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Análise semiótica do conto "Conversa de bois"

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
fichamento
Número de páginas
7 páginas
Nível
Especializado
Consultado
107 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Guimarães Rosa
  3. Sagarana
  4. Análise do conto ?conversa de bois?

Tudo seria absolutamente pertinente para que se pudesse entender o momento histórico que abrigou esse grande escritor. Mas nada, nem mesmo os movimentos literários ajudariam a entender a obra desse criador de linguagens. No caso do autor de Sagarana, fica um pouco difícil, senão impossível, estabelecer relações claras e imediatas entre textos, época e tendências. Por ser um escritor dedicado às narrativas que têm por objetivo primeiro o homem, no caso o homem de um sertão que extrapola os limites geográficos brasileiros, ainda que dele extraia sua matéria-prima, Guimarães Rosa escapa totalmente às linhas mestras de sua época.
Numa das possíveis leituras de ?Conversa de Bois? , conto integrante da obra ?Sagarana?, faremos um breve, porém interessante passeio pelo imaginário de Guimarães Rosa, bem como contexto histórico, seguido de análise semiótica.

[...] Nesse momento, o conto é constituído basicamente de enunciados de fazer,, pois há uma disjunção de Tiãozinho com a liberdade (que quer ficar livre do carreiro) e com a felicidade (Tiãozinho era quem ia triste p. 307). Será modificado no decorrer da história. Tiãozinho havia perdido o pai e sabia que Soronho, seu patrão, era amante de sua mãe. O menino não gostava de Soronho e queria ficar livre dele ao mesmo tempo, vingar a morte do pai. Tiãozinho, então, em estado de sonolência comunica-se com os bois, e os deixa saberem que ele também não gosta de Soronho. [...]


[...] Ele então passará do estado de não dominação para o estado definitivo de liberdade, de conjunção com seu objeto valor. Com esse desenrolar do conto, nos foi possível encontrar, a seguir, o seguinte quadrado semiótico: Tiãozinho é dominado e parece dominado por Agenor Soronho, afinal é empregado dele e lhe deve obediência. Mas enquanto ?dorme em nega essa dominação e se acha capaz de vencer Soronho. Ele finge ser impotente perante o carreiro, mas quando cochila, deixa revelar o grande segredo do texto, isto é, ele é mais forte e mais esperto que Soronho. [...]


[...] ANÁLISE DO CONTO ?CONVERSA DE BOIS? No conto ?Conversa de Bois? notamos um conto musical e extremamente descritivo às vezes; até um pouco monótono, exatamente como o rodar do carro-de-boi (renhein . nhein . (p. 338). O pensar dos bois e o ?ruminar? de Tiãozinho quebram a monotonia descritiva e rendem a narrativa momentos de tensão, bem no final do conto. Podemos comprovar a afirmação com as seguintes passagens: o boi O bezerro-de-homem quase cai nos buracos . ele está mesmo dormindo . [...]

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