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A Concepção de Natureza Humana e Estado de Natureza

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
administração
Faculdade
UNINOVE

Informações do trabalho

Éder F.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
11 páginas
Nível
Para todos
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. A natureza humana em Hobbes e Rousseau
  2. A concepção d estado de natureza em Hobbes e Rousseau
  3. Do estado natural ao estado civil

Neste trabalho proponho-me a apresentar e confrontar as concepções de estado de natureza e natureza humana engendrados por Hobbes e Rousseau, buscando salientar os pontos de convergência e divergência entre ambos. Mas, sempre tentando mostrar que a matriz teórica dos dois autores, bem como seus objetivos são basicamente os mesmos: construir um modelo teórico de argumentação capaz de justificar o processo de instituição do Estado.
Ambos os pensamentos despertam atenção aos conceitos de natureza humana e estado de natureza. O estudo e clareamento conceitual que resulta do confronto entre os dois pensadores é fundamental, pois possibilita a compreensão da origem e constituição do Estado Moderno. É em base a concepção antropológica e a concepção de estado de natureza, que Hobbes e Rousseau estabelecem a crítica ao Estado vigente na época e propõe um estado Ideal. É claro que não se pode dizer que a concepção do estado ideal é simplesmente uma decorrência da concepção que ambos têm de natureza humana e estado de natureza.
Para se compreender adequadamente a discussão teórico/filosófica/política de hoje, é preciso reconstruir teoricamente a instituição e justificação do estado moderno. Por isso esse trabalho vai permitir discutir, interpretar e construir conceitos que nos capacitam de compreender os fenômenos políticos. Hobbes e Rousseau apesar de trabalharem no mesmo campo teórico são apresentados como dois autores distantes. Quando se faz uma análise de seus pensamentos super valoriza-se as suas divergências. Hobbes é compreendido como o defensor de que o Estado pode tudo e o cidadão não pode nada. Rousseau é lido e apresentado como o teórico oposto a Hobbes, defensor da liberdade. Por isso, a preocupação principal será de acentuar os aspectos convergentes sem Ter grande preocupação em destacar suas divergências.
O objetivo primeiro é centrar e proceder a análise confrontativa das argumentações teóricas produzidas pelos dois autores quanto à concepção de natureza humana e estado de natureza. É importante analisar e confrontar o conceito de natureza humana e estado de natureza, porque sem o entendimento dos conceitos acima não é possível entender suas teorias sociais e políticas. O procedimento metodológico utilizado será de análise e confronto de idéias. Por análise entendo uma melhor compreensão de conceitos que são: concepção de natureza humana e estado de natureza. Com a compreensão desses conceitos será fácil confrontar os pensamentos dos filósofos clássicos que aqui trato. É importante salientar que a preocupação central não será de super valorizar as diferenças teóricas de ambos. Pelo contrário, a intenção sempre que teoricamente possível, é de lançar um olhar integrador entre os dois clássicos.
Na primeira parte será desenvolvido o conceito de natureza humana segundo Hobbes e Rousseau. Para Hobbes o homem por natureza, está extremamente voltado sobre si mesmo, não se importando com a situação, ou o destino dos demais. Rousseau afirma que o homem afirma que o homem por natureza não quer prejudicar os outros, pois sente repugnância em relação ao sofrimento de seus semelhantes. No segundo momento, se procede a análise confrontativa do conceito de estado de natureza produzido por esses dois pensadores. Hobbes entende que no estado de natureza o homem vive em conflito permanente. O resultado dessa guerra é porque os homens são iguais e possuem os mesmos direitos. Rousseau entende que no estado de natureza os homens vivem pacificamente. Percebemos que Hobbes e Rousseau afirmam que o estado natural é um estado pré-moral, no entanto cada um tem uma concepção. No terceiro e último momento, será tratado como se processa a passagem do estado de natureza para o estado civil. Para Hobbes a passagem se dá mediante o pacto, é uma troca artificial. Ao contrário, Rousseau, a passagem do estado de natureza para o estado civil, se dá de forma espontânea, sem exigência de um pacto. Mas tanto para Hobbes como para Rousseau, o contrato significa a passagem do estado de natureza para o estado civil.

[...] Por isso, nessa conclusão, quero apenas apontar um aspecto que, no confronto entre Hobbes e Rousseau sobre a natureza humana e estado de natureza, aparece como oposto, mas que na verdade não é excludente e cada um tem uma parcela de razão. Ao mesmo tempo, consideramos que essas duas posições, quanto a esse aspecto, tanto em Hobbes quanto em Rousseau, estão muito presentes na atualidade. Senão vejamos. Hobbes diz que no estado de natureza há uma escassez de bens, e os homens, buscando a sobrevivência (satisfação das necessidades básicas), entram em guerra com seus semelhantes. [...]


[...] Por isso, em Hobbes a passagem do estado de natureza ao estado civil, se dá mediante o pacto. É uma troca artificial. Ao contrário, para Rousseau, a passagem do estado de natureza ao estado civil, se dá de forma espontânea, sem exigência de um pacto. Os homens, vivendo na dispersão, naturalmente passam para uma união onde se formam as famílias e as primeiras comunidades selvagens, o que marca o início da história ou processo civilizatório. Só mais a diante, quando já temos a distinção entre ricos e pobres, quando já predominam os interesses dos proprietários, surge o pacto, ou aquilo que chamamos de Estado. [...]


[...] "Para ambos os autores em questão, o estado de natureza podes ser pensado enquanto um estado não político desprovido de uma concepção de justiça e carente de instituições sólidas que sejam capazes de regular e garantir a vida humana, constituindo-se assim, um estado provisório que, necessariamente deverá ser ultrapassado. Porém existem especificidade e diferença significativas na concepção de cada um desses autores." ( Kinn p Por que os homens saem deste estado de associabilidade? Para Hobbes, o homem desde sempre estabeleceu relações sociais, porque se viu forçado a tal. [...]

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