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Uma breve análise das contribuições da psicanálise freudiana à educação

Informações sobre o autor

Professora de Especialização
Nível
Especializado
Estudo seguido
graduação...

Informações do trabalho

Gilda M.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Uma breve análise das contribuições da psicanálise freudiana à educação

Segundo Kupfer (2004), contam-se entre as 3.667 páginas que compõem as Obras Completas de Freud, menos de 200 dedicadas à reflexões, análise e críticas sobre a Educação. Mas esta aparente dispersão, longe de indicar um descaso de Freud em relação à Educação, mostra, ao contrário, que a Educação é um tema que o acompanhou por toda extensão de sua obra e jamais deixou de ser motivo de reflexão contínua.
As idéias de Freud sobre a Educação encontram-se em seus textos que tratam em primeiro plano de outras questões, já que as idéias educacionais de Freud emergem em momentos precisos da articulação da teoria psicanalítica que o autor estava, aos poucos, construindo.
Muitos autores, inspirados na psicanálise freudiana, também teceram suas aproximações entre psicanálise e educação. Em seu artigo Aprendizagem significativa, Francisco (2002) propõe uma reflexão sobre questões ligadas ao ensino e aprendizagem no mundo da sala de aula, lugar onde a razão e a emoção interagem, onde sujeitos se constroem, cidadãos e profissionais assumem seus papeis ativos. A convivência entre indivíduos nesse ?espaço da intersubjetividade produtora de subjetividade? é de importância.
De acordo com Millot (1987), antes de realizar descobertas sobre o tema da sexualidade infantil, Freud salientava a necessidade de se promover, uma reforma na educação, ?responsável direta pelas neuroses? devido à influência da moral ? repressora da sexualidade, promotora da castidade entre os adolescentes e da apologia da família nos padrões da sociedade burguesa ?, na gênese das neuroses. Freud dirigiu duras críticas à educação em Moral sexual ?civilizada? e doença nervosa moderna, onde salienta a estreita relação entre as tendências perversas manifestas na sexualidade do adulto e a proibição, por parte da educação, da prática sexual genital na adolescência.
A descoberta da sexualidade infantil, paralela à constatação da importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento do indivíduo e na origem das neuroses, levou Freud a priorizar questões ligadas à educação. A Psicanálise, fundamentada na investigação analítica, viu-se pronta para apontar ao educador, os princípios e possibilidades do seu poder além dos seus erros. Segundo o autor, a expectativa freudiana em relação à educação era ?saber o que se está fazendo quando se educa, já que não se faz o que se quer? (1987:39).
A caracterização feita por Freud da instauração da sexualidade humana em dois tempos remonta a 1905. As concepções de pulsões parciais (anarquia pulsional na criança) e de período de latência compõem o eixo da reflexão de Freud sobre a educação até por volta de 1915.
Dos cinco aos seis anos até à puberdade, no período de latência, apareceriam os sentimentos de repugnância, vergonha, pudor e piedade, pilastras futuras da moralidade. A atividade sexual sofreria um freio, uma interrupção, mas Freud parece atribuir à educação, nessa fase, um papel de coadjuvante. A detenção da atividade sexual e as formações morais estando atreladas ao condicionamento pelo organismo e à fixação pela hereditariedade, se manifestariam independentemente da educação. Uma vez latentes, as pulsões sexuais não desapareceriam, mas sofreriam transformações e culminariam com sua organização sob a primazia da genitalidade
Assim, da visão psicanalítica decorrem as seguintes posições: ao professor, guiado por seu desejo de ensinar, cabe o esforço de organizar, articular, tornar lógico seu campo de conhecimento e transmiti-lo a seus alunos. Cabe também a tarefa de compreender a subjetividade presente em cada criança, sabendo aproveitar potenciais, muitas vezes a serem descobertos, para daí fazer emergir o desejo de aprender.
Ao aluno cabe a tarefa de ingerir, desarticular e digerir aqueles elementos transmitidos pelo professor, que se engancham em seu desejo, que fazem sentido para ele e que encontram eco na sua subjetividade de sujeito aprendente.

[...] Ainda em 1928, Anna Freud, partindo do princípio de que é impossível aplicar o procedimento analítico a crianças, procurou adaptá-lo por meio da adoção de uma posição intervencionista de caráter pedagógico (que Freud questionava em sua distinção), que visaria a provocar uma crise na criança de modo artificial, para então submetê-la à análise. A criança precisaria ser separada psiquicamente dos pais, ainda que estes tenham um forte papel de informantes, devido a pouca capacidade de verbalização da criança. Como era extremamente arriscado esse procedimento, Anna Freud demandava um total controle por parte do analista sobre a criança, forçando-a a projetar neste sua confiança e identificar-se com seus valores. [...]


[...] Por outro lado, esta abordagem analítica da criança reforçou a crítica de Freud às práticas repressivas conduzidas pela educação e enfatizou a abertura à realidade (segundo uma ética da verdade, da verbalização franca e livre) como melhor maneira de educar. Também tal prática analítica implicaria em uma demanda ao próprio educador, para que revisitasse sua própria infância e se interessasse pelas manifestações do desejo da criança como forma de melhor entender seus educandos e colaborar para sua educação. Além disso, a educação vista como prática voltada para favorecer o máximo desenvolvimento do indivíduo (neste sentido não há novidade na posição freudiana sobre o papel da educação), é definida por Freud como ?profilaxia?. [...]


[...] Além disso, as práticas educacionais comprometiam o desenvolvimento das faculdades intelectuais resultante da curiosidade sexual infantil, uma vez que os destinos das pulsões parciais estariam extrinsecamente ligados ao exercício de pensar. Em 1908, enquanto se declara favorável à educação sexual infantil, Freud critica a atitude recalcada (que se revela proporcional à intensidade dos seus recalques) por parte de pais e educadores. Se o que não pode ser dito também não pode ser pensado, instala-se o mecanismo de recalque na criança. [...]

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