Informações sobre o autor

coordenadora pedagógica - professora infantil,...
Nível
Especializado
Estudo seguido
Pedagogia...

Informações do trabalho

Data de Publicação
28/01/2009
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
12 páginas
Nível
Especializado
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
0 Avaliaçao cliente
0
escrever um comentário

A importância das artes na construção de uma sociedade inclusiva

  1. Doença granulomatosa crônica

RESUMO
Este trabalho pretende proporcionar uma reflexão sobre a importância das artes na construção de uma sociedade inclusiva. Assim, no decorrer do trabalho, serão tratados assuntos pertinentes ao ensino das artes na educação especial e seus princípios norteadores à educação, incluindo um breve histórico das artes na educação especial e os fundamentos e estratégias das linguagens artísticas.
Posteriormente será apresentada uma pesquisa de campo com professora da APAE verbalizando sobre sua prática inclusiva. Para finalizar, apresentar-se-á as considerações finais do trabalho sobre o tema proposto.

INTRODUÇÃO
O trabalho procura apresentar a importância das artes na vida das pessoas com necessidades educacionais especiais, pois é através da mesma que proporcionamos conhecimentos,experiências momentos ricos de sensibilização, criação e expressão, e também criamos um processo de ação reflexiva, transformando uma prática educativa em uma forma de inclusão social, contribuindo para que exista a conscientização da população em relação a inclusão das pessoas com necessidades educacionais especiais na sociedade, e fazendo com que as mesmas observem que todos somos capazes, cada um com suas limitações.
Objetivamos, com este trabalho, identificar a contribuição da arte, no desenvolvimento das pessoas com necessidades educacionais especiais, pois através da diversidade artística, trabalhamos o mental, físico e cognitivo nas mesmas.
Pretendemos com este trabalho, mostrar que todas as pessoas, especiais ou não, precisam de oportunidades para mostrar que são capazes, e acima de qualquer coisa, precisam ser respeitadas porque de nada adianta papéis, leis, se não existir a prática da cidadania e o cumprimento da mesma.
Para realização deste trabalho nós valeremos de pesquisas bibliográficas e pesquisa de campo,que será realizada com profissionais da APAE de Limeira, através da aplicação de questionários.
O trabalho será estruturado da seguinte forma: no primeiro capítulo serão relatados um breve histórico do ensino da arte na educação especial e a importância das artes na construção de uma sociedade inclusiva. No segundo capítulo serão abordados os fundamentos e estratégias das linguagens artísticas: Artes visuais, dança, literatura, música e teatro. No terceiro capítulo apresentaremos a pesquisa de campo desse estudo e sua análise. E, por fim a conclusão.

1. BREVE HISTÓRICO DO ENSINO DE ARTES NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Na educação especial, a arte, teve importante marco no Brasil, à partir das idéias da educadora Russa Helena Antipoff e do Movimento Escolinhas de Arte, este movimento se difundiu no Brasil a partir da criação da Escolinha de Arte do Brasil, em 1948, no Rio de Janeiro, pelo artista Augusto Rodrigues, a professora de arte Lúcia Valentin e pela escultora norte-americana Margareth Spencer, e incluía as pessoas com necessidades educacionais especiais, no ensino de arte. (KRAUBE, 1995).
Devemos ressaltar que no contexto da Educação para pessoas com necessidades educacionais especiais no país, a arte faz parte da grade pedagógica nas APAES, sociedade Pestalozzi e outras entidades.
A Sociedade Pestalozzi (MG), foi pioneira no trabalho de Artes para pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais, e passaram a ser referência para outras instituições, podemos destacar a Fazenda do Rosário, criada também pela professora Helena Antipoff, como celeiro de importantes criações artísticas, desde 1942.
Nas APAES, a realização de um trabalho em artes, respaldado em estudos, pesquisas e reflexões sobre a prática pedagógica, permitiram que o Estado de São Paulo tivesse um papel pioneiro na realização de Festivais de Arte-Educação, que culminaram com a criação da Coordenadoria de Arte, na Federação Nacional da APAES e a realização de festivais nacionais, que iniciaram-se em 1995, com a realização do Primeiro Festival Nacional Nossa Arte, na cidade de Salvador (BH), por ocasião do XVII Congresso Nacional das APAES.
Desde então, a Federação Nacional das APAES, vem realizando de dois em dois anos, o Festival Nacional Nossa Arte, de reconhecida qualidade Artística e educacional.
Em 1989, foi fundado o Programa Artes sem Barreira/very Special Arts do Brasil, neste ano também foram criados os Comitês Estaduais dessa organização, com representantes das diversas instituições que trabalham com pessoas que apresentam necessidades especiais.
A partir das mobilizações internacionais e, favor da inclusão, e dos resultados obtidos nos vários projetos de Arte na Educação Especial já mencionados, a inclusão ocupou o papel central nos debates, congressos, festivais e outras iniciativas voltadas para a Arte e Educação.
Segundo artigo retirado da revista Nova Escola (1994, n.80, ano 9), no ano de 1993, em Pernambuco, o Programa Artes Sem Barreiras, estabeleceu parceria com a Federação de Arte-educadores do Brasil (FAEB). A mesma parceria foi retomada em 1998, em São Paulo, no Congresso latino-Americano, a partir daí, a FAEB passou a assessorar as ações de seus congressos e festivais e a fundamentação de conceitos.
O Programa Artes sem Barreiras/Very Special Arts do Brasil, passou a agregar a seus festivais de Arte, congressos Educacionais e Artísticos, com a finalidade de promover o debate e a difusão de contatos e experiências com as linguagens da arte na educação especial, afirma KRAUBE (1995).

O primeiro congresso, foi realizado em 1994, na Universidade Federal de Juiz de Fora, iniciando uma parceria com departamentos de Educação e de Artes das Universidades, Secretarias de Educação Municipais e Estaduais, e entidades da sociedade civil que desenvolviam trabalhos com as linguagens de arte para pessoas com necessidades especiais.
Foram realizados vários congressos nacionais através do programa Artes sem Barreiras, e estes foram fundamentais apara aproximar profissionais da educação especial. Arte educadores e os demais professores das questões de artes.
Em 1999, foi firmado compromisso político com a inclusão da arte como componente curricular para alunos com necessidades educacionais especiais, tal fato se firmou no encontro de Pirinópolis, onde estavam reunidos dirigentes da Educação Especial e Ensino Fundamental, ONgs, representantes de Comitês Estaduais e Municipais Do Projeto Arte sem Barreiras, houve também a participação de especialistas na área de artes, o qual abriu “caminhos” para ações conjuntas do MEC com entidades não governamentais atuantes no campo de Arte, o resultado deste encontro, foi a Carta de Pirinópolis, que se segue:
“Nós Dirigentes de Educação Especial e de Ensino Fundamental de Organizações Governamentais e Não-Governamentais, membros do Fórum das Instituições de Ensino Superior e UNDIME, reunidos no Encontro de Educação Especial: “Uma Escola de Qualidade para todos Respeita a Diversidade” ,em parceria com a UNESCO e o FUNDESCOLA, em Pirinópolis, no período de 14 a 18 de junho de 1999, considerando os princípios Universais dos Direitos Humanos; as análises e debates ocorridos neste Evento e as proposições e compromissos definidos pelos participantes, em nível estadual,reafirmamos o princípio filosófico da “ Educação para Todos”, e priorizamos as seguintes ações:
1-articular órgãos governamentais, organizações de defesa e de direito,órgão não governamentais de e para pessoas com deficiência, e instituições de ensino superior, visando à implementação da prática de inclusão;
2-Acompanhar e orientar , de forma articulada, as ações dos municípios na política de educação especial;
3-Comprometer e responsabilizar todo o sistema educacional público e privado,na garantia do atendimento aos alunos com necessidades especiais a partir de uma política de inclusão social;
4-Dotar as unidades escolares de materiais, equipamentos e mobiliários adaptados;
5-Construir e manter indicadores confiáveis que permitam análise da qualidade e planejamento das ações relativas á política de inclusão;
6-Tornar públicas ações, informações e recursos como uma das dimensões de suporte às práticas da educação especial e ao exercício do direito do cidadão;
7-garantir acessibilidade por meio da adequação dos espaços físicos nas unidades escolares onde os educandos com necessidades educacionais especiais estejam inseridos.garantir também, que as novas construções obedeçam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);

[...] R.: o trabalho é satisfatório com estímulos e práticas diferentes trazendo e proporcionando um conjunto de procedimentos em artes, atendendo as necessidades especiais e levando a um melhor desenvolvimento no seu todo, e crescendo em todos os sentidos.” Cabe ressaltar que o estudo da arte como um todo contribui de forma bem significativa para o processo de criação pessoal dos envolvidos e o papel que cada um desempenha na cultura e na sociedade atual. Assim, conclui-se que cada linguagem que se comunica à arte possui suas relações de conhecimentos. [...]


[...] O primeiro congresso, foi realizado em 1994, na Universidade Federal de Juiz de Fora, iniciando uma parceria com departamentos de Educação e de Artes das Universidades, Secretarias de Educação Municipais e Estaduais, e entidades da sociedade civil que desenvolviam trabalhos com as linguagens de arte para pessoas com necessidades especiais. Foram realizados vários congressos nacionais através do programa Artes sem Barreiras, e estes foram fundamentais apara aproximar profissionais da educação especial. Arte educadores e os demais professores das questões de artes. [...]


[...] Esta pesquisa foi realizada com uma professora de classe especial,que atua na Apae de Limeira, e possui alunos de variada faixa etária. Para a pesquisa de campo, foi utilizado o questionário o qual será relatado abaixo com suas respectivas respostas e análise das mesmas. Em relação a questão Em sua opinião qual a importância das artes na construção de uma sociedade inclusiva? R.: prática artística tem se mostrado relevante para proporcionar maior riqueza interior, vitalidade e qualidade de vida, na construção de uma sociedade inclusiva. [...]

...

Estes documentos podem interessar a você

A contribuição do negro para a formação da sociedade

 Administração e marketing   |  Administração   |  Estudo   |  03/05/2007   |  BR   |   .doc   |   25 páginas

A prática da avaliação escolar

 Sociedade   |  Educação   |  Estudo de caso   |  24/07/2007   |  BR   |   .doc   |   21 páginas

Mais Vendidos educação

Inspeção escolar participativa

 Sociedade   |  Educação   |  Estudo   |  10/01/2007   |  BR   |   .doc   |   28 páginas

Sexualidade na educação infantil

 Sociedade   |  Educação   |  Monografia   |  03/08/2007   |  BR   |   .doc   |   22 páginas
Compra e venda de trabalhos acadêmicos
Garantias
Leia mais sobre as nossas garantias.