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Jogos cooperativos na educação física

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
outros
Faculdade
CASTELO BRANCO

Informações do trabalho

Armênio C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
22 páginas
Nível
Para todos
Consultado
572 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. O jogo e a sociedade: as razões da exclusão
  3. História da educação física como processo educativo no Brasil
  4. Desenvolimento das crianças nas séries iniciais
  5. Jogos cooperativos : a possibilidade de inclusão
  6. Conclusão
  7. Bibliografia

A vivência em escolas e o contato com os professores de Educação Física destes locais me inspiraram a trabalhar com os jogos cooperativos que, apesar de serem extremamente importantes na construção do caráter e dos valores dos alunos, são pouco trabalhados nas aulas, dando lugar a jogos competitivos e excludentes, que criam nas crianças sentimentos de medo, angústia e decepção. Mas por que isto acontece?
Muitos são os fatores que podem ter influência direta na linha pedagógica e na maneira de trabalhar o jogo pelo professor de Educação Física em suas aulas.
Os jogos trabalhados com crianças representam os valores e os anseios da sociedade a qual pertencemos, ou seja, os jogos retratam nossa estrutura social. No mundo em que vivemos a capacidade de destacar-se individualmente como o melhor, o mais eficiente, torna-se muito importante dentro de empresas, instituições, etc. O indivíduo é valorizado por suas capacidades frente aos demais, dando-se pouca importância aos mecanismos utilizados, mesmo que os mesmos causem danos a outras pessoas. Congratulações como ?funcionário do mês?, ?vendedor mais eficiente?, entre outras, muitas vezes desprezam a maneira e os meios utilizados para tais feitos. O individualismo e o separatismo tornam-se mais importantes que a cooperação e a interdependência.
Outro fator de enorme influência para a construção de valores e princípios nos jogos infantis é a influência dos esportes de rendimento, ou segundo Tubino esporte-performance, os quais objetivam rendimento, numa estrutura formal e institucionalizada (apud Fonseca, 1999, p. 63). A necessidade da vitória a qualquer custo passa a imagem de que o jogo é constituído deste único objetivo, e que o mesmo deve ser alcançado de qualquer maneira. Frases populares como ?o segundo colocado é apenas o primeiro dos últimos? ou ?o vice campeão nunca é lembrado? traduzem os princípios e os objetivos deste tipo de esporte. Como conseqüência disto, nos deparamos diariamente com denúncias de corrupção, suborno, manipulação de resultados, utilização de doping entre outras artimanhas ilícitas utilizadas para a obtenção da vitória.
A construção de valores também é representada de maneira equivocada nos esportes de rendimento. Como exemplo claro temos os Jogos Olímpicos que oferecem como louros da vitória uma série de três medalhas (ouro, prata e bronze); diferentes uma da outra e, consequentemente, com valores distintos. Este modelo de premiação, além de valorizar apenas o primeiro colocado, transcreve de maneira explícita o espírito excludente que constituem estas competições. Todos os outros atletas, que se esforçaram da mesma forma para estar participando da competição, acabam esquecidos e desvalorizados.

[...] 96) é a questão que devemos abordar com mais atenção frente as aulas de Educação Física e seu papel na formação da sociedade. A história nos mostra que a Educação Física vem trabalhando este aspecto de maneira muito equivocada, omitindo uma análise mais aprofundada e crítica do mesmo. O modelo educacional que as escolas trabalham atualmente valoriza a ciência, a técnica, o rendimento, a padronização, o individualismo. Para Vago e Souza (1999) estas concepções que relacionam o ser humano como portador de um corpo reduzido ao biológico, omitindo suas práticas culturais, desenvolve um indivíduo disciplinado, padronizado, treinado; sujeito a classificações e comparações, o que caracteriza um processo excludente e discriminatório dos alunos na sala de aula. [...]


[...] A cooperação, assim como a competição, é um valor cultural aprendido (Orlick, apud Barata et all, 2001), e os jogos cooperativos podem ser classificados como uma das melhores maneiras de desenvolver os aspectos positivos trabalhados no jogo reduzindo as conseqüências negativas da competição. Segundo Brotto os jogos cooperativos nas aulas Educação Física são de grande valor no processo pedagógico desenvolvendo aspectos como aumento da auto-estima, confiança, respeito mútuo, comunicação, criatividade, alegria, entusiasmo (2000, p. entre outros fatores que veremos adiante. [...]


[...] Ghiraldelli aponta que nesta concepção os desportos e os jogos em geral eram utilizados para identificar e eliminar os incapacitados físicos, criando-se assim uma seleção natural dos alunos mais fortes e robustos (1988, p. 18). O papel da Educação Física no processo de aprendizagem era de preparação de homens e mulheres para compor papéis sociais e profissionais na sociedade futura, impondo assim padrões e comportamentos estereotipados e pré-determinados. A terceira linha de pensamento existente foi denominada de Educação Física Pedagogicista pela primeira vez, encarou as aulas de Educação Física como uma atividade educativa. [...]

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