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“O cidadão de papel” Gilberto dimenstein

Cultura geral/filosofia “O cidadão de papel” Gilberto dimenstein

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
administração
Faculdade
Unisantanna

Informações do trabalho

Julia O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
fichamento
Número de páginas
13 páginas
Nível
Para todos
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Cidadania
  2. Violência
  3. Ética
  4. Mortalidade infantil
  5. Desnutrição
  6. Trabalho e renda
  7. Urbanização e população
  8. Meio ambiente
  9. Educação
  10. Cultura

A violência sempre tem seu lugar reservado nos principais meios de comunicação. Ela não seleciona a vítima nem local e data.
Nas escolas ela vem se destacando. Em São Paulo muitas guangues de adolescentes atacam estudantes, chegando até a matar se necessário, para levar objetos pessoais. Em defesa, alguns estudantes vão armados para a escola, pensando estarem mais seguros. A maioria é a favor da pena de morte, revelando mais um desejo de vingança do que de justiça.
Muitos são os tópicos para a violência crescente, como, o desemprego, falta de escola, inflação, migração, desnutrição, desrespeito sistemático aos direitos humanos. A cidadania brasileira é garantida nos papéis, mas não existe de verdade. É a cidadania de papel.
As conseqüências afetam o presente e o futuro com a pobreza constante, fraco desenvolvimento econômico, altas taxas de crescimento populacional e destruição ambiental.


Andar pelas ruas da cidade e defrontar com meninos de rua tornou-se cena comum do cotidiano, mas na verdade é pura ausência de cidadania. O sintoma mais claro da crise social. Um círculo vicioso, já que os pais são pobres e não conseguem garantir a educação dos filhos. Eles vão continuar pobres, pois não arrumam bons empregos. E logo, seus filhos também não terão condições de progredir.
As principais vítimas são as crianças e os idosos vivendo numa sociedade que não os respeitam. Falta bom senso com a cidadania.
Cidadania é o direito de ter uma idéia e poder expressa-la. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Lutou-se pela idéia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais perante a lei.
Trabalhadores em todo mundo ganharam direitos. As mulheres passaram a poder votar, marco da cidadania.
Em 1948, surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com essa declaração, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.
Atualmente, cada vez mais se aprimoram os direitos das crianças. Um menino de rua é a prova da carência de cidadania de todo um país, onde uma imensa quantidade de garantias não saiu do papel da Constituição. No futuro, o menino de rua será visto como hoje são vistos os escravos.

[...] A tendência é que as empresas deixem de empregar um trabalhador que não pensa. Com o avanço tecnológico, exige-se um operário que raciocine, tome decisões e avalie a qualidade do produto. Ele deve saber manejar máquinas cada vez mais complexas. O trabalhador sem instrução é apenas uma conseqüência previsível de uma sociedade em que as desigualdades são muito grandes. A indicação mais fiel da desigualdade social está nos índices de repetência e evasão. Quando a criança deixa a escola, ela vai para as ruas e só pode se transformar em mão-de-obra despreparada. [...]


[...] Na década de 1980, conhecida como a década perdida, o Brasil passou por um período de recessão, quebrando uma longa e contínua história de crescimento econômico. Durante alguns anos do regime militar, o crescimento do PIB atingiu picos jamais vistos. Era a época do milagre econômico, em que não faltava emprego. Na década de 1980, a situação mudou, contaminando também a década de 1990. A taxa de desemprego foi crescente e surgiram os subempregados, brasileiros que vivem da economia informal, sem garantias trabalhistas por não terem registro em carteira. [...]


[...] URBANIZAÇÃO E POPULAÇÃO As cidades cresceram demais porque milhões de famílias vieram do campo em busca de melhores condições de vida. Quando a estagflação da década de 1980 explodiu, algumas cidades estavam inchadas, cheias de favelas e cortiços. Não havia serviço público básicos nas periferias. O Nordeste tem imensas quantidades de terras férteis e vive na miséria devido à seca. Mas o problema não é o clima. São os governos. Com irrigação, mais terras poderiam ser cultivadas, exigindo mais empregados. [...]

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