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Ouvir, contar e recontar histórias - A narrativa como produtora de significados

Informações sobre o autor

Professora de Especialização
Nível
Especializado
Estudo seguido
graduação...

Informações do trabalho

Gilda M.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
6 páginas
Nível
Especializado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. O MANDARIM ? RESUMO DA OBRA

Este artigo tem por objetivo refletir sobre a natureza do discurso narrativo e sua utilização em contextos escolares como dispositivo para aquisição e o desenvolvimento de competências lingüísticas e cognitivas e também como forma preservação do patrimônio cultural.
O mundo nos é apresentado através da palavra, e é a palavra que dá significado ao mundo que nos cerca. Segundo Vygotsky (1993, p.4) o significado é ao mesmo tempo um ato de pensamento e parte inalienável da palavra, pertencendo tanto ao domínio da fala quanto do pensamento. Assim Vygotsky considera a linguagem um dos instrumentos básicos inventados pelo homem, que tem duas funções fundamentais: a de interação social ? pois é para se comunicar que o homem cria e utiliza sistemas de linguagem ? e de pensamento generalizante- pois é pela possibilidade de a linguagem ordenar o real que se constróem os conceitos e significados das palavras. Assim, os sistemas de signos produzidos culturalmente, não só interferem na realidade, mas também na consciência do indivíduo sobre esta.
Nesta mesma visão de linguagem, encontra-se a teoria de Mikhail Bakhtin. Segundo Bakhtin, o objeto da lingüística não deveria ser a língua, mas a fala, a interação verbal, realidade fundamental da língua. Assim, a língua deve ser vista em sua totalidade viva e concreta, enquanto discurso, que tem como propriedade intrínseca: o dialogismo. Desta forma, a enunciação dialógica não poderia ser analisada sem levar em conta a situação social mais imediata e o meio social mais amplo que determinam inteiramente a estrutura da enunciação.
Para Bakhtin, o discurso, seja ele qual for, nunca é autônomo, ? suportado por toda uma intertextualidade, o discurso não é falado por uma única voz, mas por muitas vozes, geradoras de muitos textos que se entrecruzam no tempo e no espaço.
Segundo o psicólogo americano, Jerome Bruner, em sua obra ?Atos de Significação? (1999), a cultura deve ser o conceito central da psicologia. Criada à partir de uma mudança de paradigmas das ciências humanas, após um longo tempo sob a égide do objetivismo, a teoria psicológica Interacionista Sócio-Cultural de Bruner propõe a revisão do foco de estudo da psicologia, antes centrada no Homem como indivíduo singular para vê-lo ?() a contra o pano de fundo do reino animal, a partir do qual ele evolui no contexto da cultura e da linguagem que provêem o mundo simbólico no qual ele vive e à luz dos processos de crescimento que levam estas duas poderosas forças à combinar-se.?

[...] Nos fios da narrativa a construção do trabalho pedagógico Cada vez mais, pesquisas nas áreas de psicologia e lingüística investigam como a interação social influencia no desenvolvimento da criança. Com o sentido de experiência compartilhada, na interação social de dois ou mais participantes atuam contribuindo com suas experiências e conhecimento, formando assim elos de troca e ajuda mútua. Assim, a atividade narrativa é considerada como um ato comunicativo e um processo interacional, em que narrador e ouvinte atuam na produção da história. [...]


[...] Assim, a narrativa é vista como um destes, e talvez o mais poderoso, processo produtor e utilizador de significados. A narrativa é uma forma de discurso, que além de ser um modo de organizar experiência, exerce um grande poder simbólico sobre a imaginação humana. A narrativa, oral ou escrita, tem como principal propriedade sua seqüencialidade inerente, ela é composta por uma seqüência singular de eventos, estados mentais, ocorrências envolvendo seres humanos como personagens, compondo seus constituintes principais. Mas estes constituintes, não tem vida ou significados próprios. [...]

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