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O símbolo na reflexão filosófica

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
13 páginas
Nível
Especializado
Consultado
19 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Nomear o símbolo como problema
  3. A filosofia de paul ricoeur e a emergência do símbolo
  4. Desafio do símbolo à introdução do mito na reflexão filosófica
  5. Consequências da emergência do símbolo na reflexão filosófica
  6. Como retomar o discurso filosófico depois de o ter interrompido pelo mito?
  7. Racionalidade e hermenêutica

Este trabalho pretende responder ao seguinte problema: como a reflexão filosófica, orientada desde sempre pelo ideal de racionalidade epistêmica, pode torna-se hermenêutica? Este problema pode ser desdobrado em outros dois: como é possível introduzir o símbolo ou mito na reflexão filosófica e como é possível retomar a reflexão filosófica depois de tê-la interrompido pela emergência do símbolo.
Este problema nos conduziu a uma das tradições às quais Paul Ricoeur diz pertencer: a tradição da filosofia reflexiva que parte de Descartes, Kant, Fichte e a recepção francesa através de Jean Nabert.
Desta filosofia reflexiva, abordaremos apenas o período dos anos de 1960, onde o problema do símbolo e do mito se apresenta de forma mais explícita para o autor. Nesta época sua filosofia reflexiva estava centrada no eu penso/eu sou.
Não abordaremos as distâncias que o autor tomou em relação a esta tradição pela introdução da noção de si como na obra "Soi-même comme un autre".
Tentamos compreender como esta filosofia reflexiva é interceptada pelo símbolo, sem desenvolvermos as estratégias semânticas e hermenêuticas da abordagem do símbolo. Queremos apenas sacar como o próprio pensamento filosófico pode tornar-se hermenêutico, como o mito entra no logos e vice-versa. Nossa inquietação é saber por que temos alguma necessidade de pensar o símbolo ou voltar ao mito. Uma frase nos chama atenção: "todo o mythos comporta um logos latente que exige ser manifestado" (RICOEUR, 1965, p. 29).

[...] Esta é a civilização da psicanálise, da etnologia, da análise da linguagem, da filologia, da exegese A FILOSOFIA DE PAUL RICOEUR E A EMERGÊNCIA DO SÍMBOLO O projeto filosófico de Ricoeur se constitui no quadro da fenomenologia de Husserl, de quem é também tradutor na França. Seu projeto inicial consistia em elaborar uma fenomenologia da vontade em três partes: uma eidética, uma empírica e uma poética. Em Le volontaire et l'involontaire Ricoeur desenvolve esta fenomenologia da vontade colocando entre parênteses toda a temática da culpa e do mal humano para fazer uma descrição pura, uma eidética ou descrição essencial da vontade, livre de toda referência empírica. [...]


[...] O autor propõe como terceira via uma reflexão restauradora do sentido "que se mantém fiel ao mesmo tempo ao impulso e à doação de sentido do símbolo, e ao juramento de compreender prestado pela filosofia" (RICOEUR p. 480). Parafraseando o Kant da Crítica do juízo, lança o aforismo lapidar deste empreendimento filosófico de compreender o símbolo: símbolo dá o que pensar". Com esta máxima o autor entende duas coisas: que o símbolo dá algo e que este algo dá o que pensar. [...]


[...] A reflexão é este ato de retorno a si pelo qual um sujeito readquire, na clareza intelectual e na responsabilidade moral, o princípio unificador das operações entre as quais ele se dispersa e se esquece como sujeito [ . De fato, com a idéia de reflexão prende-se o desejo de uma transparência absoluta, de uma perfeita coincidência de si com si-mesmo, que faz da consciência de si um saber positivo (RICOEUR p. 29). Para o ideal de transparência completa, não há qualquer necessidade de interpretação. [...]

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