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Discussão sobre o cotidiano na ótica do marxismo

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
10 páginas
Nível
Especializado
Consultado
20 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. O estudo do cotidiano é uma questão para o marxismo
  3. O estudo do cotidiano não é uma questão para o marxismo

Partindo de pressupostos epistemológicos distintos, as abordagens do estudo do cotidiano divergem em aspectos significativos, que vão desde as definições de base ? cotidiano/não-cotidiano, o tipo de significação cognitiva e ética que emerge do cotidiano ? até questões de método (Bovone, 1989).
Em escritos introdutórios sobre o assunto (Bovone, 1989; Teixeira, 1990), encontramos, com pequenas diferenças de classificação e nomenclatura, quatro grandes abordagens: a fenomenológica, a micro-sociológica norte-americana, a sócio-antropológica, e as abordagens marxistas ou neomarxistas, cujos maiores expoentes reconhecidos seriam Lefebvre e Heller, mas seguramente incluiriam, entre outros, Kosik e, especialmente, Lukács.
Nosso foco de atenção incide exclusivamente sobre esta última abordagem. Todavia, não vou deteremos, salvo incidentalmente, nas características do cotidiano ou na distinção ?cotidiano/vida cotidiana? ? não por ignorar as divergências que muitas vezes ultrapassam o nível terminológico ao confrontarmos as diferentes abordagens ao estudo do cotidiano, mas em virtude de, neste contexto, não necessitar fazer tais distinções.
Especificamente, é nosso interesse discutir a natureza que assume o enfoque do cotidiano por parte daqueles que se vinculam à tradição marxista. Ressaltamos, liminarmente, o caráter introdutório deste trabalho ? simples anotações para estudo de uma questão que, dada a sua complexidade, exige um tratamento mais detido.

[...] 70) sintetiza bem a questão: dialética cotidianidade/suspensão é a dialética da processualidade da constituição e do desenvolvimento do ser social" O estudo do cotidiano não é uma questão para o marxismo As linhas precedentes tiveram a intenção de demonstrar a importância do estudo do cotidiano, ao menos para parte da tradição marxista contemporânea. Contudo, impõe-se a necessidade de uma qualificação mais precisa dos termos da proposição, sob o risco de impugnação do raciocínio pregresso. Um dos aspectos centrais para essa tarefa diz respeito às linhagens dessa tradição teórico-intelectual e política que surge a partir da obra de Marx. [...]


[...] 68) afirmava que o posicionamento do autor diante da obra de Marx implicaria, de um lado, a recusa tanto "da redução do marxismo a uma filosofia da história, que pode embasar uma sociologia e uma história abstratas", quanto "da redução do marxismo a uma epistemologia, que pode embasar a formalização de um pensamento indiferente e manipulador, muito próximo a certas versões do neopositivismo", resgatando, na realidade, as formulações de Marx e Engels na obra A ideologia alemã (1984). Partindo dessa compreensão do legado marxiano, a categoria axial para a consideração da temática do cotidiano, e que permite equacionar de forma consistente as questões colocadas, como a da particularidade e da superação é a totalidade. [...]


[...] ) a ruptura do cotidiano como parte significativa da atividade revolucionária mostrou-se um engodo, transformando-se a revolução, ela mesma, em cotidianidade (instituição, burocracia, organização da economia, racionalidade produtiva) (Lefebvre p. 51). O que Lefebvre observa, pois, naquele momento, era uma progressiva programação uma ?cibernetização da sociedade pelo cotidiano? (1972, p. 84) processo análogo ao descrito por Netto (1987, p. ao afirmar que na fase avançada do monopolismo a organização capitalista ocupa todos os espaços da existência individual, tornado o cotidiano inteiramente administrado. [...]

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