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A psicanálise aplicada ao campo da saúde mental

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
psicologia
Faculdade
pontificia...

Informações do trabalho

Marcelo G.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
7 páginas
Nível
Para todos
Consultado
238 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Saúde mental e políticas publicas
  2. A retórica da exclusão e o imperativo da inclusão e suas relações com a psicanálise
  3. Referencia bibliográfica

O presente artigo busca apresentar em linhas gerais as principais modificações políticas e valorativas feitas no campo da saúde mental até os dias atuais. Como a psicanálise através de sua teoria problematiza estas mudanças sociais no campo subjetivo de quem participa deste processo, delimitando suas questões éticas, também fomentará essa discussão.
A historia vem nos mostrando atitudes consideradas violentas para com aqueles que são denominados pela reforma psiquiátrica como portadores de sofrimento mental grave, a saber, o sujeito psicótico. Para estas mazelas, podemos destacar o Outro social como agente através de sua moral estabelecida em discurso e comportamento. Este deu provas suficientes de sua defesa contra a chamada loucura, atirando seus filhos, pais, irmãos, amigos dentro de manicômios que não apresentavam mínimas condições sanitaristas para atender e cuidar de seres humanos. Ou estes seres seriam animais, por não serem considerados seres racionais?
Esta pergunta me faz retornar a época iluminista, caracterizada pelo pensamento cartesiano racionalista que pensava o homem como uma maquina programada para o trabalho e que desta forma sustentava teoricamente as ações desta sociedade. Com a revolução burguesa aqueles cidadãos que não estavam aptos para a atividade trabalhista e, conseqüentemente, para o consumo deveriam ser excluídos não apenas socialmente, mas moralmente. O ócio passa a ser considerado um pecado capital que deve ser combatido e exterminado. É neste lugar de exclusão social que esta colocado, para os pensadores da reforma psiquiátrica, o sujeito psicótico, fora da sociedade produtiva, fora do discurso moral.
Um século mais tarde, nasce na Áustria, o homem que viria a quebrar com este paradigma cartesiano, não em sua relação com a moral, mas em sua relação com a razão: Sigmund Freud. A contribuição que este senhor nos possibilitou em relação à dinâmica psi, principalmente com seu conceito de inconsciente (Freud, 1915), decifrou as bases em que se assenta o Outro social. Esta base, de onde advém o valor moral surgiria com o recalque das pulsões sexuais, que nos possibilita conviver coletivamente, já que desejos intensos de amor e ódio (incesto e assassinato) que poderiam levar a uma passagem ao ato, estão destinados ao esquecimento (inconsciente), para serem revividos sob formas substitutivas, mais conhecidas como fantasias. O recalque, portanto cria uma barreira entre a vivência e o sujeito, colocando-o numa nova ordem que possibilita a cultura: a ordem simbólica. Portanto acontecimentos que não tinham uma lógica ou um sentido compartilhado (e que estariam fora do simbólico) e, portanto estariam fora da ciência, Freud os faz ressurgir em um novo discurso, a saber, o do inconsciente.
A clinica da psicose desde Freud, nos ensina que este sujeito toma uma atitude diferente diante da castração, que não o recalque. Algo nesta operação não cai, não se torna ausência de objeto, atestando por essa forclusão da castração a não entrada do sujeito psicótico no registro simbólico, que será buscado através dos fenômenos elementares, esta inscrição. A questão que se faz, é: por não aderir ao Édipo pelas vias do recalque como o sujeito neurótico, e conseqüentemente aos ideais do Pai que fundamentam o registro simbólico, estariam os sujeitos psicóticos, impossibilitados de viver coletivamente? Percebam que para a psicanálise, não se trata de uma exclusão de classe social não produtiva, mas de uma exclusão operadora do psiquismo, do registro simbólico.
Podemos destacar neste momento a seguinte hipótese psicanalítica com uma pergunta que nos aguça a resposta: de que se defende o Outro social quando atira seus filhos em manicômios? De seu próprio inconsciente, com seus fantasmas. Assim, os sujeitos psicóticos parecem fazer nossa sociedade se lembrar de uma época que deve ser esquecida. E que época seria esta? A época em que a razão não dominava os espaços sociais? Uma época onde a produção subjetiva era mais valorizada? Uma época que não distinguia normalidade de loucura? A infância?
A psicanálise subverte o homem puramente racional, ?iludido de ser o dono de sua própria casa?, trazendo-nos para a dimensão estrutural de cada sujeito, apontando para uma falta original e ?para o preço que pagamos pela opção da civilização? (Freud, 1930). Em seu ensino sobre o real da experiência analítica, Lacan parece seguir os passos de Freud em seu ?Mal estar na civilização?, para definir sua atitude revolucionaria (a de Freud) levantada pela questão ética que este texto produz. De qual ética nos fala, então, a psicanálise? Podemos apreender o movimento da reforma psiquiátrica e de suas práticas por esse viés, a saber, o da ética? Em qual ética se situa este movimento?
Antes, retornemos ao processo histórico da reforma psiquiátrica, que acabaram por redundar neste novo campo de saber e práxis que se tornou à saúde mental, para em seguida percorrer nas relações e questões em que a psicanálise pode colocar ao campo da saúde mental.

[...] Com a abertura deste horizonte, a saúde mental foi uma das áreas que mais sofreram modificações em sua forma de assistência. Dentre estas mudanças, destaca-se o avanço e consolidação da desinstitucionalização psiquiátrica, através da ?desospitalização saneadora? (Vasconcelos,1998,p.10) e implementação da rede de serviços de atenção psicossocial. Segundo Ramos (2005)3, psicóloga e coordenadora do NAPS de Ribeirão das Neves, este novo paradigma assistencial deve basear-se sobre dois eixos centrais: superação do modelo asilar e rede social. Com superação de modelo asilar, ela nos indica a produção de novas práticas que visem desconstruir toda uma lógica já existente, onde a loucura é vista como ameaça, como conflito. [...]


[...] Antes, retornemos ao processo histórico da reforma psiquiátrica, que acabaram por redundar neste novo campo de saber e práxis que se tornou à saúde mental, para em seguida percorrer nas relações e questões em que a psicanálise pode colocar ao campo da saúde mental. Saúde mental e políticas publicas As últimas décadas geraram um processo de reestruturação no contexto atual brasileiro em relação à saúde publica, com suas varias ramificações de atuação, (medicina, psiquiatria, odontologia, psicologia, enfermagem, assistência social, terapia ocupacional, etc.), já que como vertentes de atuação baseadas nas ciências da saúde encontram-se vinculadas a uma ciência que as possibilita as existências. [...]


[...] O que verificamos nos dias de hoje, é uma posição inversa e que coloca a questão no outro extremo: os trabalhadores da saúde mental (psicólogos, terapeutas ocupacionais, psiquiatras, assistentes sociais), juntamente com a sociedade conquistaram politicamente uma nova forma de assistência com a reforma psiquiátrica, que segundo a coordenadora do NAPS, destaco, não deve ter como objetivo ?normatizar o louco?. Entretanto com ela instituíram estes sujeitos psicóticos numa nova palavra de ordem que os aliena subjetivamente, a saber, a inclusão. [...]

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