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Filosofia da ciência: contexto de descoberta e contexto de justificação

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Preditivismo
  3. Transparência

É característica do positivismo lógico e de escolas afins a radical separação entre os chamados "contexto de descoberta" e "contexto de justificação". No primeiro, uma hipótese é gerada por certos processos que podem ser variados: conjectura, percepção, sonho, rememoração, e outros. Seria irrelevante determinar-se por qual desses processos uma hipótese é gerada, bem como os elementos históricos que cercam sua obtenção. O que ocorre neste contexto foi visto pelo enfoque tradicional (hipotético-dedutivista) como sendo susceptível de mera descrição, devendo ser objeto da ciência, notadamente psicologia e história. O que se passa no contexto de descoberta foi considerado irrelevante para a avaliação dos méritos de uma hipótese. Sendo assim, os dois contextos foram considerados completamente independentes um do outro.
A tarefa da epistemologia seria apenas analisar o que se passa no contexto de justificação, sendo uma disciplina eminentemente normativa. Foi atribuída à epistemologia a tarefa de propor normas para a justificação de hipóteses.
Chamaremos de dedutivismo a componente doutrinária do positivismo lógico, correspondente à teoria da confirmação. O dedutivismo segue a inclinação geral do positivismo lógico em sua ambição de explicar o empreendimento científico através de regras completamente gerais, passíveis de serem formalmente capturadas. Em linhas gerais, o modelo dedutivista considera que uma hipótese h é confirmada quando existem certas relações lógicas entre h e um corpo de dados d. Existiriam regras completamente gerais que regeriam a confirmação de h por d e que dependeriam somente das relações lógicas entre h e d. A relação básica seria a de acarretamento. Uma teoria seria confirmada se um subconjunto de suas conseqüências lógicas pudesse ser verificado através de observação. Ou em uma formulação mais precisa: uma hipótese h é confirmada se podemos deduzir dela e de certas outras hipóteses auxiliares uma certa conseqüência verificada por experiência. A regra básica no modelo dedutivista é a Regra da Instância Positiva ? RIP: todo caso instanciador de uma hipótese é caso apoiador desta mesma hipótese.

[...] Diante disto, o caráter exclusivamente descritivo de questões pertencentes ao contexto de descoberta torna-se problemático. Devemos evitar gerar teorias que apenas acomodem os fatos e isto é uma postura normativa. Isto é possível pelo fato de haver normas ligadas a questões empíricas e não apenas a relações lógicas. Estarmos ou não justificados a crer em uma hipótese em face de certos dados só pode ser adequadamente avaliado através da especificação de uma condição mista com componentes lógicos e empíricos. No caso específico de nossa discussão principal, estamos justificados em depositar uma grande confiança em uma hipótese que além de ter uma relação de instanciação com um fato (condição lógica), também o predisse (condição empírica). [...]


[...] Mais ainda, como Lipton observa, a preferência por predições sobre acomodações parece conflitar com nossos princípios indutivos. Podemos ver isto, notando que, no caso da acomodação, conheço um fato desconhecido no caso da predição. Por que a ignorância de um fato nos daria mais razão para acreditar em uma hipótese? No que se segue, procuraremos fazer face a esta questão. Lipton sugere que no caso da acomodação a hipótese principal e as hipóteses auxiliares podem ser forçadas de forma pouco natural em direção ao dado. [...]


[...] Por outro lado, se abrirmos mão da noção de "relevância", ficamos diante de uma teoria da confirmação inaplicável e fantástica. Podemos lembrar, ainda, que é um lugar comum na epistemologia recente a observação de que um justo cômputo do suporte empírico precisa levar em consideração o conhecimento de fundo da época e as hipóteses rivais da hipótese em questão, sendo isto determinado apenas através de uma investigação empírica (Lipton, 1990). Em conformidade com isto está a nossa discussão da vantagem da predição sobre a acomodação, já que determinar se um fato foi acomodado ou predito é uma questão empírica. [...]

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