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Resumo e crítica do livro "A mão e a luva" do autor Machado de Assis

Informações sobre o autor

A
Nível
Para todos
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Ana Cecília N.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
10 páginas
Nível
Para todos
Consultado
32 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. A mão e a luva

Eram dois belos moços, Luís Alves e Estevão; cursavam a Academia de São Paulo, o Luís estava no quarto ano e Estevão no terceiro. Conheceram-se na Academia e ficaram amigos íntimos, mas de espíritos diferentes.
Com muita ajuda do amigo Estevão conseguiu temporariamente esquecer de todo o episódio, com relação a Guiomar e foi para São Paulo e dois anos depois tornou-se bacharel. A bela Guiomar desde muito tempo deixara o colégio e fora morar com a madrinha. E Estevão voltava graduado em Ciências Jurídicas e Sociais.
.

A Mão e a Luva, segundo romance de Machado de Assis, foi publicado em folhetim em 1874. Obra da mocidade e própria da estética em voga, o Romantismo, gira em torno de um caso complicado ? mas de solução simples e previsível.
Embora nitidamente romântico, A Mão e a Luva é um romance sóbrio.
Entretanto, é necessário compreender que todo o espírito, por mais elevado ou privilegiado, tem de evoluir através dos ensaios de erros e acertos até o amadurecimento final. É preciso errar para se encontrar. Machado de Assis, ingressando muito precocemente na atividade literária (estreou-se, como é sabido, aos 16 anos, em 1855), estava ainda sob o influxo do Romantismo, então no apogeu. Por isso, a obra desses anos juvenis, como por exemplo os romances, Ressurreição, A Mão e a Luva e outros, ainda padece de alguns dos males tipicamente românticos. Por outro lado, já nessa fase revela certa postura mental diante da vida e o uso de expedientes estéticos que vão ser constantes nas obras seguintes.

[...] X Jorge ouviu tudo o que a baronesa lhe disse, refletiu muito e então resolveu escrever uma cartinha e colocá-la no meio do livro de Guiomar. Esta quando pegou o tal recadinho e leu, ficou possessa e com certeza não gostou nada da surpresa, pois não sentia nada por aquele moço. Em meio disso tudo apareceu Mrs Oswald para dar uma boa noite para a moça e a encontrou nervosa, indagando então o motivo de tanta inquietação da moça. Então Guiomar mostrou-lhe a carta de Jorge e disse que não o amava e quem e quem haveria de tê-lo subestimado com relação a esse sentimento. [...]


[...] Oswald, que também ficou surpresa a pesar do temperamento de Guiomar. Contudo a baronesa pediu a Mrs. Oswald que fosse então chamar Guiomar, e de certa forma pondo a felicidade nas mãos dela. XVIII A baronesa pediu a Mrs. Oswald que fosse dar comida aos passarinhos, e ela entendeu que a senhora queria ficar sozinha com a moça. Guiomar chegou, sentou bem perto da madrinha, num banquinho e colocou as mãos sobre os joelhos da madrinha. Passaram um tempo no maior silêncio, pois ambas estavam comovidas; e Guiomar, de envolta com um suspiro, murmurou este único e doce nome: Mamãe. [...]


[...] Um mês depois de casados, como eles estivessem a conversar e a relembrar a curta campanha do namoro, Guiomar confessou ao marido que naquela ocasião lhe conhecera todo o poder da sua vontade. A moça percebeu que Luís era um homem resoluto e ambicioso e que Guiomar também era e ainda determinada e altiva. Guiomar, que estava de pé defronte dele, com as mãos presas nas suas, deixou-se cair lentamente sobre os joelhos do marido, e as duas ambições trocaram o ósculo fraternal. [...]

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