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A felicidade no contexto da filosofia

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Aristóteles
  3. Sêneca
  4. Rousseau

O objetivo deste trabalho é fazer uma reflexão sobre o conceito de felicidade. O uso desse termo parece-nos bastante vulgarizado em nossa contemporaneidade; constitui motivo de perplexidade ler, em revistas de grande circulação, peças publicitárias, prometendo felicidade a partir de magias, simpatias, oráculos, entre outros, práticas correntes em muitas culturas, de várias épocas, mas envolvidas em mistérios que exigiam esforços e no contexto de rituais, ou processos bem complexos, por serem sustentados em mitologias, religiões, culturas.
Parece que, em nossa cultura da sociedade de consumo, perdeu-se o sustentáculo que garantia a solenidade dessas manifestações culturais e permaneceu o que poderíamos denominar de simulacro, uma festividade/ ritual que promete de maneira imediata amor, dinheiro, sucesso, sem exigir nenhum esforço emocional, ou consistência daquele que será ajudado.
Foi essa perplexidade que nos levou a tentar resgatar esse conceito na História da Filosofia; questões que instigaram foram: Por que essa necessidade de felicidade agora/já? Qual é a imagem de ser feliz que perpassa nosso mundo? Apresentar o sujeito moderno como um vazio ávido de conteúdo imediato, como necessidade de consumir prazer também imediato, poderia ter relação com a imagem de ser feliz, com modelos prontos que garantem uma espécie particular de felicidade? Seria possível pensar a noção de felicidade como cultural, ou como intrinsecamente humana?

[...] senti-los na ocasião apropriada, com referência aos objetos apropriados, para com as pessoas apropriadas, pelo motivo e da maneira conveniente, nisso consistem o meio-termo e a excelência característicos da virtude? (ARISTÓTELES p. 69). Portanto, é necessário desenvolver uma sabedoria prática. Porém, é muito difícil conter e educar as paixões de modo que se manifestem da maneira conveniente; mesmo quando isto é possível, é complicado saber qual é o meio-termo adequado. Acresce-se a esta dificuldade uma outra, igualmente complexa: não há precisão no meio-termo referente a nós, porque não é possível estabelecer uma proporção aritmética sobre o que é necessário para cada homem. [...]


[...] Com efeito, toda a reflexão sobre o problema do humano, na Grécia clássica, coloca-se a partir da questão do agir, mas do agir no coletivo. Não é adequado procurar nestas filosofias o bem individual, uma vez que o sujeito, tal como se discute na modernidade, seria impensável no contexto da sociedade grega. Aristóteles parte de uma constatação básica: todo conhecimento e todo trabalho, ou seja, toda ação humana tem por finalidade o bem, mas não um bem universal colocado acima do agir, nem um ideal a alcançar, porque é claro que, se ele existisse separado do homem, seria inatingível; assim, o que devemos procurar pensar é o bem possível, aquele que se realiza na ação. [...]


[...] Tudo se passa como se, em nossa contemporaneidade, a imagem, ou o modelo de ser feliz, propusesse-nos uma felicidade impossível. Freud (1997) diz que a felicidade não está certamente incluída no plano da criação, em nossa interpretação, por dois motivos básicos: em primeiro lugar, porque o prazer pressupõe dor; em segundo, porque a necessidade de consumir prazer inconsistente, própria de nossa época, os modelos de sucesso por exemplo; esconde a dor da plenitude inatingível, do vazio existencial, assim, o medo de enfrentar a dor acaba provocando uma insatisfação permanente. Se pensarmos esta questão [...]

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