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Max Scheler: possibilidades e limites da filosofia

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Filosofia e ciência
  3. A excelência da filosofia
  4. Superação do racionalismo e do empirismo
  5. As limitações da filosofia
  6. A superação da razão
  7. Filosofia e consciência crítica

Introdução

Na moderna sociedade atual, dominada pela tecnocracia e pela tecnologia, a Filosofia encontra restrições cada vez maiores. À medida que a máquina se aperfeiçoa e cresce em importância, o homem diminui. E a Filosofia parece acompanhar o homem neste processo de desintegração e de condenação ao ostracismo por um mundo que ambos criaram: o da racionalidade e da técnica. Entre os filósofos de nosso século que sentiram e perceberam a orientação e as tendências suficientemente delineadas já a partir da Primeira Grande Guerra no mundo da Civilização e da Cultura Ocidental, Max Scheler aparece como um dos maiores críticos e denunciadores dos perigos e ameaças aí presentes para o Homem e seus Valores.
Assim, este trabalho objetiva refletir sobre a filosofia de Scheler, enfocando a obra ?La Esencia de la Filosofía y la Condición Moral del Conocer Filosófico?.

1. Filosofia e Ciência

A preocupação de Max Scheler em defender o homem diante da técnica leva-o, de imediato, a enfrentar o problema das relações entre a Filosofia e a Ciência, começando por distinguir uma da outra nos seguintes termos: A Ciência se ocupa de fatos, dando origem a um saber relativo, pois seus objetivos também o são; a Filosofia, tendo por objeto as essências (Wesenstatsachen = fatos essenciais), dá origem a um saber absoluto, como as realidades de que se ocupa (SCHELER, 1962, p. 57).
Ocorre observar que os conceitos de "relativo" e "absoluto" dizem referência, em Max Scheler, aos modos de existência dos seres aos quais são atribuídos. É relativo todo ser cuja existência é apenas um fato, não uma necessidade. É absoluto todo ser cuja existência é necessária (SCHELER, 1962, p. 133).
Max Scheler adota ainda outros critérios para distinguir a Filosofia da Ciência. Tomando como ponto de referência o próprio homem que faz filosofia ou ciência, conclui: o filósofo atua com a totalidade do seu ser. O cientista, apenas com uma parte de si mesmo, pois faz uso de uma ou outra de suas faculdades ou, quando usa todas, falando de maneira unilateral.
Referindo-se ao objeto do conhecimento, Max Scheler afirma: a Filosofia tem por objeto o universo (die Wesenswelt). A Ciência tem por objeto apenas uma parte do mesmo, ou seja: o universo circundante (die Umwelt) (SCHELER, 1962, p. 107).
E mais. Há uma diferença de atitude frente à realidade que, de uma forma vivencial e concreta, separa o filósofo do cientista. Com efeito, o cientista é impulsionado por uma vontade de domínio sobre o mundo, interessando-se antes pelas leis que lhe permitem modificá-lo de acordo com seus interesses. O que, ao contrário, move o filósofo, é um amor ao ser das coisas, o que implica uma atitude de respeito para com o ser objetivo do mundo (4^. Por isso a adequação com a realidade é muito mais perfeita no conhecimento filosófico do que no conhecimento cientifico.

[...] Sendo a ausência absoluta de pressupostos a primeira característica do conhecimento filosófico, a Filosofia autêntica e que Max Scheler denomina "autônoma", deve superar todos os "ensaios de filosofia" que partem de pressupostos, tais como o Tradicionalismo o Cientificismo, o Fideismo e o Dogmatismo que, de fato, não passam de "pretensas filosofias" (SCHELER p. 8-9). A crítica de Scheler às pretensas filosofias atinge igualmente o Racionalismo e o Empirismo, as duas correntes principais da Filosofia Moderna, ambas viciadas por preconceitos que impedem ao homem o acesso à realidade objetiva. [...]


[...] Conclusão Na reflexão filosófica de Max Scheler está presente uma consciência nítida das verdadeiras possibilidades e limites da filosofia. Ao mesmo tempo em que exalta e encarece a dignidade e o valor do conhecimento filosófico, não deixa de apontar para as suas limitações. Com esta atitude Max Scheler pretende mostrar o verdadeiro sentido da filosofia, para que ela não pretenda o que não pode alcançar, nem seja considerada o que ela não é. O equívoco quanto à natureza seria um dos maiores inimigos da mesma filosofia. [...]


[...] Há ainda, sobretudo, o Mundo do Espírito e seus Valores A Excelência da Filosofia O Humanismo de Max Scheler está diretamente relacionado com a defesa da excelência e da superioridade da filosofia sobre as outras formas de saber, principalmente o científico. Com efeito, o cientificismo, ao endeusar a técnica em detrimento dos valores humanos e do próprio homem que a criou, resulta em uma nova forma de alienação. Max Scheler não ignora as relações do homem com a realidade histórica, nem o papel desta na realização dos Valores da Pessoa. [...]

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CNBB, Ética: Pessoa e sociedade, São Paulo, Paulinas, 1993

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