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Expansão urbana e panorama sócio-cultural: A modernização da cidade do Rio de Janeiro dos anos 30 aos 60

Informações sobre o autor

 
Nível
Especializado
Estudo seguido
outros
Faculdade
Facha

Informações do trabalho

Ricardo R.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
16 páginas
Nível
Especializado
Consultado
149 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Amor e repulsa no mal-equipado coração da sede da república
  2. A civilidade carioca
    1. O Rio de janeiro e a atração internacional
    2. Popularização da capital
    3. A metrópole do capital e do lazer
    4. Problemas na cidade maravilhosa - ?Macro problemas e Desejos Micro?

Quando nos propomos a falar sobre determinado assunto, geralmente, buscamos as afirmações positivas e nunca as negativas; sempre falamos em termos do que existe e não em termos do que está ausente. Afinal, de que nos valeria falar da ausência de toda e qualquer coisa? Começamos meio desajeitados por essa proposição que, no entanto, apresenta-se incapaz de dar conta da exposição do quadro característico do Rio de Janeiro no início do século XX, ou seja, para o fim a que nos propomos as ausências são muito mais marcadas que as presenças.
Quando amanhece o século, a República, liberta da escravidão e do Império, ainda é bem jovem e tem ganas de afirmar o Brasil como integrante das nações modernas. No âmbito da estrutura arquitetônica, isso fica bastante visível na medida em que observamos a mudança física das estruturas do poder que passam a ter novas e luxuosas sedes: a presidência no Palácio Nova Friburgo, no Catete (1897) e o Ministério das Relações Exteriores no Palácio do Itamaraty, no Campo de Sant'Ana (residência de ricos titulares do regime deposto).
Entretanto, corpo e alma desta nascente República, a cidade do Rio de Janeiro também é um de seus maiores desafios com suas doenças e com a necessidade de se adaptar aos novos tempos. Desafios estes que marcarão as conquistas, os anseios e as frustrações da nova República.
Em 1900, o Rio de Janeiro ainda possuía a estrutura urbana peculiar dos tempos de imperiais com ruas estreitas, vielas sujíssimas e becos onde se avoluma o lixo. O novo regime ainda não teve tempo para modernizar o Rio. Mesmo as artérias principais (Ouvidor, Ourives, Uruguaiana, Gonçalves Dias, 1º de março) são muito pouco espaçosas. E as outras ruas, mais distantes do centro, como as que cercam o largo da Misericórdia, não passam de vielas curvas e malcheirosas.
Nas praças mais amplas quase não existiam árvores e, por isso, o sol transformava o calçamento de paralelepípedos e os passeios de lajes altas praticamente em brasas que aqueciam esse centro que possuía pavimento e calçada esburacados.
Dentro dos sobrados centenários, remanescentes ou cópias dos tempos coloniais, as senzalas do rés-do-chão se transformam em bares, lojas e oficinas. Sem esgoto e sem janelas nos quartos, os outros andores dos sobrados do centro da cidade são apenas um emaranhado de corredores e alcovas.
Sob um par de trilhos que cruza o calçamento, por ruas de muito movimento que ligam bairros, esticando-se para as Laranjeiras ou São Cristóvão, estão os bondinhos. Alguns são elétricos, que desde 1892 fazem a linha entre o Flamengo e a Carioca. Mas a maioria dos veículos, chacoalhando ferragens, velhos e incômodos, ainda é puxada pelo tradicional par de burrinhos.
Aparte dos bondes, o tráfego da cidade constitui-se de raros caleches e charretes, e mais freqüentes carroças puxadas por um ou dois cavalos. Mais comuns ainda são os carros puxados por braços humanos

[...] Ainda na praia do Flamengo, a sede da UNE (União Nacional dos Estudantes) abria frequentemente debates e discussões de temas e questões nacionais. As grandes magazines estão nas ruas do Ouvidor de Setembro, Rio Branco e Uruguaiana, região hoje chamada SAARA, abrange lojas de atacado e varejo dos mais diversos produtos. O centro da cidade fervia das 8 da manha às 6 da tarde, quando parte das pessoas se dirige à Zona Norte e outros à Zona Sul. A elite, empresários , industriais, banqueiros e altos funcionários do Governo, moravam em mansões e apartamentos de luxo em Botafogo, Copacabana e Gávea, por exemplo. [...]


[...] Restaurantes, teatro, cervejarias e cafés entretinham os visitantes da grande apresentação da República do Brasil, em sua moderna capital - Popularização da Capital As ruas do Rio de Janeiro eram ocupadas por uma multidão de transeuntes e uma estrondosa sinfonia urbana configurava a metrópole no início da década de 30. Rádios, sirenas e alto-falantes faziam coro ao ruído das buzinas, às vozes dos camelôs e ao guinchar dos bondes. Criaram filas evitando tumultos nos concorridos transportes públicos e inventaram os guardas de trânsito e semáforo, para disciplinar o tráfego de veículos e pedestres. [...]


[...] Parte II - A civilidade carioca Os males tropicais foram controlados por Oswaldo Cruz e a partir de 1906 os estrangeiros já poderiam sentir-se à vontade ao desembarcar no novo porto da capital brasileira, de onde poderiam caminhar na formosa Avenida do Mangue, ou apreciar as praias, das calçadas da Avenida Beira-Mar. A inovação mais importante para os hábitos elegantes da época na cidade foi a abertura da Avenida Central. Qualquer artigo necessário à elegância pessoal ou doméstica lá podia ser encontrado, em lojas amplas e espaçosas, muito diferentes das salas acanhadas da Rua do Ouvidor. [...]

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