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Ideologia alemã: uma interpretação

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado
Estudo seguido
fisioterapia
Faculdade
Centro...

Informações do trabalho

Maíra F.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
13 páginas
Nível
avançado
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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5
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  1. Introdução
  2. Esclarecimento sobre a obra ?ideologia alema'
  3. Contexto alemão onde marx e engels escrevem a ideologia alemã
  4. Como a esquerda-hegeliana se apropriam desse pensamento
  5. Marx e Engels e a ideologia alemã
    1. A viragem ontológica está consumada
    2. Definições de história
    3. A ontologia da história
    4. A refutação da concepção anterior da história

A obra de Karl Marx se configura como uma interpretação totalizadora da realidade. É, por isso, fundamentalmente filosófica, apesar de que o autor não ter sido filosófico no sentido clássico do termo. Marx funda uma nova relação da filosofia com o mundo e com a ciência, pela medição do trabalho. O trabalho é uma categoria prático-ontológica fundante do mundo humano. E, por isso o marxismo é fundamentalmente filosofia.
É errôneo procurar em Marx (como o fizera Louis Althusser, em Pour Marxou Lire Le Capital) o rompimento com as preocupações filosófico-ideológicas (por exemplo, nos manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844), para o estabelecimento da crítica da economia e da ciência social (por exemplo, em O Capital, em 1967), uma linha de correção ideológica e de progressão epistemológica na aquisição da ciência; é errôneo querer procurar em Marx o rompimento (corte epistemológico) com Hegel ou com a filosofia em geral. É preciso sim procurar ver em Marx a modificação filosófica de posicionamento perante o real (como Georg Lukács, em Para uma Ontologia do Ser Social ou Estética), como viragem Ontológica, como passagem da filosofia especulativa, crítica teórica pura, para uma filosofia teórico-prática como crítica da realidade social, ou seja, passagem da filosofia (especulativa) como ?Ciência da Idéia?, idealidade abstrata, ideologia, para filosofia como Ontologia da realidade efetiva, do ?ontos?, do ser.

[...] Não há no marxismo uma primazia da lógica frente à história, mas, contrariamente ao que pensava a filosofia especulativa alemã, é o ser ativo e histórico que, produzindo materialmente a vida através do trabalho, criará suas formas de representação do real, sua consciência, o representar, o intercâmbio espiritual e o pensar. Da mesma forma, ocorrem à produção dos demais bens espirituais do homem como a metafísica, a moral, a religião, as leis e a política. Esses bens espirituais não caem do céu para a terra, mas são produzidos e originados das relações sociais que os homens estabelecem em torno das condições objetivas de trabalho num contexto histórico determinado. [...]


[...] Assim, para detalharmos e aprofundarmos o tema em discussão necessitará de uma visão mais abrangente do contexto alemão em que nasce a Ideologia Alemã. Os neo-hegelianos de direita e de esquerda, os quais se constituíram no referido momento como grandes autoridades? do saber alemão, propõem uma ?revolução? na cabeça dos alemães, acreditando que, ao substituírem pensamentos por outros pensamentos (eximindo-se de tematizarem as condições práticas ou histórico-sociais de alienação e exploração dos trabalhadores), estariam realizando uma revolução sem precedentes em nível mundial. [...]


[...] CONCLUSÃO Essa tematização no que concerne à Ideologia Alemã não teve por objetivo exaurir ou esgotar o tema em discussão, até porque muitas questões contidas nessa obra e relacionadas com o tema aqui em questão ficaram por serem abordadas, questões que dão seqüência a essa problemática, como a divisão do trabalho material versos trabalho intelectual e suas diversas fases (campo versus cidade, produção do comércio versus grande indústria); a relação do Estado e do Direito com a propriedade privada; as idéias da classe dominante e sua predominância em uma determinada época; as condições para a revolução; o que é o comunismo, etc. [...]

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CNBB, Ética: Pessoa e sociedade, São Paulo, Paulinas, 1993

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