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Dança: educação física ou arte?

Informações sobre o autor

Fitness, Musculação e Educação Física Escolar.
Nível
Especializado
Estudo seguido
Licenciatur...

Informações do trabalho

Luciane F.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
51 páginas
Nível
Especializado
Consultado
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Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Doença granulomatosa crônica

RESUMO

Pretende-se com este estudo, romper com a postura neutra diante do conteúdo dança no cenário escolar, propondo uma reflexão a respeito dos seus objetivos como um mecanismo de educação/aprendizagem.
Nessa perspectiva, procurou-se apontar alguns fatores relevantes em relação a esse elemento da cultura corporal, com o objetivo de propor através da sua vivência, o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo-social, juntamente com os aspectos de formação humana.
Deste modo, visando buscar respostas às argüições inerentes ao contexto e suas implicações para as disciplinas de Educação Física ou Arte. Fundamentando-se em pesquisa qualitativa realizada junto a professores de ambas as disciplinas, de diferentes sistemas e segmentos de ensino.

Palavras-chave: Educação Física - Arte - Dança.

INTRODUÇÃO

Em meados do ano de 2003, a dança passou a fazer parte das nossas vidas, não somente como espectadoras, mas experenciando toda sua grandeza através de releituras coreográficas, montagens e criações.
Isoladamente vivenciamos estilos de dança diferentes. Por um lado à expressão corporal e dança contemporânea, por outro, a dança de salão.
Incentivadas por essas vivências, começamos a fazer a graduação em Educação Física, com o intuito de proporcionar uma difusão dessas experiências, e, principalmente dos benefícios que a dança oferece. Nesse período de discente, percebemos que o processo ensino aprendizagem da dança é muito mais grandioso que simplesmente fazer, dançar, experimentar, libertar-se. Para nós, a dança é uma linguagem universal, que utiliza o corpo como um veículo de comunicação através dos movimentos e gestos compostos a partir de um subtexto.
Infelizmente nem tudo é como queremos, ao decorrer da graduação algumas dúvidas foram surgindo, e a partir de algumas dessas questões surgiu à reflexão: Dança: Educação Física ou Arte?
Este tema vem sendo questionado entre as instituições de ensino superior, já que são responsáveis pela formação de novos professores preocupados em oferecer estímulos para desenvolvimento completo do ser humano. Com isso, não poderíamos ter escolhido outro tema, já que nos preocupamos com uma das nossas maiores paixões e futuramente um dos nossos conteúdos a serem aplicados em aula.
Laban (1990, p.107) afirma que: ?um dos objetivos da dança na educação (creio que o mais importante) é ajudar o ser humano por meio da dança a achar uma relação corporal com a totalidade da existência?. Amparadas em sua afirmação levantamos uma reflexão. O professor habilitado em Arte está apto a trabalhar o conteúdo dança em suas aulas? A grade curricular na Graduação contemplou esta disciplina?

CAPÍTULO I

CARACTERIZANDO A DANÇA
Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar Tu amas, sofres e sentes. Dança!

Isadora Duncan

A dança é algo de difícil definição quando pensamos em seus diversos benefícios para o ser humano. Neves, (apud RANGEL 2002, p. 21) afirma: ?apesar de parecer simples, o número de definições para a palavra ?dança' é quase infinito?.
Ela proporciona uma liberdade que permite a transcendência do ser humano, além de seu autoconhecimento e consciência corporal. É um caminho para o ser humano encontrar uma melhor maneira de relacionamento com a natureza e tudo que o cerca, proporcionando reflexão e autocrítica.
Encontramos em Neves, (apud RANGEL, 2002, p.21) uma importante descrição da dança,
A dança tem várias faces e é encarada de diversas maneiras. Algumas pessoas estão interessadas nos aspectos psicológicos e emocionais; outras, com uma visão mais mecânica e enfatizam os elementos funcionais; existem ainda aqueles que procuram analisar os elementos básicos e universais que constituem a dança. Por isso, é difícil encontrar uma definição suficientemente abrangente e completa sobre a dança.

Na dança, o movimento é responsável por toda composição. Cada gesto compõe uma frase, um pensamento, sentimento, algo oculto e que as palavras não conseguem exteriorizar. Em qualquer dança, ?todo o movimento, desde o mecânico até o simbólico, contem sempre uma carga expressiva?. (OSSONA, 1988, p.25)
A dança é uma combinação de elementos externos e internos como o ritmo, espaço, tempo, sentimentos, movimentos, portanto, uma organização desses elementos constituindo uma forma de expressar o ?eu?.
RANGEL (2002, p.24) explica melhor essa ?exteriorização do eu?,


Na Dança, o homem se permite mergulhar em suas sensações. Nela, o homem trabalha essas sensações e toma conhecimento das possíveis conseqüências que delas possam resultar, explorando-as sem receio e sem restrições, pois são vivências que se projetam a partir da realidade, para um universo de movimentos significativos que se mostram verdadeiros enquanto dançados ou apreciados.

Cada civilização descreve a dança de acordo com sua cultura, porém, em todas, a dança aparece como um instrumento de exprimir liberdade, educação e, portanto, sentimentos.
Ela se difere em estilos, de acordo com seu período histórico.
O Ballet surgiu no Renascimento, como visto anteriormente. Era apresentada aos nobres das cortes italianas, portanto sempre possuiu um caráter elitista, devido às vestimentas e cenários. Mais tarde foi apresentada às cortes francesas pela rainha da França, casada com o rei Henrique II. Em princípio, todos os bailarinos eram homens, apenas no fim do século XVII, as mulheres começaram a estudar o Ballet, mas sempre tiveram dificuldades de movimentação devido aos exuberantes figurinos. (PORTINARI, 1989)
OSSONA (1988, p. 65) descreve os movimentos do Ballet em:
Harmonia, simetria, equilíbrio, elegância, leveza, graciosidade, hierarquia da companhia, semelhança de movimento nos conjuntos, preferência por deslocamentos frontais, não-utilização do espaço como elemento expressivo, profissionalismo e grande domínio do físico, às vezes, até despertar assombro.

Devido a essas regras de movimentos, novos estilos foram surgindo. Surgiu então a Dança Moderna. ?Como todo movimento artístico importante, a dança moderna começou pela contestação, ou seja, pela rejeição do rigor acadêmico e dos artifícios do ballet?. (PORTINARI, 1989, p. 133)
Quando pensamos em dança moderna, a primeira coreógrafa a ser destacada é Isadora Duncan (1877-1927), essa que propunha na dança moderna, uma arte libertária, seus movimentos se identificavam muito aos elementos da natureza. Outra a ser lembrada é Martha Graham (1894-1991), ao contrário de Duncan, ela não queria se basear em imitações do cotidiano, sua técnica de trabalho era embasada no idealismo social, através de movimentos concentrados na respiração e sua ligação com a contração e relaxamento. É um estilo marcado por movimentos de corpos libertos de simetria, de bailarinas descalças e expressivas.
A dança moderna deu origem à dança contemporânea. Surgindo no século XX, como um definitivo manifesto às regras da dança clássica, importando os movimentos expressivos, transmitindo idéias, sentimentos e deixando de lado o padrão estético do ballet. (PORTINARI, 1989)
Esse estilo não possui uma técnica determinada, na maioria das vezes, a improvisação aparece nos solos.
Martha Graham também teve sua participação nesse período, assim como Pina Bausch (1940) teve um grande destaque por ?brigar com a estética convencional, ela utiliza atores-dançarinos que não precisam esconder barriga saliente, costas arqueadas, pernas cabeludas, óculos de míope? (PORTINARI, 1989, p. 166).
Atualmente, a dança contemporânea tem um grande espaço em espetáculos, no Brasil, podemos destacar Débora Colker como uma importante coreógrafa, ela utiliza a dança como uma maneira de comunicação com o mundo, sempre utilizando temas inusitados para suas coreografias. Em todos seus espetáculos encontramos os diferentes estilos de dança mesclados com o intuito de proporcionar melhor espetáculo.
É assim que a dança se apresenta dentro na nossa realidade, ela agrega todos os estilos num só objetivo.
Dessa maneira, percorremos um pouco pela história e conhecemos, de maneira sintética, os diferentes estilos de dança, suas características e valores históricos.

[...] Surgindo no século XX, como um definitivo manifesto às regras da dança clássica, importando os movimentos expressivos, transmitindo idéias, sentimentos e deixando de lado o padrão estético do ballet. (PORTINARI, 1989) Esse estilo não possui uma técnica determinada, na maioria das vezes, a improvisação aparece nos solos. Martha Graham também teve sua participação nesse período, assim como Pina Bausch (1940) teve um grande destaque por ?brigar com a estética convencional, ela utiliza atores-dançarinos que não precisam esconder barriga saliente, costas arqueadas, pernas cabeludas, óculos de míope? (PORTINARI p. [...]


[...] Dentro do contexto da infância é preciso ressaltar que o trabalho do senso rítmico, deve ser feito de forma consciente, lembrando que mesmo se tratando de ?crianças pequenas?, não devemos aceitar com freqüência a graciosidade como possibilidade de substituição ou equivalente no desenvolvimento da consciência rítmica. (CUNHA p. 26) 3.3 - A DANÇA NA FASE DA ADOLESCÊNCIA Quando pensamos em adolescentes desenvolvendo um trabalho com a dança, pressupomos um trabalho que irá envolver esforço e tensões por meio de técnicas. [...]


[...] Esses conteúdos devem ser trabalhados de forma integrada, sendo enfatizado em determinado momento uma ou outra dimensão. Falando ainda na formação humana, é extremamente importante o seu trabalho nas aulas de educação física, pois segundo Bregolato (2000, p.26), conteúdos de valores e atitudes são princípios educacionais que desenvolvem comportamentos voltados à formação de seres humanos, que possam construir um mundo mais harmonioso?. Sendo assim, a questão dos valores, destacando a autonomia, deve ser estimulada entre os alunos, e uma das propostas para se obter isso é trabalhar a auto-expressão e a criatividade através da dança. [...]

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