Search icone
Permuta de Trabalhos Acadêmicos
Garantias
Leia mais sobre as nossas garantias.

O homem, a sociedade e a sexualidade

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
9 páginas
Nível
Especializado
Consultado
42 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
0 Avaliaçao cliente
0
escrever um comentário
  1. Introdução
  2. A sexualidade e a constituição social da pessoa
  3. A questão da emancipação: a dimensão da sexualidade

A sociedade, de um modo geral, vive um momento de certa explicitação do desejo. Parece mesmo que as idéias e as ações que os sujeitos expõem, a todo momento, sobre as relações sexo-afetivas estão cada vez mais liberadas da carga histórica de opressão que sobre elas tem-se abatido.
Certas situações contemporâneas têm servido imensamente a essa liberação, como os movimentos de contracultura e pelo amor livre, da década de 1960; as teorias sobre micropolíticas que vêm na liberação do desejo a possibilidade de emancipação social, na década de 1970; e nas décadas de 1990 e 2000; o surgimento e a manifestação de grupos organizados em torno dos direitos à diferença, como os homossexuais.
A percepção de que tais situações se tornaram contemporâneas parece evidente, devido, sobretudo à dimensão existencial em que as mesmas podem ser constatadas no dia-a-dia. Afinal, vocábulos antes perniciosos são, hoje, largamente utilizados por sujeitos dos mais diversos segmentos sociais. O "desejo" é tão comum nos discursos das pessoas, que se acaba imaginando que também o deve ser em suas relações.

[...] E é aqui que parece residir o impasse entre a explicitação do desejo e a predisposição a satisfazê-lo. Ora, estudos recentes empreendidos no âmbito da Filosofia, da Sociologia e da Antropologia têm demonstrado que esse processo de explicitação do desejo tem acentuado demasiadamente o ideal do individualismo na sociedade ocidental. Noções como "liberação sexual", "opção sexual", "corpo livre" e outras passam a ser associadas a práticas sexo-afetivas diferenciadas da "média" e a responder como alternativa para questões sociais, políticas e culturais que não conseguem solucionar-se ao nível das expressões coletivas. [...]


[...] aqui, parece que chegamos ao momento necessário de verificar como a Antropologia aborda essas relações A sexualidade e a constituição social da pessoa Com relação à constituição da noção da pessoa, desde há muito tempo a Antropologia vem alertando para um problema que é, inicialmente, lingüístico e tem a ver com o binômio "eu-mim" e as variações possíveis de serem detectadas na utilização desses conceitos. Ora, como o uso do é devido ao sujeito que precede o verbo ação e o uso do "mim" é devido à situação indefinida da ação, ou ao sujeito que sofre a ação, a utilização desses conceitos como expressões que marcam a manifestação da pessoa, no discurso, é sempre uma expressão de consciência. [...]


[...] Porque não existe realização pessoal fora do domínio do social e a própria idéia de Merleau-Ponty aponta para isso à medida que a sociedade permite a manifestação pela diferença como sufocamento, imprime às mesmas um caráter de exclusão e nega aos excluídos o direito à realização. Justificamos esse entendimento pela noção construída anteriormente de que não é sobre o sexo, mas sobre a trama de símbolos que o encobre, que ocorre a atual explicitação do desejo em nossa sociedade. como afirma Chauí: ( . [...]

Estes documentos podem interessar a você

Sexualidade e gênero

 Psicologia e letras   |  Psicologia   |  Estudo   |  31/10/2008   |  BR   |   .doc   |   5 páginas

Mais Vendidos assuntos sociais

Resenha do livro "A cultura do dinheiro" de Fredric Jameson

 Sociedade   |  Assuntos sociais   |  Fichamento   |  17/10/2006   |  BR   |   .doc   |   5 páginas