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A administração colegiada na visão da pedagogia histórico crítica

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
administração
Faculdade
FACECA/FADIVA

Informações do trabalho

José Antônio P.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
27 páginas
Nível
Para todos
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. A administração colegiada na visão da pedagogia histórico-crítica
    1. A escola e a diversidade cultural
    2. Fundamentos teóricos do processo de administração colegiada
    3. O sentido pedagógico e político da administração colegiada
  3. Conclusão
  4. Referências bibliográficas

A presente monografia versará sobre a temática ?Gestão Escolar, cidadania, relações de poder e diferenças?.
No presente estudo, focaliza-se a relação entre administração colegiada e prática pedagógica nas escolas públicas estaduais de Ensino Fundamental e Médio. Manifesta-se, pois, a preocupação em refletir criticamente a respeito da gestão democrática da escola, a partir do ponto de vista do próprio educador sobre a função essencial da escola pública.
Acredita-se que a função essencial da escola pública consista na socialização do saber sistematizado, indispensável ao exercício de cidadania, assim como na produção e sistematização de um novo saber nascido das necessidades da prática social. Tal função, deveria garantir aos indivíduos, pertencentes a uma determinada sociedade, uma base comum de conhecimentos e habilidades, enquanto instrumental necessário à participação e às transformações sociais.
Desta maneira, reconhece-se que esse instrumental deveria ser assegurado, pela escola, às diferentes camadas da sociedade.
Entretanto, observando-se o cotidiano escolar, verifica-se que a apropriação desses conhecimentos e habilidades tem sido quase exclusiva das classes dominantes. Este fato tem trazido freqüentes prejuízos às camadas populares, por não encontrarem na escola que também lhes é destinada, condições qualitativas que lhes garantam a posse desse instrumental.
Os mecanismos responsáveis por esses prejuízos vão desde a negação ao atendimento dos níveis mais elevados da escolarização, pela seletividade interna na própria escola, até o aligeiramento e desqualificação do trabalho escolar para a grande maioria que freqüenta a escola. Esta desqualificação inclui, entre outros aspectos, a centralização dos processos de tomada de decisões dentro da escola e a conseqüente prática pedagógica daí decorrente.
O que se observa, concretamente, é que a apropriação - ¬produção do saber, pela classe dominante, se dá muito mais em virtude da desqualificação do trabalho escolar, do que pela falta de escolas públicas que possa estar impedindo o atendimento da classe trabalhadora.
Esse tipo de administração, fruto da (in)competente transposição para a escola do modelo da lógica empresarial, baseada na racionalidade científica, constitui-se de fato numa forma sutil e eficaz de impedir o acesso aos níveis mais elevados do saber à classe trabalhadora.
Assim, a constatação da atual tendência de aumento do acesso à escola pública passa a ter pouca relevância quando examinada à luz do tipo qualitativo de escola a que a clientela da rede estadual (filhos da classe trabalhadora) tem acesso.
Em suma, o que os dados demonstram é que se, por um lado, o acesso à escola pública estadual, pela classe trabalhadora, tem sido ampliado, por outro lado, observa-se a negação de condições objetivas e materiais que facultem a esta classe uma escola de qualidade e a participação na organização da escola. Tal negação é evidenciada pelos índices de evasão e repetência na escola pública indicando que a mesma não está respondendo aos interesses das camadas populares.
Tal situação constitui-se numa forma sutil e eficaz de impedir o acesso aos níveis mais elevados do saber à classe trabalhadora, e tem o (des) mérito de manter esta classe marginalizada dos processos decisórios no âmbito interno da escola e, conseqüentemente, alijada das decisões que permeiam o destino da sociedade.
Nestes termos, os fatos assinalados indicam que a função essencial da escola pública estaria sendo descaracterizada pela própria escola. Isto incita a pensar a respeito dessa função, procurando identificar o tipo de prática pedagógica que possa assegurá-Ia.
Naturalmente que uma reflexão crítica, a respeito do que acredita-se ser a função essencial da escola pública, deverá poder evidenciar perspectivas e/ou estratégias viáveis a uma prática pedagógica sensível às necessidades das camadas populares. Nesta perspectiva, aponta-se como particularmente significativo o processo de administração colegiada. Pois, tal processo, priorizando a descentralização administrativa, procura democratizar o processo pedagógico e a infra-estrutura que o suporta, permitindo a participação de toda comunidade escolar nas decisões que afetam a vida interna da escola.
Acredita-se, por conseguinte, que essa prática, ao dinamizar os diversos segmentos que compõem a comunidade escolar, num projeto totalizador e solidário, possa cumprir o seu papel de força auxiliar na transformação histórica da escola e da sociedade. Acredita-se, outrossim, que a apreensão teórica e histórica da prática educativa escolar, vivenciada na sociedade brasileira, como prática contraditória, é que irá permitir pensá-Ia e concretizá-Ia enquanto espaço possível de atendimento aos interesses da classe trabalhadora. Neste contexto, objetiva-se explorar a possibilidade da relação entre administração colegiada e prática pedagógica democratizante.

[...] Neste contexto é que se deve considerar a proposta da prática colegiada de administração escolar como uma forma qualitativa de vida escolar, baseada na conjugação da liberdade eco-responsabilidade nas decisões do projeto educativo. Ao se firmar como prática política essencialmente democrática, a administração colegiada preocupa-se em [ . ] instituir uma forma de organização escolar que supere os conflitos através da síntese superadora resultante das convergências e sintonias dos diferentes grupos que integram a escola, através da participação coletiva. Elimina-se, assim, o espírito corporativo e competitivo existente no interior do espaço escolar e inicia-se um processo permanente de participação na construção de uma educação comprometida com a transformação social (PRAIS P.84-85). [...]


[...] Tal método pressupõe a historicidade na análise da realidade, percebendo a contradição como elemento responsável pela mudança social. Portanto, nesta perspectiva, qualquer reflexão sobre a prática pedagógica deve levar em conta as diferenças materiais de classe. Tais diferenças, ao mesmo tempo que se constituem em obstáculos para uma educação efetivamente democrática, possibilitam a luta pela superação desses mesmos obstáculos ao permitir a consolidação de uma contra-hegernonia, decorrente da organização da classe trabalhadora. Significa que a pedagogia progressista tem como ponto de partida a compreensão de que o antagonismo existente entre as classes sociais é o motor da história e que, portanto, a história é a história da luta de classes. [...]


[...] No segundo momento é explicitada a pedagogia histórico-crítica da educação, quadro referencial teórico específico que permitirá, em momento posterior, uma análise e compreensão do processo de administração colegiada e de sua relação com a prática pedagógica vivenciada nas escolas públicas. De acordo com Saviani (1985, p. as teorias críticas, que estudam a relação escola-sociedade de classes, fundam-se no princípio de que não é possível compreender a educação senão a partir de seus condicionantes sociais. Por sua vez, no âmbito interno, distinguem-se dois subgrupos de teorias críticas, conforme se segue: I. [...]

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