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O cafundó

Informações sobre o autor

autônoma
Nível
Especializado
Estudo seguido
Letras

Informações do trabalho

Montserrat C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
7 páginas
Nível
Especializado
Consultado
20 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Cafundó
    1. A área do cafundó
    2. Organização sócio-política
    3. Defesa da comunidade
    4. Habitações e alimentação
    5. Religião e festas
    6. Transporte
    7. O dialeto do cafundó

Pela estrada íngreme e mal conservada, cruza uma capela esquecida pelo tempo, como pagamento de uma promessa. A estrada segue vermelha cortando o próspero verde vale em dois círculos irregulares. Num deles, desponta como uma visão retroativa do século IX, um bairro rural com população predominantemente negra, chamado Cafundó, quem não é primo é irmão.
Os habitantes são descendentes de duas únicas famílias de ex-escravos e, sua história remota é da época da abolição da escravatura, quando um antigo senhor da fazenda, Joaquim Manoel de Oliveira, doou suas terras a um casal de escravos, João Congo e sua esposa Ricarda. Seu parente até hoje se mantém no local, os Almeida Caetano e os Pires Cardoso.
Conforme Silvino Pires Pedroso, de 86 anos, ali nascido e criado, as terras do Cafundó foram doadas por fazendeiros da região e sua propriedade hoje é indiscutida, embora não existam documentos formais a respeito. O usucapião, ali, é liquido, certo e aceito.
Isso significa que as 11 famílias do Cafundó que, geneticamente, se entrelaçam e cruzam com gente de fora, não têm com que se preocupar. Segundo Nignerre ?o léxico deles é tão rico que, se um habitante do cafundó fosse colocado hoje numa região africana onde só se fale a língua nativa dos bantos, não há a menor dúvida de que ele se faria entender?.
O brasileiro diria ?copopio bato cameria vavuru? (eu sei conversar em africano) e se sentiria tão em casa como numa escola de Sambui. Se dissesse ?Coritiba vavuru no palulê? (Coritiba é muito bom de bola), talvez não fosse levado a sério. ?Anguta curimano ovariá?.A frase dita pela negra Maria Aparecida Rosa de Aguiar, a Cida, significa literalmente ?mulher fazendo comida?, mas pode ser traduzida por ?eu estou fazendo comida?. Cida, 51 anos, é uma anguta jocoroto do injó do Cafundó. Ou simplesmente uma avó da comunidade do Cafundó, um dos últimos redutos negros de fala africana ainda existentes no Brasil.

[...] Os jovens e as crianças estão se desinteressando pelo idioma HABITAÇÕES E ALIMENTAÇÃO O céu aberto e árvores, na maioria frutíferas, delimitam a extensão total do bairro, apenas 7,75 alqueires dos 80 herdados em testamento. Não existem cercas na área interna da comunidade de 7,8 alqueires. As habitações são construídas de pau a pique com cobertura de sapé, quase todas em péssimo estado de conservação. Não se vê muitas plantações à volta das casas, tão pouco criações domésticas, a não ser cachorros e gatos. [...]


[...] Diversões, só o baile, feito no chão do terreiro, ao som de sanfona e do violão TRANSPORTE No pequeno núcleo do Cafundó, os moradores ainda não se acostumaram com a presença de estranhos, raros por ali. Os veículos motorizados também raramente conseguem chegar lá, dada a precariedade das estradas, mas, quando o fazem, acabam assustando os moradores, que se recolhem imediatamente às suas taperas O DIALETO DO CAFUNDÓ Segundo o lingüista Maurizio Nignerre, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), KIMBUNDU, é a língua do Cafundó. [...]

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