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O mandarim

Informações sobre o autor

Professora de Especialização
Nível
Especializado
Estudo seguido
graduação...

Informações do trabalho

Gilda M.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
Consultado
22 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. O MANDARIM ? RESUMO DA OBRA

O movimento literário Naturalista português, que surge em contraposição ao movimento Romântico, vem renegar a prosa fantástica e o romance histórico, e proclamar que o requisito básico da literatura moderna era a verdade, seu método, sua análise. Seu objetivo era a melhora da sociedade por meio da crítica e da denúncia dos costumes da sociedade da época.
É neste contexto que inserimos a obra literária de Eça de Queirós, escritor do século XIX, introdutor e maior expoente do Naturalismo português.
Este trabalho tem por objetivo apresentar uma breve análise do conto ?O Mandarim?, escrito por Eça de Queiroz em 1880, apontado suas principais características narrativas e ideológicas, e mostrando o que faz deste conto uma singularidade dentro da obra de Eça de Queirós, sendo apontado por alguns teóricos como um retorno aos padrões estéticos do romantismo.
Teodoro, um funcionário público de baixo escalão, embora bacharel, com salário e padrão de vida de classe média, mas com aspirações de bon vivant, vive uma experiência fantástica quando, ao ler um antigo livro comprado num sebo, é encantado por um parágrafo, que anuncia a existência de um mandarim chinês cuja riqueza herdaria tão logo soasse uma campainha, levando à morte o rico sábio. Numa visão, o Diabo lhe aparece na forma humana, atiça-o a soar a campanhia e, após hesitar, Teodoro o faz. Um mês depois, recebe uma fortuna em ordens de pagamento da Inglaterra, França, Alemanha e Holanda.
Começa então, uma experiência de liberar todas as suas fantasias de esbanjamento, vida nababesca e uma certa desforra e impaciência diante dos ?inferiores?. Abandona a repartição, adquire um palacete, mantém um verdadeiro harém de mulheres, etc. Passa a ser cortejado e bajulado por todos; empresta dinheiro a reis, ocupa as manchetes dos grandes jornais. Em tudo isto, muita tristeza, vazio interior e remorso por sentir-se assassino do Mandarim Ti-Chin-Fú e responsável pela miséria de seus descendentes. Este remorso começou a surgir a partir de uma visão recorrente do mandarim moribundo, com um papagaio nos braços. Uma voz interior ? a Consciência ? começa então a acusá-lo impiedosamente. Resolve então viajar, para espantar a assombração. França, Suíça, Inglaterra, Escócia, Palestina, Egito. Nada lhe tira a tristeza, a desilusão com a humanidade e com as conquistas da civilização. Começa a amadurecer a idéia de ir à China.
Ao estudar sobre a China e sua divulgada decadência, considera-se culpado por isso, como se a morte de Ti-Chin-Fú tivesse desencadeado uma desastrosa onda de males sobre a sociedade chinesa. Resolve ir e reparar seu mal, cumulando de presentes a família do mandarim, casando-se com uma de suas descendentes, distribuindo esmolas ao povo, tornando-se um benfeitor. Faz a viagem e fica em Pequim, na embaixada da Rússia, enquanto consegue autorização de um dos príncipes chineses para viajar ao território de Ti-Chin-Fú.

[...] Se antes não cria em Deus, por ser racional, agora seu desprezo pelo comportamento hipócrita dos lisboetas Madame Marques, os jornais, a aristocracia, o clero o leva a dizer que meu desprezo pela Humanidade foi tão largo que se estendeu ao Deus que a criou?. Por fim, um outro exemplo, mais implícito, de crítica, vem na atitude de Teodoro frente ao trabalho. Primeiramente, o trabalho produz servidão, produz uma rotina frustrante e não é recompensado devidamente em termos salariais. As pessoas são forçadas a submeterem-se a chefes autoritários, ganham pouco e não podem esperar muito da vida. [...]


[...] Ao invés da ação e do protesto, Teodoro joga na loteria e encomenda-se a Nossa Senhora das Dores, na esperança de, rico, poder tornar-se o que pouco sonhava. A observação das pessoas à sua volta reforçava este sentimento de que não havia muito mais a esperar da vida. Como comenta Teodoro: aspirava ao racional, ao tangível, ao que já fora alcançado por outros no meu bairro, ao que é acessível ao bacharel?. O dilema moral colocado pelo Diabo a Teodoro esconde uma forma de sair do conformismo: pela riqueza, o acesso aos prazeres e a possibilidade de dizer o que quisesse, dando ?pontapés nos poderes públicos?, repentinamente se abririam. [...]


[...] O MANDARIM UM CONTO MORALISTA E DE CRÍTICA SOCIAL O gênero escolhido por Eça é marcado pelo tratamento moral do tema. Entretanto, isto não impede que a vejamos em chave de crítica social. Já se disse que a crítica moral em Mandarim? aparece em duas linhas: uma, que ressalta como somos tratados de acordo com a riqueza que possuímos, sendo a hipocrisia a marca da sociedade burguesa ao fim do século XIX; outra, que se elabora em torno da própria auto-imagem do narrador, para quem o crime não compensa, porque na melhor das hipóteses não traz a felicidade narrador por um momento abandona sua condição de riqueza e volta ao emprego, à moradia e aos hábitos anteriores, sem ainda assim recuperar a sensação de felicidade e paz de espírito. [...]

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