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O racionalismo na França no século XVII

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
13 páginas
Nível
Especializado
Consultado
23 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Antecedentes
  3. Fatos históricos decisivos
  4. O século XVII
    1. A crise
    2. A transição
    3. As realizações
  5. França
    1. Escola de Port-Royal
    2. René Descartes
    3. O cartesianismo
    4. Descrição do método

Este trabalho foi elaborado na perspectiva de perceber as raízes do Racionalismo como fruto do impasse a que chegou o movimento intelectual frente à destituição das Sagradas Escrituras e dos pensadores clássicos como fontes de autoridades do conhecimento. A partir dessa afirmação, a Escola de Port-Royal e René Descartes representam na França as maiores contribuições para esse novo estágio do pensamento humano.
Antes, porém, de estudá-los, fez-se necessário uma abordagem dos principais fatos históricos que os antecederam e que são seus contemporâneos para melhor situá-los dentro do contexto da época. Em seguida, abordou-se os pontos mais relevantes do Cartesianismo e, numa terceira fase, fez-se um balanço das contribuições de Descartes ao pensamento moderno.

1. ANTECEDENTES

Inicialmente, mesmo tratando-se de uma abordagem sucinta, é feita a análise do processo evolutivo do pensamento humano e a descrição dos principais fatos históricos pré-cartesianos.
A impressão comum que se tem é que a Renascença representa em todos os campos um nítido progresso em relação à Idade Média, o que não corresponde exatamente à verdade, pois tal não se verifica no ramo da Filosofia. Os primeiros filósofos dessa época rejeitaram a escolástica, que dera um lugar de relevo ao exercício da razão humana, e enveredaram em um campo de superstições e puerilidades místicas. Como a escolástica fizera de Aristóteles o seu deus intelectual, a maioria dos primeiros humanistas resolvera voltar a Platão (Burns, 1972).
A partir do século XV, mudanças estruturais contribuem para a formação da nova concepção filosófica em substituição ao sistema aristotélico. Esse sistema, o aristotélico, caracterizava-se fundamentalmente por defender uma física qualitativa; baseava-se no emprego dos sentidos, possibilitando inventariar e classificar as aparências, resultando numa primeira aproximação da verdade.

[...] Lógica de Port-Royal, o título original, foi escrita por Antoine Arnauld e Pierre Nicole, possivelmente com a colaboração de muitos outros e publicada primeiramente em 1662, inspirada no racionalismo cartesiano, e cujo subtítulo era precisamente arte de bem pensar". Uma importante e original contribuição da Lógica de Port-Royal é a distinção entre compreensão e extensão de idéias, como dizem seus autores ou de conceitos, ou de termos, como é mais usualmente chamado pelos escritores posteriores. A compreensão de um conceito consiste especialmente de alguns atributos que estão nele contidos e que podem ser removidos sem destruí-lo. [...]


[...] No século XVIII, quando Voltaire introduziu as teorias Newtonianas na França, as idéias de Descartes voltaram a ser discutida com os movimentos racionalistas do Iluminismo e do Enciclopedismo, que sepultaram de vez o Sistema Aristotélico ao mesmo tempo em que se firmava definitivamente o Sistema Copernicano (Rodrigues p. 45) O cartesianismo Como para Bacon, Descartes considera que o mundo natural é regido por leis naturais sendo, portanto, passíveis de conhecimento científico. Porém, diferentemente daquele, considera que o mesmo deve ser elaborado não a partir dos dados, mas da razão. [...]


[...] O método cartesiano teve sua aplicabilidade demonstrada na Geometria e acha-se exposto também nas Regras para a direção do espírito, que é uma obra inacabada, publicada em 1701. Essa última obra deveria ser composta de três partes com doze regras cada uma. A primeira parte trataria das proposições simples, a segunda das proposições perfeitamente conhecidas e a terceira das proposições imperfeitamente conhecidas. No entanto, as Regras para a direção do espírito contêm apenas vinte e uma regras, das quais as três últimas não foram comentadas. [...]

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