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A literatura na escola

Informações sobre o autor

autônoma
Nível
Especializado
Estudo seguido
Letras

Informações do trabalho

Montserrat C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
fichamento
Número de páginas
7 páginas
Nível
Especializado
Consultado
302 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Fichamento
  2. Bibliografia

Os primeiros livros para crianças foram produzidos ao final do século 17 e durante o século 18. Antes disto, não se escrevia para elas, porque não existia a "infância". Hoje, a afirmação pode surpreender; todavia, a concepção de uma faixa etária diferenciada, com interesses próprios e necessitando de uma formação específica, só acontece em meio à Idade Moderna.
Esta mudança se deveu a outro acontecimento da época: a emergência de uma nova noção de família, centrada não mais em amplas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios internos) e estimular o afeto, entre seus membros.

[...] Na sociedade antiga, não havia a "infância": nenhum espaço separado do "mundo adulto". As crianças trabalhavam e viviam junto com os adultos, testemunhavam os processos naturais da existência (nascimento, doença, morte), participavam junto deles da vida pública (política), nas festas, guerras, audiências, execuções, etc., tendo assim seu lugar assegurado nas tradições culturais comuns: na narração de histórias, nos cantos, nos jogos. Somente quando a "infância" aparece enquanto instituição econômica e social, surge também a "infância" no âmbito pedagógico-cultural, evitando- se "exigências" que anteriormente eram parte integrante da vida social É a ascensão da ideologia burguesa a partir do século 18 que modifica esta situação: promovendo a distinção entre o setor privado e a vida pública, entre o mundo dos negócios e a família, provoca uma compartimentação na existência do indivíduo, tanto no âmbito horizontal, opondo casa e trabalho, como no vertical, separando a infância da idade adulta e relegando aquela à condição de etapa preparatória aos compromissos futuros. [...]


[...] O lugar da adaptação na literatura infantil é de natureza estrutural, na medida em que atinge todos seus aspectos e determina o tratamento do enredo, estilo, aparência do livro, etc. Outrossim, ela procura amenizar o outro lado da assimetria de que provém, qual seja, a maciça influência do adulto, que é o criador, sobre a criança. No entanto, essa não chega a ser completamente anulada, e a introdução do conceito de adaptação, sendo uma relativização do lugar do adulto no livro para a infância, somente acentua este fato. [...]

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