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Freud e o estudo dos sonhos: uma forma particular de pensamento

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado
Estudo seguido
psicologia
Faculdade
Universidad...

Informações do trabalho

Camila Q.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
5 páginas
Nível
avançado
Consultado
58 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Matemática e mosaicos

O volume em que Freud trata da Interpretação dos Sonhos é, segundo Garcia-Roza (2005) um dos mais importantes, pois nele Freud retoma a ênfase sobre problemas clínicos. Ele percebe que haveria uma relação entre os sintomas e os sonhos, já que o sonho dos neuróticos em nada diferiria do sonho de pessoas normais. Freud percebe, ainda, que muitos pacientes relatavam terem sonhos absurdos, que eles não compreendiam. Mesmo Freud também tivera sonhos desse tipo que pareciam ilógicos quando analisados em vigília. Ele passa a considerar, então, os sonhos, que eram banalizados pelos médicos da época, como importante de serem analisados.
Quando Freud iniciou o uso de seu novo método para chegar ao entendimento dos sonhos ele encontrou certa resistência por parte da classe científica, pois até aquele momento o que se fazia, quando levado em conta o sonho, era unicamente uma análise do relato do sonhador (conteúdo manifesto do sonho) feito a partir do que se apresentava em sua memória. Freud foi quem inaugurou uma possibilidade de haver dois registros distintos responsáveis pela produção dos sonhos e teve dificuldades para que seus companheiros se acostumassem a considerar a existência de um registro inconsciente (proveniente de uma instância psíquica a que Freud atribui uma lógica, diferente da acessível em vigília ? lógica do sistema pré-consciente/consciente).
Freud coloca que a dificuldade encontrada para entender tal diferenciação se faz porque ao já terem compreendido a distinção entre conteúdos manifestos e latentes, muitos leitores confundem os pensamentos oníricos com o desejo inconsciente. Até o próprio Garcia-Roza (1995) tem dificuldades em expor tal diferença, considerando os termos como equivalentes. Para Zizek (1996), Freud deixa claro que há uma ligação entre os desejos inconscientes e os pensamentos latentes, mas não uma equivalência. Ao analisar um de seus próprios sonhos (sonho de injeção aplicada à Irma) Freud consegue perfeitamente chegar ao entendimento de qual seria o pensamento latente por trás dos substitutos que se colocaram em seus pensamentos manifestos (ele estaria tentando se eximir de sua responsabilidade no tratamento aplicado à Irma, de modo que em seu sonho aparecem substitutos que o possibilitam culpabilizar diversas circunstâncias externas a ele pela falha no tratamento).

[...] Ao analisar um de seus próprios sonhos (sonho de injeção aplicada à Irma) Freud consegue perfeitamente chegar ao entendimento de qual seria o pensamento latente por trás dos substitutos que se colocaram em seus pensamentos manifestos (ele estaria tentando se eximir de sua responsabilidade no tratamento aplicado à Irma, de modo que em seu sonho aparecem substitutos que o possibilitam culpabilizar diversas circunstâncias externas a ele pela falha no tratamento). Tal compreensão, desse modo, permite supor que os pensamentos latentes não seriam da ordem do inconsciente, já que são articuláveis na sintaxe do sistema consciente, tendo o sujeito, inclusive, livre acesso a eles no estado de vigília (ZIZEK, 1996; GARCIA-ROZA, 1995). [...]


[...] Nesse sentido, a elaboração onírica primeiramente proporciona ao conteúdo abstrato uma forma concreta para que depois ela possa ser transformada em imagens, ou seja, há um duplo processo pelo qual passa o pensamento onírico para que possa ser expresso no sonho. Dessa forma, por exemplo, o ato de refletir pode aparecer em um sonho na imagem de uma cabeça queimando formulação abstrata passa à formulação concreta para que possa aparecer como uma imagem). Segundo Freud, a transformação do abstrato em concreto pela elaboração onírica não favorece apenas a representabilidade, mas também aos interesses da censura, ou seja, favorece os mecanismos de condensação (maior facilidade em associar elementos concretos do que abstratos) e deslocamento. [...]


[...] Freud foi quem inaugurou uma possibilidade de haver dois registros distintos responsáveis pela produção dos sonhos e teve dificuldades para que seus companheiros se acostumassem a considerar a existência de um registro inconsciente (proveniente de uma instância psíquica a que Freud atribui uma lógica, diferente da acessível em vigília lógica do sistema pré- consciente/consciente). Além disso, ao ouvir relatos de sonhos, Freud não o faz considerando-o no todo, pois percebe que haveria um significado oculto em tal relato, que era lacunar (pois o sonhador não tem certeza se é fidedigno ou não), fragmentado e parcial. [...]

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