Winston Churchill assume o poder e a ocupação do Canal da Mancha é visto de forma diferenciada pelos autores. Para Lukacs este foi um período crucial para a guerra ? ?os 80 dias entre 10/05/1940 e 01/08/1980 () dependeram a segunda guerra mundial e o destino do mundo daí para frente.? (LUKACS, 2002: 15), no qual Winston Churchill encaminhar-se-ia para a vitória devido sua competência, seu conhecimento sobre Adolf Hitler e por um pouco de sorte. Para Kilzer seria um período de uma guerra de um lado só. Apenas do lado Alemão nas movimentações militares e de apenas o lado britânico nas intenções de continuar essa guerra.
Quando Hitler, finalmente decide por invadir a França, ninguém, nem mesmo ele, poderia imaginar o grande sucesso que obteria. Com uma superioridade bélica e uma tática de guerra arrojada ? do próprio Hitler, segundo Kilzer e Lukacs ?, a Alemanha isola os principais batalhões do exército francês e britânico e parte para a conquista total da França em pouquíssimos dias. Neste momento ingleses e franceses vão sendo varridos de forma cada vez mais fácil, já que na medida em que as tropas alemãs avançam, os Franceses partem para o Sul em defesa de Paris e os ingleses vão para o Norte em defesa da Inglaterra.

[...] Além disso, Kilzer afirma que quando Stálin soube de que as correspondências Hess-Hamilton demonstravam desde cedo as intenções de ataque á URSS, e esta jamais fora avisada, o ditador vermelho que sempre ?sofrera? de paranóia política, perde toda a sua confiança no Ocidente e neste momento inicia a Guerra Fria já dentro da Segunda Guerra Mundial (KILZER, 1997: 331-2). Desta forma percebemos que para Kilzer toda a trama de Churchill é algo comum no meio político, principalmente durante guerra, e ele próprio apresenta Hitler utilizando-se das mesmas estratégias. [...]


[...] Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora CHURCHILL, Winston Spencer. A Segunda Guerra Mundial volume 2. São Paulo: Cia Editora Nacional HITLER, Adolf. Mein Kampf. Extraído da internet em 19/11/2005 do site www.meinkampf.com.br KENNEDY, Paul. Ascensão e Queda das Grandes Potências: Transformação Econômica e Conflito Militar de 1500 - 2000. Rio de Janeiro: Editora Campus ?Minha Luta? Tratado imposto pelos vencedores aos derrotados da Primeira Guerra Mundial, assinado em 28 de junho de 1919. Várias medidas eram acarretadas em tal tratado, mas a mais surpreendente foi o aparecimento de uma séria de estados-nações por toda a Europa. [...]


[...] Porém, apesar da dificuldade em trazer o povo para a guerra, Churchill conseguira convencer Roosevelt, facilmente, de que as intenções de Hitler eram a de dominar o mundo. Idéia esta refutada por Kilzer e por Lukacs - este somente até 1940, quando a partir de quando diz não ser possível compreender as aspirações de Hitler. A idéia de que Hitler ao derrotar a Inglaterra e esta mudando, conseqüentemente de governo, estes novos ministros só teriam a armada real para negociar a paz. [...]

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