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O comportamento sexual contemporâneo e a mitologia

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
11 páginas
Nível
Especializado
Consultado
30 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Definindo mito
  3. Desafios e impasses da sexualidade contemporânea
    1. Modernismo e essencialismo
    2. Pós-modernismo e diversidade
  4. Os caminhos e descaminhos dos mitos sexuais

Um dos aspectos mais notáveis e intrigantes da vida social das antigas sociedades era a grande intimidade que gozavam os deuses com os seus membros. Deuses, por um lado, apaixonavam-se pelos homens, em muitos casos tinham filhos, lutavam contra eles ou aliavam-se a eles. Eros, por exemplo, detinha um poder irresistível, e a ele se dobravam não somente os mortais, mas também os heróis e os próprios deuses todos sujeitos às suas flechas certeiras. Os homens, por outro, buscavam obstinadamente ombrear com os deuses a tal ponto que, de certo modo, os únicos atributos que diferenciavam um do outro eram a imortalidade e a onipotência. Essa relação era, via de regra, marcada pela promiscuidade e servia de modelo ou de espelho para as relações amorosas entre todos os mortais.
Os mitos são narrativas que procuram explicar a origem das coisas: água, terra, ar, fogo, céu, mar, plantas, animais, homem, verdade, mentira, vida, morte. Essas explicações, de alguma maneira, fundamentar-se-iam em todas as relações que mantinham os deuses com os seres humanos.
Os homens da antiguidade, ao contrário do que afirma a ideologia cristã, criaram seus deuses e heróis à sua imagem e semelhança. Com efeito, o modo de pensar e de agir dos deuses que aparecem nos mitos se reflete igualmente no imaginário dos habitantes das antigas civilizações.
Historiadores, antropólogos e sociólogos têm ressaltado a importância dos mitos na organização social e cultural da humanidade e, como eles, têm influenciado nos modos de pensar e de sentir nas diferentes sociedades. Os conhecimentos filosóficos e científicos surgiram, num certo sentido, da transformação lenta e gradual desses mitos quando sujeitos ao confronto da realidade de cada época e de cada povo.

[...] O mito se refere à realidade, dando significado e justificativa aos fatos que verdadeiramente ocorreram. Os fatos que não forem explicados pelos mitos são considerados fictícios ou profanos. O mundo arcaico, ignora, assim, todas as atividades "profanas". Qualquer ação humana que tenha um significado participa, inexoravelmente, do sagrado, devendo ser consideradas profanas as atividades que não tenham um significado mítico. Em outras palavras, sintetiza ELIADE (1994, p. Os mitos descrevem as diversas, e algumas vezes dramáticas, irrupções do sagrado (ou do sobrenatural) no mundo. [...]


[...] A aceitação da sexualidade enquanto construção histórica trouxe consigo uma diversidade de possibilidades -mental e biológica, de identidades de gênero, de diferenças corporais (atualmente, o corpo pode ser "reconstruído" através de intervenções técnico-científicas), de capacidades reprodutivas, de necessidades, de desejos e de fantasias - que não estão necessariamente vinculados em todas culturas. Considerar que a sexualidade somente atinge seu objetivo e seu significado nas relações sociais, sejam elas específicas ou mais comuns, implica aceitar que só faremos mais apropriadamente nossas escolhas sexuais se compreendermos o contexto social e político que as envolvem. [...]


[...] O homem primitivo necessita permanentemente rememorar e reatualizar os eventos primordiais praticados por seus antepassados porque isso o ajuda a distinguir e reter o real: A realidade se desvenda e se deixa construir a partir de um nível transcendente, mas de um transcendente que pode ser vivido ritualmente e que acaba por fazer parte integrante da vida humana (ELIADE 1994, p. 124). Ao considerarmos os numerosos rituais estranhos das sociedades arcaicas, assim como das grandes civilizações do passado, tornam-nos claros o propósito e o efeito que esses rituais assumiam na vida social. [...]

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CNBB, Ética: Pessoa e sociedade, São Paulo, Paulinas, 1993

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