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Professora de Especialização
Nível
Especializado
Estudo seguido
graduação...

Informações do trabalho

Data de Publicação
04/10/2008
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
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33 vez(es)
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Análise de texto medieval “A dama do pé de cabra”

  1. ASPECTOS HISTÓRICOS E SÓCIO-CULTURAIS ? SÉCULOS XII E XIV
  2. ANÃLISE DO CORPUS

O trabalho de análise de um texto deve antes de tudo passar por uma análise das condições de produção do mesmo, sem as quais ficaria impossível este trabalho.
O texto selecionado, segundo a bibliografia consultada, pertence ao segundo período de transição da oralidade para a escrita, ou seja, do século XII ao XIV. Nesse período iremos nos defrontar com uma literatura de caráter predominantemente oral, e especificamente peculiar, no que diz respeito aos textos escritos na época.
Antes da análise propriamente dita iremos localizar o texto historicamente para uma melhor compreensão do mesmo, tanto nos seus aspectos macro quanto micro estruturais.
A primeira parte deste tratará, portanto de um breve posicionamento histórico, seguido pela análise mais minuciosa do texto em si, e por comentários e conclusões aos quais o grupo chegou. Realizado à partir de uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto, assinalamos a escassez de subsídios para execução de um estudo mais aprofundado, pelo fato de a própria linguagem da época não possuir referencias metalingüísticas, e termos que forçosamente comparar o português atual aquele dos primórdios do registro escrito conhecido.
Como mencionamos anteriormente, a compreensão de um texto só se torna possível à partir do conhecimento de seu contexto de produção. Para melhor compreensão dos textos medievais, adotamos a periodização proposta na bibliografia consultada, na qual o texto “A dona pee de cabra” está inserido.
O texto daquele período se desenvolve a partir da oralidade para retorna à oralidade, pois era produzido através de ditado, para ser lido em voz alta posteriormente. Por isto, não era um texto elaborado, ocorrendo não raramente descontinuidade na linha de raciocínio em relação ao tema, por ser imediatamente produzido, sem a utilização dos recursos estilístico-gramaticais que hoje possuímos.
A sociedade naquela época passava por um período de transição em vários aspectos, incluindo aí o lingüístico. No período da produção do texto analisado, as cidades passavam pelo processo de expansão territorial, assim, um grande número de pessoas transitava por elas e trazia não só o movimento comercial, mas influências culturais.
A grafia estava diretamente interligada com a fonética, daí a necessidade de encontrar soluções para resolver o problema da produção fidedigna do som. A grafia neste período revela alguns traços lingüísticos ocorridos na fala, alguns dos quais vamos constatar no texto selecionado, entre eles a queda do n intervocálico com um resíduo na sílaba anterior, a vacilação do uso do y e do i , a repetição da conjunção aditiva e e o fenômeno do período ou oração com uma idéia e começar por outra com estrutura semelhante. Há ainda outros aspectos peculiares ao texto, que iremos analisar mais especificamente a seguir.

[...] No período da produção do texto analisado, as cidades passavam pelo processo de expansão territorial, assim, um grande número de pessoas transitava por elas e trazia não só o movimento comercial, mas influências culturais. É a partir deste movimento que surge a burguesia Européia, e mais especificamente aqui em questão, a burguesia em Portugal. Nesse mesmo período surgem as Universidades e entidades jurídicas, e com elas a necessidade de haver um registro confiável, que pudesse ser consultado no futuro e que estabelecesse oficialmente as relações formais da época. [...]


[...] Partindo do pressuposto que o texto vem do registro oral e é elaborado para retornar à ele, ficamos com uma base teórica que nos permite analisar o texto escrito, utilizando recursos da teoria da análise do discurso para traçarmos uma espécie de mapa que nos indique a gama de recursos utilizada pelo autor, considerando as condições e limitações teóricas de produção que o autor possuía na época. Ao tomarmos o texto como um todo, podemos perceber a influência da língua oral, através da utilização de verbos como perguntar e dizer, próprios da linguagem reportada, como podemos constatar no trecho seguinte: ( . [...]

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