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Considerações sobre a literatura de dissidência

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
11 páginas
Nível
Especializado
Consultado
6 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. O desenvolvimento da oralitura

No início, as formas expressivas que denominamos hoje literatura estiveram quase sempre ligadas ao poder. Os impérios e os cleros a mantinham direta ou indiretamente sob censura.
Atualmente ainda discute o poder, mas em posição quase sempre diferente e às vezes até contrária à que foi durante bastante tempo assumida principalmente pela literatura escrita. O que denominamos literatura carrega na própria nominação a marca da escrita. Littera é palavra latina para letra. Assim, desde quando iniciou a ser praticada, a literatura se marcou pela divisão entre a expressão verbal escrita e a oral. A escrita, sob controle imperial e clerical, foi assumindo papel de predomínio como valor ligado ao poder. O controle sobre a escrita é claramente mais fácil de ser executado. Esse fato facilitou o uso que o poder imprimiu sobre as manifestações literárias.
A nominação atribuída à expressão literária denuncia desde a referência a marca da escrita, isto é, do poder da escrita. Esse poder a foi sacralizando. Como escrita foi e é, forma simbólico-representativa da fala dominada pelas facções detentoras de poder e de prestígio, não é difícil perceber de que maneira o poder esteve e às vezes está subjacente nela e que por ela se expressa.
Desse modo teve geralmente o tom do domínio da língua e das linguagens do poder dominador. A língua boa para a escrita foi sendo a língua das camadas detentoras de poder e de prestígio.

[...] Os textos da neopicaresca não são, ainda de acordo com ele, a picaresca renovada, mas, como diz a nominação escolhida, nova forma de literatura picaresca. Vale dizer: literatura diversa, mas aparentada estilística e ideologicamente com a picaresca clássica, que, ainda segundo González, é constituída por um conjunto de obras. Essa forma literária se mantém em distância conveniente da literatura maior. Importantes e desconhecidos textos integram esse grupo. Entre eles, no Brasil, seria indesculpável não citar ?Manuscrito holandês? ou peleja do caboclo Mitavaí com o monstro Macobeba? de M. [...]


[...] A literatura de dissidência dialoga com a literatura que parodia ao demonstrar diferenças expressivas na linguagem, no discurso e na leitura do mundo; com a literatura de dissidência que a antecede; com o ambiente lingüístico-cultural, enquanto reflete sobre o mundo circunstante. A neopicaresca flui numa espécie de filiação técnica. A dissidência marca-se pelo afastamento, sem abandonar o diálogo intertextual e intercultural com as formas hegemônicas da literatura. Manter-se afastada é condição dissidente imprescindível, básica e primordial. A literatura de dissidência é primordialmente, como procurei demonstrar, forma de expressão verbal que se mantém constantemente em diálogo, mas separadamente dos agrupamentos escolares. [...]


[...] A literatura é sempre expressão de indivíduos culturais, acima de ser expressão de indivíduos pessoais. É inegável que há formas de expressar e de comunicar que detêm mais ou menos relações com o homem, como ser no mundo, mas decididamente não há literatura sem elas. A presença do (nome do) autor no texto já afirma condição de desigualdade, considerado o texto do ponto de vista teórico, entre a autoridade do autor e a individualidade do leitor. É improvável que o ?locus dicendi? possa ser conseqüentemente avaliável de qualquer posição cultural ou de (des) conhecimento. [...]

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