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Um estudo sobre os primórdios da psiquiatria existencial

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo de caso
Número de páginas
9 páginas
Nível
Especializado
Consultado
42 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. As tendências
  3. Ludwig Binswanger
  4. A antipsiquiatria de Cooper

A incidência de doentes mentais no mundo moderno assume, cada vez mais, proporções alarmantes, sobretudo, nos grandes centros urbanos onde a massificação das populações se toma permanentemente foco de alienação e embrutecimento dos espíritos.
A violência generalizada que se acentua, no relacionamento humano, não só entre indivíduos e grupos, mas também entre povos e nações motivada por fatores extremamente complexos e por vezes impessoais, visíveis e invisíveis, tem posto notas de desalento e amargura em todos aqueles que almejam um mundo mais humanizado ou, pelo menos, mais estabilizado.
Por sua vez, o devenir do homem levado por práxis impulsionadas por sistemas de vida que não concorrem para suavizar a existência humana, ?ici-bas?, leva a todos aquela convicção da "dereliction" heideggeriana, de onde brotam não só a angústia como a desesperança.
O complicado sistema social, seja no mundo neocapitalista, como no mundo socialista, impôs ao homem pela tecnologia e pela competitividade uma excessiva multiplicação de bens de consumo, onde cada dia se produz coisa nova que aguça o espírito insatisfeito do homem para a posse renovada de produtos agravada pelas insuficiências do ganho causadas pelo desemprego ou pelo subemprego que, por sua vez, cavam profundas e desagregadoras desavenças familiares.
De outro lado, o excesso de natalidade, os desejos sexuais insatisfeitos, as repressões de toda origem, os impactos das comunicações, a vertiginosidade dos acontecimentos, os sentimentos exacerbados de culpa, os vícios degenerativos causados pelo droguismo, a frieza e a indiferença pelo destino humano, tudo isso responde por um mal-estar de que ninguém atualmente escapa.

[...] O progresso psiquiátrico mais aparente, expresso em lemas como ?portas abertas? "permissividade", "informalidade", "relações amistosas funcionário-paciente", serve para obscurecer esta área muito mais central em que o hospital psiquiátrico não avançou um centímetro sequer desde os dias de Kraeppelin, no século passado. Conclusão Como se vê, não era exagerada a preocupação de Cooper acerca de violência que intentava contra os doentes ou os pseudo-doentes mentais. Surgiu, posteriormente, uma campanha mundial em favor da humanização da psiquiatria, de revisão dos métodos de tratamento dos pacientes, que eram quase sempre inexplicavelmente internados em estabelecimentos fechados, sem nenhum arejamento, sem nenhuma comiseração, sem nenhuma esperança de volver à sociedade que os expulsou de seu convívio. [...]


[...] psiquiatria novos horizontes e estes no sentido de que a psiquiatria toda inteira não se dissolve mais numa patologia puramente funcional, nem numa neuropatologia de função estritamente cerebral e isto, entretanto, como tão bem anotou Binswanger (1970) sem que se menospreze o enorme valor do modo de observação funcional em psiquiatria,ou o interesse do estudo de um caso em tanto como manifestação de uma perturbação funcional neuropatológica. Em outros termos, já não se admite a divisão entre os conceitos tão pouco claros do psíquico ou do corporal, tais como eles tinham sido utilizados anteriormente, mas entre o modo de funcionamento do organismo psíquico-físico de uma parte e a história espiritual da vida, de outra. [...]


[...] Antes de mais nada, para Binswanger (1970) as doenças mentais, em certos casos, não são doenças do cérebro, mas "flexões da estrutura fundamental ou essencial e dos membros estruturais fundamental ou essencial e dos membros estruturais do ser-no-mundo como transcendência", advertindo que "são atribuições da psiquiatria as de estudar e de estabelecer com exatidão cientifica estas flexões", pois aqui não de deve proceder como o naturalista, que só faz ?coisificar? os atos perceptivos. E esses atos perceptivos ?coisificados? não são senão o produto exclusivo e um método de conhecimento que se apresenta inçado de particularidades, pois deriva da decomposição de elementos e funções de ordem física e natural, transformados em conceitos. [...]

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