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Literatura e sociologia

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
assuntos...
Faculdade
Unesp...

Informações do trabalho

Emanuel A.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
6 páginas
Nível
Para todos
Consultado
24 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Contexto histórico
  3. A máscara e a fenda
  4. Dom Casmurro

A reflexão deste trabalho se pauta nas influencias que a estrutura social dada, tem sobre os literatos, e como isso se verifica em sua literatura. As tramas, as interações que ocorrem no âmbito social, são o ponto de partida para a criação de uma literatura, esta refletindo a maneira do autor captar e narrar a realidade social a sua volta.
É nessa esteira que Machado de Assis se insere, sendo visto por muitos como um moralista, conservador, progressista, é objeto de estudos sociológicos, demonstrando que sua obra por um processo de transformação e amadurecimento, partindo de uma analise moralista da sociedade, colocando aos personagens uma punição devido a uma infração da moral burguesa, verificando nos chamados Contos Fluminense (escritos da sua juventude), posteriormente publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, grande divisor de águas de sua obra, observa-se uma mudança na postura de Machado perante a moral intocável, verifica-se uma flexibilização na moral burguesa, encarada como uma relação natural inerente ao homem em estado civilizado. Portanto para entendermos a relevância sociológica de Machado é importante que se contextualize os fatos, relações e as ideologias preponderantes de sua época.

[...] Inclusive em determinado trecho o personagem encontra-se olhando para o espelho e não consegue enxergar o reflexo de si, mas sim o de sua farda, a mascara que usa para alcançar o seu espaço na sociedade acaba solapando a sua essência, o aparecer vem a ser. O autor deixa claro que não fosse à falta de moral e ética do personagem, ele não teria alcançado o seu espaço, sem esse meio não se chegaria a nenhum fim, não se conseguiria ascender socialmente se o personagem não houvesse buscado essa fenda através dessa mascara, devido os moldes sociais da época. [...]


[...] Capitu uma das personagens mais celebre e misteriosas da literatura brasileira, também acaba por lograr uma ascensão social por intermédio de Bento. Capitu é de origem pobre vizinha de Bentinho, amigos de infância, o narrador-personagem ( D Casmurro), enaltece ao longo do livro o caráter dissimulado de Capitu. Ela sonha em um dia conhecer os luxos das classes burguesas, pergunta sobre as jóias da família de Bentinho, e alude sempre que seu sonho é ascender socialmente. Em uma passagem do romance Capitu escreve no muro de sua casa ?Bento e Capitolina? , e fica a esconder de Bentinho o escrito. [...]


[...] É como se de Dom Casmurro, identificação assumida por Bento no final do livro, fosse à prova que Bento havia aprendido a lição e utilizava uma mascara com o nome de Dom Casmurro. Conclusão Machado de Assis vive ao longo de sua carreira como literato um amadurecimento em relação a moral. Em sua primeira fase, Contos Fluminenses e outros escritos, deixa claro que a moral tem valor inestimável, não podendo ser transgredida impunemente. Em sua segunda fase a moral não mais é intocável, é flexível de acordo com as necessidades individuais de sobrevivência e ascensão, o homem deve usar uma mascara que sobreponha a aparência pela essência, esta última deve se manifestar em momentos oportunos, cabe ao individuo ter o tato social dos momentos que deve ser passional. [...]

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