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Fluidos de perfuração

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
outros
Faculdade
CASTELO BRANCO

Informações do trabalho

Armênio C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
27 páginas
Nível
Para todos
Consultado
9 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
1 Avaliaçao cliente
4
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  1. A indústria do petróle
    1. A atividade de perfuração
  2. Fluidos de perfuração
    1. Fluido n-parafina
    2. Toxidade, bioacumulação e biodegradação dos fluidos de perfuração
    3. Comportamento de compostos orgânicos na água subterrânea
    4. Potencial de contaminação de aqüíferos pelo fluido de perfuração

A indústria do petróleo é dividida em dois segmentos: Exploração e Produção; e Refino e Distribuição, conhecidos pelas siglas E&P e R&M (do inglês Refining & Marketing), respectivamente. No segmento E&P estão inseridas as atividades de pesquisa, perfuração e produção de petróleo.
Uma vez identificadas estruturas potencialmente acumuladoras de petróleo através dos estudos geológicos e geofísicos, são realizadas perfurações para confirmação da sua existência. Na perfuração dos poços são utilizados fluidos com vários objetivos, entre os quais o carreamento dos fragmentos de rocha perfurada até a superfície, a lubrificação e resfriamento da broca, a sustentação das paredes do poço e a contenção dos fluidos no reservatório (óleo, gás ou água). Ao término da perfuração, os poços são revestidos, cimentados e o fluido remanescente é encaminhado para reutilização.
O fluido de perfuração é basicamente uma suspensão coloidal, cujo componente principal é a argila, conhecida comercialmente como bentonita.
Na formulação do fluido de perfuração entram diversos produtos químicos, tais como água industrial, sais solúveis, amidos, alcalinizantes, viscosificantes e polímeros, que possuem finalidades específicas em função das características de cada poço.
Durante vários anos utilizou-se fluido a base de óleo diesel, devido à excelente performance proporcionada à perfuração, comparado ao fluido base água.
No processo de perfuração, podem ser atravessados aqüíferos passíveis de serem contaminados pelos fluidos utilizados durante os trabalhos. Por esta razão o aumento da preocupação ambiental levou a indústria a elaborar composições de fluidos que fossem menos agressivas ao ambiente e ao mesmo tempo apresentassem performances semelhantes às dos fluidos base óleo diesel.
Nesse sentido, esta monografia tem o objetivo de analisar um dos mais importantes resíduos que caracterizam a perfuração de poços de óleo e gás, o fluido de perfuração. São apresentadas as funções e bases de fluidos, considerando a influência crescente da variável ambiental na escolha das formulações, onde o surgimento dos fluidos sintéticos despontou como alternativa ambientalmente preferível em comparação aos à base de óleo, sendo mais eficiente do que os à base de água, abordando também a toxicidade dos fluidos, que vem se tornando restritiva em vários países, inclusive no Brasil, assim como o controle de bioacumulação e biodegradabilidade, visando transmitir o suporte técnico e ambiental na etapa da perfuração de poços marítimos no país.

[...] Este tipo de perfuração exige técnicas específicas e fluidos de perfuração especiais (PETROBRAS, 2003). Figura Diagrama esquemático de perfurações direcionais Fonte: Petrobrás (2003) 3 FLUIDOS DE PERFURAÇÃO Fluido de perfuração é um fluido circulante usado para tornar viável uma operação de perfuração (API, 1991). Segundo Fam e Dusseault (1998), os fluidos de perfuração são misturas de diferentes componentes utilizados em uma perfuração de poço, em que cada um deles é adicionado para acrescentar certas propriedades aos fluidos, como por exemplo: suportar a parede do maciço, limpeza do poço, evitar a invasão do filtrado e os danos na formação e para o controle da pressão e do teor de cascalhos em suspensão. [...]


[...] O estudo da biodegradação dos fluidos sintéticos permite concluir que, em condições comparáveis: Os fluidos de perfuração que degradam mais rápido são os sintéticos à base de éster; A degradação ocorre mais rápido em condições aeróbias do que anaeróbias; Quanto maior a concentração do fluido base, menores as taxas de degradação de fluido nos sedimentos marinhos; A temperatura e tipo de sedimento marinho (areia, argila, silte) influencia na taxa de degradação dos fluidos. Há uma linha de pensamento que discorda da idéia de que devem ser pesquisados fluidos que degradem o mais rapidamente possível no fundo do mar (possibilitando desta forma a recuperação dos bentos afetado no entorno), afirmando que tal degradação deve ser moderada pois ao se desenvolver consome o oxigênio da água estabelecendo condições anóxicas na região, o que é letal ao bentos. [...]


[...] Para três dimensões tem-se: Onde : Dx, Dy, Dz = coeficientes de dispersão hidrodinâmica nas direções y e vx = velocidade advectiva; e t = tempo Potencial de contaminação de aqüíferos pelo fluido de perfuração A contaminação de aqüíferos pelos fluidos de perfuração e pela disposição inadequada do cascalho gerado pela atividade de perfuração representa um dos potenciais impactos ambientais que podem ser causados pela atividade de exploração e produção de petróleo FÓRUM/UNEP,1997). Para alcançar-se a formação geológica portadora de petróleo, geralmente localizada a centenas até mesmo, a milhares de metros de profundidade, é necessário atravessar-se as formações geológicas superiores, nas quais podem encontrar-se aqüíferos de água doce, colocando-os em contato com o fluido de perfuração. [...]

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