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Bertolt Brecht

Informações sobre o autor

 
Nível
Especializado
Estudo seguido
outros
Faculdade
Facha

Informações do trabalho

Ricardo R.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
18 páginas
Nível
Especializado
Consultado
108 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Bertolt Brecht : u ma breve biografia (1898-1956)
  2. Brecht no Brasil
  3. Brecht e a política
  4. Arte e ciência
  5. Ação social do teatro brechtiano
  6. Galileu
  7. Brecht e Shakespeare
  8. O objetivo da poesia moderna

Nascido em 10 de fevereiro de 1898, na cidade de Augsburg, na Baviera, Alemanha, ainda não havia completado dezesseis anos e já publicava sua primeira obra na revista "Die Ernte". Tratava-se de um drama intitulado "A Bíblia", que antecede a publicação nessa mesma época de algumas poesias, narrativas, resenhas, bem como se dedicou a trabalhar em textos teatrais.
Sua carreira como dramaturgo inicia-se ao final da primeira guerra mundial, em 1918, na cidade de Munique, com a peça "Baal". Em 1922 recebe o prêmio Kleist e faz estrear uma de suas polêmicas obras, "Tambores na Noite". Ao mudar-se para Berlim em 1924, liga-se ao Deutsches Theater, e vai ser assistente de dois grandes mestres das artes cênicas germânicas: Max Reinhardt e Erwin Piscator. Conhece a atriz Helene Weigel, com quem se casa em 1926, e que foi sua fiel companheira até o seu falecimento.
Seu primeiro grande sucesso veio com a encenação de "A ópera dos três vinténs", que marca também o inicio de sua parceria com o compositor Kurt Weill. Ao final dessa década inicia sua participação no Partido Comunista Alemão, realizando os cursos de marxismo por ele patrocinado. Em 1931, sua "A ópera dos três vinténs" é transformada em roteiro cinematográfico, sendo o filme dirigido por George Pabst. Ainda neste ano, Brecht realiza o roteiro de um filme intitulado "Kuhle Wampe", dirigido por Slatan Dudow, onde faz referências à queima de café no porto de Santos, fato ocorrido nessa época, filme esse que jamais chegou ao Brasil.
Com a contínua ascensão de Adolf Hitler, Brecht termina por encaminhar-se em 1941, para os Estados Unidos, onde desenvolve atividades cinematográficas. Após a Segunda Guerra Mundial, ocorre nos Estados Unidos uma perseguição política iniciada pelo Senador Joseph McCarthy, denominada "macartismo". E, em 1947, Bertolt Brecht é intimado a depor no Comitê de Atividades Antiamericanas, que vasculha as manifestações dos artistas na busca de envolvidos em atividades comunistas na América. É uma verdadeira caça as bruxas que liquidou com as carreiras de muitos astros de Hollywood. A seguir, Brecht resolve retornar à Europa e, em 1948, vai iniciar as atividades do seu teatro, o Berliner Ensemble, por ele fundado na Alemanha Oriental, com sua obra "O Senhor Puntila e seu criado Matti", que também dirigiu.
Por vários anos a seguir o Berliner Ensemble vai se tornar à primeira referência mundial em termos de dramaturgia e encenações, em função do trabalho desenvolvido por Brecht, seus filhos e sua mulher. Em 14 de agosto de 1956, Bertolt Brecht viria a falecer deixando uma das obras mais polêmicas, e do mais elevado grau de conscientização política na história da dramaturgia mundial. Com ele morreu uma parte dessa história, que, no entanto, renasce em cada nova encenação de um de seus textos.
Brecht é uma época. Uma época tumultuosa de rebeldia e de protesto. Refletem-se, em suas obras, os problemas fundamentais do mundo atual: a luta pela emancipação social da humanidade. Brecht tem plena consciência do que pretende fazer. Usa o materialismo dialético da maneira mais sábia para a revolução estética que se dispôs a promover na poesia e no teatro.
O teatro épico e didático caracteriza-se, em Brecht, pelo cunho narrativo e descritivo cujo tema é apresentar os acontecimentos sociais em seu processo dialético: Diverte e faz pensar. Não se limita a explicar o mundo, pois se dispõe a modificá-lo. É um teatro que atua, ao mesmo tempo, como ciência e como arte.
A alienação do homem, para Brecht, não se manifesta como produto da intuição artística. Brecht ocupa-se dela de maneira consciente e proposital. Mas não basta compreendê-la e focalizá-la. O essencial não é a alienação em si, mas o esforço histórico para a desalienação do homem.
O papel do autor dramático não se reduz a reproduzir, em sua obra, a sociedade de seu tempo. O principal objetivo quer pelo conteúdo, quer pela forma, e exercer uma função transformadora, que atue revolucionariamente sobre o ambiente social.

[...] O exilado Brecht escreveu peças agudamente dialéticas, como Mãe coragem, Galileu, A alma boa de Setsuan, e O circulo de giz caucasiano. Nesta ultima, o juiz Azdak defendeu uma nova concepção de propriedade: cada coisa pertence a quem a torna melhor. A criança pertence à mãe que a ama, o carro pertence ao motorista que sabe dirigi-lo. Essa concepção socialista serve a Brecht como freqüência essencial para ele reiterar e aprofundar sua visão critica da sociedade capitalista. Terminada a guerra, o socialismo é imposto pelas armas do Exercito Vermelho a uma parte da Alemanha, enquanto os EUA, a Inglaterra e França se empenham em preservar as bases do capitalismo na outra parte. [...]


[...] Na verdade, conquanto Bertolt Brecht tenha produzido um teatro popular, não concebeu o chamado "teatro fácil", a exemplo do besteirol que hoje agride a cena brasileira. Sua obra é voltada para a construção de uma nova sociedade, como diz um trecho de um de seus poemas: "Queremos preparar o solo à amizade." A discriminação imposta à obra de Brecht por produtores teatrais do ocidente, tem sua lógica e razão de ser. Seus trabalhos confrontam o sistema através do qual os capitalistas que patrocinam as montagens teatrais americanas, alcançaram grandes fortunas. [...]


[...] Qualquer trabalho teatral em torno de Brecht carrega um alto grau de complexidade onde entra os mais diversos fatores, desde os elementos especificamente teatrais até as substancias ideológicas de uma visão critica do mundo, combinando todos para conseguir efeito conscientizador no publico. Alcançar, nesta complexidade, um equilíbrio não é fácil.Alguns conferencistas confessaram como, durante bastante tempo, o lado ideológico de Brecht foi supervalorizado no Brasil, às custas de uma teatralidade viva e que tinha de ser re-descoberta. Desde então, a imagem de Brecht emancipou- se da substancia super-racional, da militância panfletária, da didática esquemática com que o autor foi muitas vezes identificado e ganhou novas dimensões pela descoberta do lado vital, lúdico, divertido, até humorístico do autor. [...]

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