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A imagem da mulher no espelho medieval: a lírica trovadoresca

Informações sobre o autor

Consultoria - Consultoria - Gerência de Recursos Humanos
Nível
Especializado
Estudo seguido
Mestrado...

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
33 páginas
Nível
Especializado
Consultado
130 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. A mulher na idade média
    1. Representações e modelos femininos
    2. Eva: o modelo do pecado
    3. Virgem maria: a redentora
    4. A dama: o modelo cortês
  3. A mulher na idade média
    1. A moral cristã e a sexualidade no casamento
    2. A esposa, a mãe e a viúva
    3. A classificação feminina sob a ótica clerical
    4. Um critério de classificação: a idade
    5. Classificação e discursos dirigidos às mulheres
    6. Critérios de classificação: virgens, viúvas e mulheres casadas
    7. Submissão e custódia
    8. Do comportamento das mulheres
    9. A palavra cassada
    10. Mulheres que fogem às normas clericais: trabalhadoras e prostitutas

O presente trabalho tem, por objetivo, estudar as figuras femininas constantes nas cantigas de escárnio e de mal - dizer, produzidas pelos trovadores galaico-portugueses entre os séculos XII e XIV.
A escolha por esse objeto deveu-se, primeiramente, à paixão pelos temas medievais e pelo estudo da representação da figura feminina na literatura.
Verificando a escassez de pesquisas sobre as cantigas satíricas trovadorescas, especialmente no que diz respeito à figura feminina ali representada, acreditamos que tal projeto se justifica na medida em que ele contribui com os estudos literários. A respeito disso, esclarecemos que ainda há um vasto campo a ser explorado pela perspectiva literária, pois a Idade Média tem sido estudada quase que exclusivamente por historiadores, como pudemos constatar em diversas bibliotecas brasileiras e na Biblioteca do Centre Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, bem como na biblioteca da Faculdade de Filologia da Universidade de Compostela, na Galícia, onde há um grupo de professores com projetos em Idade Média, que estudam os textos do ponto de vista histórico, filológico e filosófico, com exceção do aspecto literário.
Para se compreender a forma pela qual a mulher era representada nas cantigas de escárnio e de mal-dizer, tornou-se necessário, antes da análise do corpus literário, realizarmos uma revisão da literatura específica para compreensão do contexto histórico, social e religioso do período em que as cantigas se inserem.

[...] A mulher que fala demasiadamente é perigosa, perversa, fonte de discórdias no seio familiar e na sociedade. A mulher loquaz é voltada para o exterior, que constrói e destrói com palavras. Mostra-se amigável, disponível e em seguida corruptível. Nesse sentido, clérigos medievais viam a necessidade de criar novas barreiras e proibições, baseadas nas regras das taciturnitas, em que a mulher deveria falar pouco, de forma contida e somente quando fosse necessário, observando-se o silêncio monástico. Reverentes, reclusas no espaço doméstico, deveriam aguardar que o seu marido ou seus genitores lhe dirigissem a palavra para, numa postura humilde, responde-lhes o necessário. [...]


[...] Assim, a imagem da Virgem passa a ser utilizada como espelho de conduta Virgem Maria: a Redentora Contrapondo-se ao modelo da mulher pecadora, surge o ideal de mulher perfeição: pura e virgem de corpo e mente. No Concílio de Éfeso, em 431, sob a inspiração de São Cirilo, a Virgem Maria foi proclamada ?Mãe de substituindo a idéia inicial de ?Mãe de Cristo?, o que fez com que Maria se tornasse mais popular entre os cristãos. Após o século XI, houve um intenso crescimento do culto mariano. [...]


[...] Os sermões de Alão de Lille, Tiago de Vitry, Gilbert de Tournai e as descrições da pureza virginal feitas por Vicent de Beauvais e de Peraldo trazem elogios à virgindade, demonstrando a superioridade da condição da mulher religiosa, a servir de exemplo para outras mulheres Submissão e custódia Para salvaguardar a virtude e a moral das mulheres, os clérigos e pregadores lembravam às mulheres os perigos que a mulher corria se saísse às ruas. Mesmo que fosse no caminho para a igreja, elas poderiam provocar nos homens desejos de luxúria, o que provocaria violências, adultérios e toda ordem de discórdias familiares. [...]

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