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A retórica: dos primórdios à atualidade

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
13 páginas
Nível
Especializado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. A retórica antiga
    1. Os gêneros do discurso
  3. A decadência da retórica
  4. A nova retórica

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo elaborar uma breve reconstrução do percurso da Retórica na história ocidental e apresentar os conceitos gerais que fundamentam a Nova Retórica, uma retomada da Retórica de Aristóteles, encarando-a como um conjunto de técnicas de argumentação.
É necessário deixar claro que este trabalho não possui a intenção de esgotar o tema, pois muito há o que dizer de assunto tão rico e vasto. O percurso escolhido inicia-se com a apresentação da Retórica Antiga, desde o surgimento na Grécia Clássica, introduzindo seus principais representantes e seus ensinamentos.
Segue-se uma breve explicação dos motivos que a levaram ao desprestígio. Finalizando, são apresentados os principais conceitos ligados à Nova Retórica, postulada por Chalm Perelman, cujo cerne se encontra na noção de adesão.

1. A RETÓRICA ANTIGA

A mitologia grega relata que Júpiter, penalizado com a miséria humana, teria enviado a deusa Eloquência, guiada por Mercúrio, aos homens para que eles pudessem resolver seus problemas e viver melhor. Inicialmente, a Eloqüência teria entrado em contato apenas com os homens mais inteligentes, que criaram a sociedade e a indústria e que, por sua vez, deram origem a todas as artes. Atenas foi o berço onde se criou e se desenvolveu a eloquência, que consistia em aprender a falar bem nas assembleias; da eloquência, nasceu a retórica.
No início do século V a.C, dois tiranos da Sicília, Gélon e Híeron, expropriaram e deportaram os habitantes da Ilha, a fim de instalar ali os seus mercenários. Um movimento democrático reverteu a situação. Foi necessário reparar os danos causados, e numerosos processos foram instaurados para recuperar as terras. Esses processos se desenvolveram pela primeira vez, diante de um júri popular. Foi, então, com a intenção de convencer um auditório, empregando-se a palavra, e não a força física, que nasceu uma arte: a retórica, a arte de saber falar. A retórica esteve, portanto, ligada ã atividade política desde seu nascimento.

[...] A importância dos lugares, em Aristóteles, reside no fato de eles possibilitarem o estabelecimento da relatividade das coisas, permitindo, ao orador, a construção de um raciocínio por categorias. Perelman estabelece dois "lugares" fundamentais: lugar da quantidade" e o "lugar da qualidade", cujos nomes já trazem em si a prioridade que evidencia cada lugar. Os demais "lugares" são correlacionados aos primeiros. O tempo assume, para os gêneros retóricos de Aristóteles, papel determinante, atrelado à ação política. A importância do tempo também se faz presente na Nova Retórica de Perelman, para quem o tempo é essencial na argumentação. [...]


[...] Inicia-se a obra com a grammaticus, introduzindo os alunos no aprendizado da gramática e na leitura de textos; em seguida, vem o rhetor, que faz com que os alunos pratiquem, principalmente, exercícios de narração e de declamação, pois os romanos atribuíam grande importância à memória, como auxiliar ao trabalho do orador A decadência da retórica A Retórica exercia um papel fundamental na vida política grega, razão pela qual se instituiu como disciplina na formação dos clássicos, mas perdeu seu espaço nas sociedades feudais, que não eram terrenos férteis para a livre discussão, e reduziu-se à linguagem do cortesão, às fórmulas destinadas ao ornamento estilístico e literário, circunscrevendo-se às figuras de estilo, perdendo seu prestígio. [...]


[...] Além disso, o fato de o sentimento constituir o principal instrumento na construção dos discursos excluía, segundo Platão, a possibilidade de credibilidade nos sofistas. Afinal, para Platão, a verdade deveria consistir no fim a ser alcançado. A retórica clássica grega ficou, sobretudo, conhecida pelos trabalhos atribuídos a Aristóteles, registrados em sua obra Retórica, dividida em três livros: o primeiro livro representa a Retórica Antiga de Aristóteles, o segundo constitui uma ampliação dos assuntos abordados no primeiro e o terceiro dedica-se à teoria do estilo. [...]

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CNBB, Ética: Pessoa e sociedade, São Paulo, Paulinas, 1993

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